Layla voltou aos seus afazeres. Enquanto refletia sobre o que aconteceu com Lucca, preparava alguns biscoitos para Enrico, já familiarizado com seus favoritos. Organizando tudo na bandeja, ela subiu as escadas. A porta do quarto de Enrico estava entreaberta, então ela a empurrou suavemente com o pé. O som da água correndo na pia do banheiro indicava que ele estava ali.
— Senhor, seu chá — Layla chamou, posicionando-se próxima à porta do banheiro.
— Só um momento — respondeu Enrico.
Layla começou a tirar os itens da bandeja e a colocá-los na mesa do quarto, organizando-os com cuidado. O ambiente tinha um ar de intimidade que a fez se sentir ligeiramente nervosa. Ela olhou ao redor, apreciando a decoração discreta e elegante do quarto, refletindo a personalidade de Enrico.
Enrico saiu do banheiro novamente com uma toalha enrolada na cintura, seu corpo ainda úmido do banho. Ele era a personificação da sensualidade, com músculos bem definidos e uma presença que exalava confiança e magnetismo. Cada movimento parecia deliberado e natural, como se ele estivesse perfeitamente ciente do impacto que causava. Uma tatuagem intrincada adornava seu peito, normalmente ficava escondida e muitas vezes pelas camisas sociais que costumava usar. A tatuagem dava um toque de mistério e rebeldia a sua aparência sofisticada, aumentando ainda mais sua aura sedutora.
Layla não pôde deixar de notar como a água escorria lentamente pelos contornos esculpidos de seu corpo, ressaltando ainda mais seu físico impressionante. O ar ao redor parecia vibrar com a tensão silenciosa entre os dois, enquanto Enrico, com um leve sorriso nos lábios, pegava o chá que ela havia trazido, seus olhos castanhos fixos nos dela.
— Eu já vou. — Disse ela com sua pele levemente ruborizada.
— Relaxa, você viu tudo que eu tenho aqui. — Ele se sentou na cadeira ainda com a toalha sem ligar para o constrangimento de Layla — Sente-se por favor.
— O que? — Enrico não disse nada, apenas encarou ela se sentar na cadeira.
— Então, eu soube que você está sem telefone celular. — Layla abaixou a cabeça. Enrico entregou um telefone para ela — Fiquei, tem meu contato, do meu pai também, qualquer coisa que precisar estou a seu serviço.
— Por que está fazendo isso? — Layla o encarou e pegou o telefone.
Algumas horas antes...
Don Corallo estava sentado em sua poltrona quando Enrico entrou, ele estava com uma aparência se sentou no sofá ao lado do pai, esperando suas ordens.
— Filho, você sabe que confio muito em você. — Corallo encarou o filho que se sentia extremamente orgulhoso de si. — Há uma moça nova, Layla. Bom ela é uma menina muito boazinha e doce.
Enrico se sentiu um pouco desconfortável com os comentários de seu pai, era estranho, será que ele estava interessado em Layla?
— Então, ela vendeu o celular para vir para cá, quero que compre um aparelho de telefone pra ela, bonito, rosa, essas coisas de mulherzinha — Don Corallo gesticulava tentando explicar seu gesto machista. — Gosto desta menina, me lembra a minha bisnonna.
— Irei seguir suas ordens Don Corallo. — Enrico sentiu um certo alivio, estranhamente.
— Sabe filho, eu entendo sua vida e que você ficou mal depois que perdeu sua noiva, mas está na hora de crescer, me dar netos Enricos. — Corallo acendeu um charuto e tragou longamente — e você tem que arrumar alguém como a Layla, uma moça bonita, forte, de fibra. Dar herdeiros aos nosso império.
Enrico encarou o pai, ele falava sério. A alguns anos pedia para Enrico se casar, arrumar uma moça já que havia tantas a disposição.
— Pense nisso. Pode ir — Corallo acenou para Enrico o mandando embora e o rapaz assim fez.
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A garota do Capo
RomanceATENÇÃO, ESSE LIVRO É EXTREMAMENTE ERÓTICOE CHEIO DE FETICHES. SE VOCÊ FOR SENSIVEL NÃO LEIA, NÃO ABRA, NÃO INCOMODE (PODE HAVER CENAS QUE OS PURITANOS CONSIDEREM NOJENTAS) Livro 1. da Serie "os Herdeiros da Máfia" Layla, uma jovem que perdeu tud...
