Enrico levantou com cuidado, tentando não acordar Layla, que dormia serenamente ao seu lado. O apartamento parecia iluminado pela presença dela. Com passos leves, ele seguiu até a cozinha e improvisou um café com os poucos itens disponíveis. As xícaras, ligeiramente desiguais, eram um reflexo da simplicidade do lugar, mas naquele momento, ele sentia que tinha tudo o que precisava.
Na pequena cozinha, ele abriu os armários e improvisou o café da manhã com o que encontrou: um pouco de pó de café, uma xícara e nada de açúcar. Enquanto a água fervia, seus pensamentos vagaram até Layla. Ela tinha transformado aquele pequeno apartamento em um lugar que parecia um lar.
Com a xícara de café pronta, Enrico voltou ao quarto, onde o sol agora iluminava delicadamente os contornos do rosto dela. Ele deixou a xícara no criado-mudo, mas não resistiu à vontade de se juntar a ela novamente. Deitou-se com cuidado, puxando as cobertas sobre os dois e envolvendo-a com um abraço. O corpo dela, ainda morno de sono, instintivamente se acomodou no dele.
Layla resmungou algo inaudível, mas depois suspirou e abriu os olhos devagar.
— Buongiorno, amore mio (bom dia meu amor) — Enrico murmurou contra seus cabelos, sua voz grave carregada pelo sotaque italiano.
Layla sorriu, o coração aquecendo com aquelas palavras familiares. Ela se virou levemente, encontrando o olhar suave dele, e esticou os braços em um espreguiçar preguiçoso.
— Bom dia... que horas são? — perguntou, a voz rouca de sono.
Enrico sorriu e acariciou seu rosto com o polegar, adorando o jeito que ela parecia tão natural e vulnerável naquele momento.
— Não importa a hora — sussurrou, seus lábios roçando a testa dela. —È importante che tu sia con me. (É importante que você esteja comigo.)
Ela riu suavemente, sentindo o calor de sua voz e o toque reconfortante dele.
— Certeza? — brincou, ajeitando-se para ficar mais próxima.
— Sì, amore mio (sim meu amor)
O aroma sutil do café se misturava com o perfume que ela usava na noite anterior, e ele percebeu que seu sabonete havia deixado um leve cheiro floral em sua pele. Para ele, aquele cheiro combinava perfeitamente com Layla: delicado e marcante.
— Gosto quando você fala italiano — comentou ela, fechando os olhos por um instante. — Sua voz fica... mais sensual.
Enrico soltou uma risada baixa, cheia de diversão. Seus dedos desceram para acariciar o ombro dela, onde ele plantou um beijo suave.
— Quer aprender algo para dizer? — perguntou, inclinando-se para mais perto.
— Sempre! — respondeu, animada.
Ele sorriu com malícia e sussurrou devagar:
— Diga: Vuoi sposarmi. (você quer casar comigo?)
Layla franziu o rosto, tentando repetir sem tropeçar nas palavras.
— Vuoi... sposarmi.
— Sì.
Ela piscou, confusa, antes de perguntar:
— O que quer dizer?
Enrico riu novamente, seus olhos brilhando de travessura.
— Quer casar comigo? — explicou ele. — E eu disse que sim.
Layla revirou os olhos, embora não conseguisse esconder o sorriso que crescia em seus lábios.
— Ah, Enrico, você é muito bobo.
— Agora que me pediu em casamento — respondeu ele, virando-a gentilmente para encará-lo de frente — e eu aceitei, acho que podemos planejar o casamento.
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A garota do Capo
RomanceATENÇÃO, ESSE LIVRO É EXTREMAMENTE ERÓTICOE CHEIO DE FETICHES. SE VOCÊ FOR SENSIVEL NÃO LEIA, NÃO ABRA, NÃO INCOMODE (PODE HAVER CENAS QUE OS PURITANOS CONSIDEREM NOJENTAS) Livro 1. da Serie "os Herdeiros da Máfia" Layla, uma jovem que perdeu tud...
