07 • 𝐒upostas bruxas

1.8K 141 23
                                        

POV: Mário Ayala

Fiquei muito contente quando Amélia aceitou o meu convite e disse que esteve esperando por isso.

- Nunca mais gostei tanto de alguém desde quando minha mãe morreu, Rabito. Estou mesmo me apaixonando pela Amélia - disse para meu cachorro enquanto andávamos até a casa dela.

Toquei a campainha.

- Oi, Rabito e Mário! Eu já estava ficando com saudades de você, bonitão - disse ela, acariciando as costas do Rabito.

- Se eu te desse a coleira e deixasse vocês irem, nem iriam sentir minha falta - brinquei.

- Ele é engraçadinho, não é, Rabito? Bom, por onde vamos andar? - perguntou.

- Vamos até a pracinha perto da sorveteria e voltamos.

- Demos sorte, o sol não está tão ardido como sempre - comentou.

- Ainda bem, esses dias o calor está insuportável.

- Pois é. Mário, como você encontrou o Rabito?

- Eu estava voltando da escola e escutei um barulho de choro. Olhei para baixo e o Rabito estava deitado, com a pata machucada. Estava meio sujo, então deduzi que ele não tinha dono. Apenas levei ele para minha casa e comecei a cuidar - contei.

- Que fofo! Parece que você se sente mais a vontade com os animais do que com as pessoas - ela disse.

- Não posso negar. Os animais nunca tem más intenções. Sempre tem um coração de ouro e são muito companheiros.

- Você tem razão, são os seres mais puros do mundo.

Meus sentimentos por Amélia aumentavam a cada dia. A maneira e facilidade que ela me compreende e o quanto nos identificamos é incrível. E ela sempre está ao meu lado quando eu preciso. Eu também sempre estou ao seu lado, ela precisando ou não.

- Adorei o passeio, Mário! Sua companhia é maravilhos... sua e do Rabito, claro. O tempo voa quando estou com vocês - disse Amélia.

- Também adoro passar tempo com você - respondi e fiquei paralisado, sorrindo.

Amélia me chamou e eu "acordei". Nos abraçamos e ela entrou em casa.

POV: Paulo Guerra

- Onde podemos arranjar comida? - perguntei para Abelardo.

- Você trouxe dinheiro?

- Algumas moedas.

- Eu também, se juntarmos, talvez podemos comprar um salgado naquela padaria - sugeriu.

- Ótima ideia!

Passaram-se dois dias que fugi. Eu e Abelardo conseguimos apenas um salgado no primeiro dia. Após isso, não comemos mais.

POV: Helena Fernandes

Meus alunos estavam muito quietos ultimamente devido ao sumiço do Paulo. Também estou muito preocupada! Como uma criança de dez anos irá viver sozinha?
Marcelina era a mais preocupada. Não conseguia focar em nada, nem brincava com as meninas no recreio.

- Bom dia, meus amores. Alguém tem notícias do Paulo? - perguntei.

- Não, professora Helena - todos gritaram.

- Espero que ele não volte. A escola está uma paz inexplicável sem aquele... moleque - comentou Jorge.

- Cala a boca, Jorge - todos gritaram mais uma vez.

- Jorge, se não for ajudar, é melhor guardar seus comentários para você mesmo - repreendi.

As primeiras aulas antes do recreio estavam acabando e todos estavam desconcentrados.

𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪Histórias para pegar e não largar. Descubra agora