POV: Mário Ayala
— E aí, Cirilão? O que tem nessa sacola? — perguntei e mexi na sacola.
— Você quer dizer o que não tem nessa sacola. — ele respondeu e parecia desanimado.
Haviam várias bolas pequenas de futebol com a foto de um jogador. Se eu não me engano, são as bolas da promoção de um supermercado aqui perto.
— Caraca, Cirilo, você tem quase todas as bolas. — tentei motivá-lo.
— Mas falta a mais difícil. A do Cafu. — realmente, ela é a mais rara — Eu daria qualquer coisa para conseguir a última bola e ganhar o prêmio.
Pensei um pouco e talvez eu poderia aproveitar essa situação para conseguir algo do Cirilo se eu der a bola que falta a ele. Contei minha ideia ao Paulo.
— O Cirilo está quase completando a coleção das bolas. Só falta a do Cafu. — falei.
— Mas essa é a bola mais difícil de conseguir. — Paulo respondeu, dizendo o óbvio — Mas e daí?
— O Chocolate disse que dá qualquer coisa em troca dessa bola. Por exemplo: todos os seus brinquedos. — expliquei melhor e Paulo murmurou um "caramba" — Pensei que poderíamos pegar tudo do Cirilo em troca dessa bola.
Paulo concordou, mas o sinal interrompeu nossa conversa. No intervalo, continuamos pensando e vamos colar uma foto falsa do Cafu em cima de outra bola com outro jogador.
— E se o Cirilo perceber que a foto é colada? — perguntou Paulo.
— Você mesmo disse que ele acredita em tudo. — garanti — Relaxa, vai dar tudo certo.
Eu mesmo falei com o Cirilo, contei para ele que tenho a bola — o que é mentira — e pedi seus brinquedos em troca. Ele ofereceu todos os brinquedos, fiquei com um pouco de dó, mas não iria perder a oportunidade de ganhar uns brinquedinhos grátis.
Depois da aula, passei na casa do Paulo e imprimimos a foto e colamos na bola. Não ficou tão bom, mas ficou realista ao ponto do tonto do Cirilo acreditar. Pensamos em ir direto na casa dele, mas esperamos o dia seguinte para mostrar a bola na escola e só depois fazer a troca.
— Nossa, é o Cafu mesmo! — Cirilo abriu um sorrisão e queria pegar a bola para ver, mas afastei.
— Seus brinquedos já estão separados? — perguntei.
Cirilo assentiu e ficou balançando a cabeça repetidamente.
— Agora vou falar com a Maria Joaquina. Falou, Mário! — ele saiu correndo.
Só o Cirilo mesmo para ter acreditado em uma montagem dessa.
— Oi! — Amélia chegou, saltitando, e se sentou ao meu lado.
— Que susto! — guardei a bola rapidamente.
— O que você estava mostrando pro Cirilo?
— Nada demais, só um brinquedinho.
Não menti, apenas não especifiquei o brinquedo.
— Ah, tá. Mudando de assunto, como estão as coisas na sua casa? — questionou Amélia.
— Poderia estar pior. A Natália não está pegando tanto no pé do meu pai. — respondi e conversamos um pouquinho até Amélia ir ficar com as meninas.
Esperamos as aulas chatas passarem e fui na casa do Cirilo com o Paulo.
— Trouxeram?
— Claro que sim, somos homens de palavra. — Paulo disse e mostrei a bola.
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Romance𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
