20 • 𝐋uta justa

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• Capítulo mais longo

POV: Amélia Morales

Estávamos tomando café da manhã no dia seguinte, até que Graça vem falar conosco.

— Bom dia, meus docinhos de umbu com cajá. Minhas coisinhas mais lindas! — exclamou, animada.

— Ai, por que pobre tem mania de gritar tanto? — tinha que ser a Maria Joaquina para ser tão arrogante.

— Não é mania de pobre, Majô, é só que a Graça está feliz em ver a gente. — disse Carmem.

— Mas a Graça pode demonstrar essa felicidade toda... — não sei o que ela ia dizer, mas interrompi.

— Bom, corrigindo: docinhos de umbu com cajá e a Maria Joaquina. Bom dia, Graça! — falei e arranquei algumas risadas.

Depois, descobrimos que os supostos monstros da noite passada, eram o Paulo e o Koki fantasiados.

Desmontamos as barracas, chateados, pois descobrimos que a professora Helena voltou a trabalhar na escola, mas não como nossa professora.

Os pais começaram a chegar para nos buscar e fomos para casa.

POV: Mário Ayala

Alguns dias depois do acampadentro, eu e todos os meninos estávamos na casa do Jaime. Nos encontramos para tomar um lanche, bater um papo. Cirilo chegou por último.

— Não vão acreditar no que aconteceu. — ele disse, parecia bravo.

Para o Cirilo ficar bravo, deve ter sido sério.

— Fala logo, Chocolate. — disse Paulo.

— Fui na casa da Maria Joaquina entregar um presenta para ela, mas o Jorge estava lá. — se sentou no sofá — Pensei que ele tinha mudado e que gostasse da gente, mas nos chamou de maloqueiros, inferiores e ainda fez eu derrubar o besouro na Maria Joaquina.

— Ah, mas esse traidor! — Jaime estralou os dedos — Ele vai ver quem é maloqueiro.

— Temos que dar uma lição de uma vez nesse metido, mas dessa vez, vamos resolver no braço! — falei.

— Calma, galera! Vamos decidir tudo com calma. — Daniel tentou apaziguar.

— Quem acha que um de nós deve bater no Jorge? — Koki perguntou.

Todos, menos Daniel e Cirilo, levantaram a mão.

— Bom, a maioria vence. — disse Daniel.

— Para ser justo, vou pegar uns palitinhos e vocês pegam apenas um. — disse Jaime, indo até os armários da cozinha — Quem tirar o maior palito, irá dar a lição no Jorge.

Jaime passou distribuindo os palitinhos e cada um foi colocando no chão para medir.

— Este é o palitinho do Cirilo, certo? — perguntou Jaime, pegando o maior palito.

Cirilo confirmou e ficou decidido que ele irá bater no Jorge como vingança. No dia seguinte, fomos na casa abandonada e o almofadinha estava lá.

— Medroso! — fomos dizendo, um após o outro.

— Calma, Rabito. — ele estava rosnando — Não vale a pena.

Jorge ia sair da casa, mas o impedimos.

— Aonde você pensa que vai? — Jaime agarrou o colarinho do garoto — Primeiro, teremos uma conversa muito séria.

— O que você está fazendo aqui? — perguntou Paulo.

𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪Histórias para pegar e não largar. Descubra agora