11 • 𝐄mprego

1.2K 121 30
                                        

Este capítulo está mais curto!

POV: Amélia Morales

Eu e as meninas nos divertimos muito na festa do pijama! Alícia trouxe vários jogos de tabuleiro. Pena que no dia seguinte, chegamos atrasadas na escola. Jaime deu as seguintes notícias sobre o pai dele: ele terá que parar de trabalhar até a perna se recuperar, pois ele é mecânico e não tem a mesma flexibilidade de antes para entrar debaixo dos carros, por exemplo. Jaime também pediu para reunir a Patrulha Salvadora depois da escola.

POV: Mário Ayala

- Pessoal, pedi para reunir a Patrulha porque queria saber se vocês podem me ajudar a conseguir um emprego para sustentar minha família - explicou Jaime.

- Eu tive uma ideia desde quando você disse isso para a professora Helena - disse Amélia.

- Qual? - todos nós perguntamos.

- Vou pedir para o meu pai um emprego na empresa principal dele.

Amélia é incrível, sempre se preocupa com todos, essa é uma das coisas que mais admiro nela.

- É sério? Obrigado, Amélia, sempre impliquei com você e com as meninas por causa do clubinho. Muito obrigado - agradeceu Jaime, a abraçando.

- Desse jeito vocês vai esmagá-la, Jaime - falei, separando os dois.

POV: Paulo Guerra

- Até o Jaime passou para o time das meninas. Não podemos deixar isso ficar assim - sussurrei pra Koki.

- Verdade, mas antes, vamos esperar o pai do Jaime melhorar um pouco - respondeu.

Concordei e após algumas conversas entre todos nós, Amélia e Jaime foram a empresa do Sr. Morales.

POV: Amélia Morales

Jaime e eu chegamos na empresa de meu pai e chamamos o elevador.
Ele estava muito empolgado, e eu tinha certeza que meu pai iria ajudá-lo. Chegamos ao andar certo e falei com a secretária.

- Com licença, moça. Precisamos falar com o Sr. Morales - falei.

- Ah, por favor, ele não está disponível para duas crianças insolentes. Aliás, quem deixou vocês entrarem? - perguntou a moça, após ser tão rude.

- Escuta, mulherzinha, por acaso você sabe que essa é Amélia Morales? A filha do seu chefe? - disse Jaime.

- Jaime, não precisava ter falado - murmurei.

- Senhorita Amélia? Isso é verdade? Ah, perdão, irei chamá-lo. Um instante.

- Nossa, que mulher estranha - comentei.

Jaime concordou e esperamos alguns minutos.

- Olá, filha! Como vai? Do que vocês precisam? Está tudo certo? - perguntou meu pai, sorridente.

- Oi, pai, tudo certo. Esse é o Jaime Palilo, meu amigo e colega de classe - apresentei.

- E aí, Jaime? - cumprimentou.

- E aí? - respondeu, apertando a mão dele.

Meu pai disse para conversarmos em sua sala. Explicamos toda a situação, que Jaime queria um emprego para ajudar a família.

- Você é um menino muito bom, Jaime. Mas, se eu o permitir que trabalhe aqui, estarei infringindo leis - explicou meu pai.

- Amélia, o que ele disse? - Jaime perguntou sussurrando.

- Ele disse que não pode deixar você trabalhar aqui pois é contra as leis.

- Você tem algum irmão mais velho?

- Sim, o Jonas. Ele tem dezesseis anos - respondeu.

- Ótimo! Ele pode trabalhar organizando relatórios, papelada, coisas do tipo, como aprendiz. Você também pode ajudá-lo de vez em quando e por um curto período do dia - sugeriu.

Jaime concordou e um sorriso enorme abriu em seu rosto. Enviei uma mensagem de texto ao Mário explicando que deu tudo certo, para ele avisar a Patrulha.

- Sinto que estou devendo minha vida toda a você, Amélia, valeu - agradeceu Jaime novamente.

- Não precisa agradecer - falei.

- Desculpe por todas as vezes que impliquei com você - disse.

- Está tudo bem, o que importa é que você será meu amigo a partir de agora - respondi, estávamos voltando para a casa abandonada.

Jaime contou a notícia para todos super empolgado.

- Ainda acho que eu devia ter ido com vocês - disse Mário, para mim, desviando o olhar.

- Mário, ao invés de você ficar com ciúmes, devia se orgulhar da amiga que você tem - brinquei, sorrindo.

- Não, não é ciúmes, imagina, é só uma precaução - explicou-se - mas você tem razão, tenho muito orgulho de você.

Sorri e baguncei seu cabelo e voltamos a falar com o pessoal.

"Será que o ciúmes do Mário é só ciúmes de amigo?" Pensei.

𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪Histórias para pegar e não largar. Descubra agora