POV: Amélia Morales
Antes da aula se iniciar oficialmente, a professora Helena apresentou a tal aluna nova. Ouvimos dizer que ela morava no interior.
— Não acredito que essa menina entrará bem no meio do ano. — sussurrou Bibi.
Cirilo levantou a mão.
— As perguntas já vão começar, Cirilo? — a professora perguntou.
— É verdade que o nome da menina nova é caipira pira pora?
Fez todos rirem, menos a professora e a menina.
— Nem preciso adivinhar de quem foi essa ideia, não é, Mário? — Helena disse.
— Eu, professora? Não fiz nada! — Mário defendeu-se.
— Essa brincadeira não teve graça.
— Mas todo mundo riu. — ele cochicou.
Por sorte, a professora não ouviu.
— Pessoal, esta é a Margarida Garcia. A partir de agora, ela é a nova colega de vocês.
— Oi, Margarida, seja bem-vinda. — exclamamos em coro.
— Ela veio transferida da Escola Mundial do interior de São Paulo. Espero que a recebam muito bem. — disse a professora.
— Eu queria dizer que tem um lugar vazio na minha frente. — disse Davi — Se a Margarida quiser sentar aqui...
Valéria e Davi brigaram novamente, então ela mudou de lugar e não estava mais na frente dele.
— Muito gentil da sua parte, Davi. Pode se sentar, Margarida. — a professora tirou as mãos dos ombros da menina.
— Obrigada. — ela respondeu.
As meninas começaram a dizer que o Davi quer provocar a Valéria e fazer ciúmes. E se essa foi a intenção, estava funcionando.
— Gostei muito que você entrou nessa escola, Margarida. — Davi comentou.
— Valéria, você ouviu isso? — Marcelina disse e suspirou de espanto.
— Nem ligo. — ela disse, com um olhar cheio de raiva para os dois.
Margarida e Davi conversaram a aula inteirinha. A professora até chamou atenção deles algumas vezes.
Na saída, ainda conversávamos com a Valéria sobre a aproximação dos dois.
— O Davi está te trocando, Valéria? — Laura perguntou.
— Como assim?
— É que ele acompanhou a Margarida até a casa dela. — Bibi explicou.
— Parece que eles estão se dando muito bem. — falei.
— São amigos até demais. — Marcelina continuou.
— Parem de falar besteira, qualquer menino pode acompanhar qualquer menina até em casa. — disse Valéria, cruzando os braços.
— Os meninos bobos, você quer dizer. — Mário chegou de repente — Eu nunca levaria nenhuma menina até a casa dela. Só a Amélia, claro. A única exceção.
Sorri para ele e dei um abraço rápido.
— Então você é um menino bobo também, Mário. — retrucou Valéria
— Se eu acompanhasse qualquer outra menina, aí sim eu seria bobo. Vamos, Amélia? — ele deu o braço para eu entrelaçar.
Ouvi as meninas reclamando que ele é chato, grosso. Ainda bem que não comigo.
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Lãng mạn𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
