23 • 𝐀luna nova

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POV: Amélia Morales

Antes da aula se iniciar oficialmente, a professora Helena apresentou a tal aluna nova. Ouvimos dizer que ela morava no interior.

— Não acredito que essa menina entrará bem no meio do ano. — sussurrou Bibi.

Cirilo levantou a mão.

— As perguntas já vão começar, Cirilo? — a professora perguntou.

— É verdade que o nome da menina nova é caipira pira pora?

Fez todos rirem, menos a professora e a menina.

— Nem preciso adivinhar de quem foi essa ideia, não é, Mário? — Helena disse.

— Eu, professora? Não fiz nada! — Mário defendeu-se.

— Essa brincadeira não teve graça.

— Mas todo mundo riu. — ele cochicou.

Por sorte, a professora não ouviu.

— Pessoal, esta é a Margarida Garcia. A partir de agora, ela é a nova colega de vocês.

— Oi, Margarida, seja bem-vinda. — exclamamos em coro.

— Ela veio transferida da Escola Mundial do interior de São Paulo. Espero que a recebam muito bem. — disse a professora.

— Eu queria dizer que tem um lugar vazio na minha frente. — disse Davi — Se a Margarida quiser sentar aqui...

Valéria e Davi brigaram novamente, então ela mudou de lugar e não estava mais na frente dele.

— Muito gentil da sua parte, Davi. Pode se sentar, Margarida. — a professora tirou as mãos dos ombros da menina.

— Obrigada. — ela respondeu.

As meninas começaram a dizer que o Davi quer provocar a Valéria e fazer ciúmes. E se essa foi a intenção, estava funcionando.

— Gostei muito que você entrou nessa escola, Margarida. — Davi comentou.

— Valéria, você ouviu isso? — Marcelina disse e suspirou de espanto.

— Nem ligo. — ela disse, com um olhar cheio de raiva para os dois.

Margarida e Davi conversaram a aula inteirinha. A professora até chamou atenção deles algumas vezes.

Na saída, ainda conversávamos com a Valéria sobre a aproximação dos dois.

— O Davi está te trocando, Valéria? — Laura perguntou.

— Como assim?

— É que ele acompanhou a Margarida até a casa dela. — Bibi explicou.

— Parece que eles estão se dando muito bem. — falei.

— São amigos até demais. — Marcelina continuou.

— Parem de falar besteira, qualquer menino pode acompanhar qualquer menina até em casa. — disse Valéria, cruzando os braços.

— Os meninos bobos, você quer dizer. — Mário chegou de repente — Eu nunca levaria nenhuma menina até a casa dela. Só a Amélia, claro. A única exceção.

Sorri para ele e dei um abraço rápido.

— Então você é um menino bobo também, Mário. — retrucou Valéria

— Se eu acompanhasse qualquer outra menina, aí sim eu seria bobo. Vamos, Amélia? — ele deu o braço para eu entrelaçar.

Ouvi as meninas reclamando que ele é chato, grosso. Ainda bem que não comigo.

𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪Histórias para pegar e não largar. Descubra agora