POV: Mário Ayala
O doutor explicou que o Rabito estava com pneumonia, me instruiu direitinho, mas não descobrimos quem chamou o Dr. Gomes. O que importa é que dará tudo certo e o Rabito vai melhorar.
O veterinário disse que um adulto precisa me ajudar a aplicar a injeção no Rabito, pedi ao meu pai, mas ele terá que viajar novamente. A Natália eu tenho certeza que não vai fazer nada, ela só quer o mal das pessoas.
Acordei com muita torcicolo, dormi no chão, ao lado do meu cachorrinho.
- Rabito, como você passou a noite? - chequei se ele estava respirando e estava, mas com muita dificuldade - Ah, não. Natália, Natália! - chamei.
- Pare de gritar, moleque, minha filha ainda está dormindo! - entrou no meu quarto.
- Preciso da sua ajuda para colocar o remédio no Rabito! - implorei.
- Ah, se vira, tenho mais o que fazer.
- Por favor, me ajuda. - odeio pedir algo para essa mulher, mas pelo meu cachorro, eu faço tudo.
- Se você se atrasar mais um pouco para a sua aula, eu te arranco o couro. Põe esse uniforme e anda logo! - ordenou.
- O Rabito pode morrer, ele precisa de uma injeção. Me ajuda, por favor!
- Eu não. Vai que esse cachorro me morde. Depois acontece algo com ele e a culpa cai para mim, estou fora. - Natália saiu.
Coloquei o remédio na seringa, tentei fazer igual o Dr. Gomes, mas fiquei com medo de aplicar errado e machucá-lo.
- Eu vou contar até três para você sair desse quarto com uniforme! - Natália gritou.
Me arrumei na marra, mas não parei de pensar no Rabito. Estou com muito medo. Fui para a escola, só para não apanhar da Natália, mas minha cabeça estava em outro lugar.
Será que ele vai aguentar até eu chegar da escola?
- Mário? - a professora me chamou - Como está o Rabito?
- Ontem ele ficou bem com a visita de um veterinário, mas agora, ele está respirando com dificuldade. - expliquei.
- Que bom que você chamou um veterinário. - falou - Ele é a melhor pessoa para cuidar do Rabito.
- Não chamei ninguém, professora, ele foi sozinho.
- Sozinho? - perguntou Helena.
- Se não foi o Mário que chamou, foi outra pessoa. - disse Marcelina.
- Do céu é que ele não pode ter vindo. - comentou Valéria.
- Vai saber? - respondeu Cirilo.
- Quem poderia ter sido então? - Maria Joaquina perguntou - Aposto que ele foi mandando por uma pessoa que tem um coração muito generoso, que se comoveu com o caso do Rabito.
- Este caso está muito misterioso, e os mistérios são muito, mas muito sentimentais. - disse Laura.
Começaram a se perguntar de onde o veterinário veio, também acabei ficando curioso. Se bem que o veterinário disse que veio por vontade própria e porque gosta dos animais
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Storie d'amore𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
