POV: Amélia Morales
No próximo dia, Valéria me ligou me convidando para assistir ao jogo dos meninos. Iríamos vestidas de líderes de torcida, com pompons e roupas rosa. Não sei se os meninos vão ficar contentes, mas fomos torcer por eles do mesmo jeito.
Entramos correndo no campinho e ficamos na frente de um banco. Os meninos pareciam envergonhados, foi muito engraçado!
O jogo estava muito tenso, os meninos da rua de cima fizeram dois gols. Os meninos não estavam com muita esperança, mas eles têm chance de virar.
— Força, garra, e determinação! O Clube dos Cuecas vai ser o campeão! — eu e as meninas gritávamos repetidamente.
Finalmente o Cirilo fez um gol! Mas os adversários ainda estavam com um ponto a mais. Pouco tempo depois, o Cirilo marcou mais um gol. O jogo estava empatado.
De repente, um menino comete uma falta no Mário. Ele caiu no chão e parece ter se machucado feio, não conseguia nem levantar.
Decidiram que a Alícia jogaria no lugar dele. Levei o Mário até a arquibancada.
— Sua perna está doendo muito? — perguntei. — Você consegue andar?
— Não consigo, está muito ruim.
— Senta aí. — o ajudei a sentar no banco.
Um hematoma começou a se formar em seu joelho.
— Não tenho gelo, mas minha garrafa d'água está bem gelada, serve? — sugeri.
— Acho que sim. Obrigado, Amélia.
Não saí do lado de Mário durante o resto do jogo. Alícia fez o último gol para fechar com chave de ouro e o time da Patrulha Salvadora venceu!
No dia seguinte, os meninos ainda estavam falando sobre o jogo na escola. Fui até Mário ver se ele estava melhor.
— Ah, está melhor, já consigo andar normalmente. Obrigado por ter ficado comigo. — ele respondeu.
— De nada. — nos abraçamos e fomos para a fila.
Ao chegarmos na sala, professora Helena já disse que tinha uma notícia para nos dar. A semana de provas chegou e a primeira seria de matemática.
— Não! Matemática não, professora! — Jaime reclamou, fincando os dedos no cabelo.
— Acalme-se, Jaime. Bom, façam silêncio, irei distribuir as provas. — professora Helena começou a nos entregar a prova — Boa prova, meus amores!
Conforme íamos terminando, ela nos liberava para o recreio. Jaime foi o último a finalizar.
— Fui a primeira a terminar — disse Maria Joaquina.
— Fui a primeira a terminar — disse Mário, imitando a Maria Joaquina e afinando a voz.
Jaime saiu da sala e fomos todos até ele perguntar sobre a prova. Ele respondeu que algumas questões tinham sido deixadas em branco.
— Relaxa, Jaime, se você não passar, nós te ajudamos a recuperar. — disse Daniel, dando tapinhas no ombro do Jaime.
Depois do intervalo, a professora já havia corrigido as provas e apenas uma pessoa tirou nota máxima.
Na saída, eu, Maria Joaquina, Jaime e Mário estávamos conversando sobre a prova.
— Quem tirou nota máxima em matemática? — perguntou Maria Joaquina.
— Certeza que foi o Daniel. — disse Jaime.
— Não fui eu. — o mesmo chegou e respondeu.
— Foi você, Amélia? — Mário me perguntou.
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Romance𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
