POV: Mário Ayala
Fiquei muito contente quando Amélia aceitou o meu convite e disse que esteve esperando por isso.
- Nunca mais gostei tanto de alguém desde quando minha mãe morreu, Rabito. Estou mesmo me apaixonando pela Amélia - disse para meu cachorro enquanto andávamos até a casa dela.
Toquei a campainha.
- Oi, Rabito e Mário! Eu já estava ficando com saudades de você, bonitão - disse ela, acariciando as costas do Rabito.
- Se eu te desse a coleira e deixasse vocês irem, nem iriam sentir minha falta - brinquei.
- Ele é engraçadinho, não é, Rabito? Bom, por onde vamos andar? - perguntou.
- Vamos até a pracinha perto da sorveteria e voltamos.
- Demos sorte, o sol não está tão ardido como sempre - comentou.
- Ainda bem, esses dias o calor está insuportável.
- Pois é. Mário, como você encontrou o Rabito?
- Eu estava voltando da escola e escutei um barulho de choro. Olhei para baixo e o Rabito estava deitado, com a pata machucada. Estava meio sujo, então deduzi que ele não tinha dono. Apenas levei ele para minha casa e comecei a cuidar - contei.
- Que fofo! Parece que você se sente mais a vontade com os animais do que com as pessoas - ela disse.
- Não posso negar. Os animais nunca tem más intenções. Sempre tem um coração de ouro e são muito companheiros.
- Você tem razão, são os seres mais puros do mundo.
Meus sentimentos por Amélia aumentavam a cada dia. A maneira e facilidade que ela me compreende e o quanto nos identificamos é incrível. E ela sempre está ao meu lado quando eu preciso. Eu também sempre estou ao seu lado, ela precisando ou não.
- Adorei o passeio, Mário! Sua companhia é maravilhos... sua e do Rabito, claro. O tempo voa quando estou com vocês - disse Amélia.
- Também adoro passar tempo com você - respondi e fiquei paralisado, sorrindo.
Amélia me chamou e eu "acordei". Nos abraçamos e ela entrou em casa.
POV: Paulo Guerra
- Onde podemos arranjar comida? - perguntei para Abelardo.
- Você trouxe dinheiro?
- Algumas moedas.
- Eu também, se juntarmos, talvez podemos comprar um salgado naquela padaria - sugeriu.
- Ótima ideia!
Passaram-se dois dias que fugi. Eu e Abelardo conseguimos apenas um salgado no primeiro dia. Após isso, não comemos mais.
POV: Helena Fernandes
Meus alunos estavam muito quietos ultimamente devido ao sumiço do Paulo. Também estou muito preocupada! Como uma criança de dez anos irá viver sozinha?
Marcelina era a mais preocupada. Não conseguia focar em nada, nem brincava com as meninas no recreio.
- Bom dia, meus amores. Alguém tem notícias do Paulo? - perguntei.
- Não, professora Helena - todos gritaram.
- Espero que ele não volte. A escola está uma paz inexplicável sem aquele... moleque - comentou Jorge.
- Cala a boca, Jorge - todos gritaram mais uma vez.
- Jorge, se não for ajudar, é melhor guardar seus comentários para você mesmo - repreendi.
As primeiras aulas antes do recreio estavam acabando e todos estavam desconcentrados.
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Romans𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
