capitulo 22 (CONTINUAÇÃO)

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NASCIMENTO
— Onde está o corpo do fogueteiro?
perguntou pela ultima vez
O menino continuava a chorar, o silêncio ao redor era resultado de todos que prestavam atenção na cena, curiosos. Marques soltou a língua do menino afim de deixa-lo, mas nada saiu, apenas um pedido de misericórdia — como sempre.

Marques novamente puxou a língua do moleque para fora, seu canivete já se encontrava centímetros perto. Ela faria oque dissera, cortaria cada parte ( eu acho) . Começaria pela ponta e iria até as papilas, sua crueldade era tanta que pensou rapidamente em enferrujar o canivete apenas para a dor ser maior. Mas se contentou com oque tinhas nas mãos

No momento em que o aço teve contato com a língua, O caveira que nao recordava o nome se mostrou. ———- 01, prioridade.
Babilônia cercada capitão.

O telefone foi passado rápido para a minha mão.

—— Ciente Carvalho tamo indo para aí ja.

Marques finalmente saiu do transe que estava, soltou o menino enquanto se afastava. Não sentia remorso nenhum pelo oque faria.

— Porra eles fazem a merda e a gente que tem que limpar, Babilônia, Serio? — Marques se debatia
Eu ri dela, ela ta parecida comigo.

— Nao tem oque fazer, vamo embora.
—— Eu dizia, Ja colocando minha bandoleira e indo em direção aos fundo do barraco que estavam.

— E faz oque com o filha da puta aqui capitães? — zero quatro perguntou ainda segurando o vapor.

Eu e marques se entreolhavas, a mesma deu de ombros dando as rédeas para o homem, que soltou em seguida. —— bota na conta do papa.

Marques soltou uma risada de canto, era umas das frases que ela faria se fosse decidir. então só podemos escutar o caveira gritando para o menino se virar, logo em seguida o disparo.

Já no carro, Marques se sentou no banco do passageiro enquanto colocava novamente seu canivete no coturno e ajeitava sua bandoleira.
Sua calmaria era admirável em meio aos caos que enfrentaríamos.

Eu dirigia rápido e posturado até o morro da babilônia. Ninguém sabia oque nos aguarda, mas como capitães era obrigação manter a calma e a postura da equipe.

— Tranquilidade, calma tá? vamos subir lá e fazer o nosso com calma. Pode ter gente pra cacete na favela, hoje é dia de baile funk. — Marques aconselhava enquanto olhava para trás, todos concordavam com a cabeça enquanto prestavam atenção atentos.

—— Vamo chegar devagar, pode ter policial ferido. É só ter calma. — Eu completava, com os olhos focados na direção enquanto sua voz autoritária acompanhava.

Marques *

Eu havia prometido para as meninas que essa noite eu chegaria mais cedo para que a gente passássemos juntas a madrugada, como antes.
Mas pelo caminhar das coisas seria impossível, nao havia oque fazer. Eu não sou uma policial convencional comum, Sou do BOPE da tropa de elite da policia militar.
E isso significa que não podia me dar o luxo de jantares quando tinha que resolver a merda dos outros.

Nascimento*

—— Quem conhece a babilônia ai? Eu perguntei

— Eu conheço capitão. — 05 respondia, seu fuzil para cima e a voz firme indicava que ja estava pronto.

— Tatu vai puxar a ponta —
Completei.

OSSO DURO DE ROER!Onde histórias criam vida. Descubra agora