14 • 𝐌amãe do Rabito

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POV: Amélia Morales

No próximo dia, Valéria me ligou me convidando para assistir ao jogo dos meninos. Iríamos vestidas de líderes de torcida, com pompons e roupas rosa. Não sei se os meninos vão ficar contentes, mas fomos torcer por eles do mesmo jeito.

Entramos correndo no campinho e ficamos na frente de um banco. Os meninos pareciam envergonhados, foi muito engraçado!

O jogo estava muito tenso, os meninos da rua de cima fizeram dois gols. Os meninos não estavam com muita esperança, mas eles têm chance de virar.

— Força, garra, e determinação! O Clube dos Cuecas vai ser o campeão! — eu e as meninas gritávamos repetidamente.

Finalmente o Cirilo fez um gol! Mas os adversários ainda estavam com um ponto a mais. Pouco tempo depois, o Cirilo marcou mais um gol. O jogo estava empatado.

De repente, um menino comete uma falta no Mário. Ele caiu no chão e parece ter se machucado feio, não conseguia nem levantar.

Decidiram que a Alícia jogaria no lugar dele. Levei o Mário até a arquibancada.

— Sua perna está doendo muito? — perguntei. — Você consegue andar?

— Não consigo, está muito ruim.

— Senta aí. — o ajudei a sentar no banco.

Um hematoma começou a se formar em seu joelho.

— Não tenho gelo, mas minha garrafa d'água está bem gelada, serve? — sugeri.

— Acho que sim. Obrigado, Amélia.

Não saí do lado de Mário durante o resto do jogo. Alícia fez o último gol para fechar com chave de ouro e o time da Patrulha Salvadora venceu!

No dia seguinte, os meninos ainda estavam falando sobre o jogo na escola. Fui até Mário ver se ele estava melhor.

— Ah, está melhor, já consigo andar normalmente. Obrigado por ter ficado comigo. — ele respondeu.

— De nada. — nos abraçamos e fomos para a fila.

Ao chegarmos na sala, professora Helena já disse que tinha uma notícia para nos dar. A semana de provas chegou e a primeira seria de matemática.

— Não! Matemática não, professora! — Jaime reclamou, fincando os dedos no cabelo.

— Acalme-se, Jaime. Bom, façam silêncio, irei distribuir as provas. — professora Helena começou a nos entregar a prova — Boa prova, meus amores!

Conforme íamos terminando, ela nos liberava para o recreio. Jaime foi o último a finalizar.

— Fui a primeira a terminar — disse Maria Joaquina.

— Fui a primeira a terminar — disse Mário, imitando a Maria Joaquina e afinando a voz.

Jaime saiu da sala e fomos todos até ele perguntar sobre a prova. Ele respondeu que algumas questões tinham sido deixadas em branco.

— Relaxa, Jaime, se você não passar, nós te ajudamos a recuperar. — disse Daniel, dando tapinhas no ombro do Jaime.

Depois do intervalo, a professora já havia corrigido as provas e apenas uma pessoa tirou nota máxima.

Na saída, eu, Maria Joaquina, Jaime e Mário estávamos conversando sobre a prova.

— Quem tirou nota máxima em matemática? — perguntou Maria Joaquina.

— Certeza que foi o Daniel. — disse Jaime.

— Não fui eu. — o mesmo chegou e respondeu.

— Foi você, Amélia? — Mário me perguntou.

𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪Histórias para pegar e não largar. Descubra agora