POV: Mário Ayala
Valéria chegou com sua mãe na escola e foram até a sala dos professores. Droga, tomara que ela não conte nada.
— Paulo, vi a Valéria e a mãe dela entrando na sala dos professores. 'Cê acha que ela vai...
— Não, não, ela sabe que se abrir a boca, quem paga o pato é o Davi. — ele estava muito tranquilo para o meu gosto.
Continuei preocupado. Não poderemos bater no Davi se a professora ficar sabendo de tudo. A conversa na sala dos professores estava demorando muito, o Firmino até teve que ficar na sala conosco.
A professora chamou o Davi e depois a Margarida para conversar. É, definitivamente a Valéria contou.
Quando ela voltou para sala, não falou comigo e com o Paulo. Até que chegou a hora da saída.
— Paulo e Mário. Venham até minha mesa. — fomos e entregamos a atividade que estávamos fazendo — Descobri porque a Valéria tirou o bilhete da minha mão. Vocês sabem de alguma coisa?
— Não faço a mínima ideia, professora. - negou Paulo.
— A Valéria estava passando por um mau momento e se arrependeu. Já vocês, se aproveitaram desse momento e foram cúmplices.
— Veja bem, professora... - Paulo estava prestes a se defender de novo.
— Vocês estão proibidos de falar. Ainda por cima, a ameaçaram dizendo que iam dar uma surra no Davi. — contou — Essa foi uma das coisas mais sérias que vocês já aprontaram. A lição de hoje é: aprender a arcar com as consequências de seus erros. Quero essas advertências assinadas amanhã. Nada de assinatura falsificada, viu, Paulo? Além disso, quero que vocês me garantam que não vão encostar um dedo no Davi.
Eu e Paulo nem sabíamos o que dizer, apenas escutamos a professora falar um monte. Acho que dessa vez, pegamos pesado mesmo. Meu pai e minha madrasta já estão brigando muito e já estão muito estressados. Com essa advertência, vão descontar tudo junto em mim.
— Vacilaram demais, hein? — Jaime chegou.
— Se for para nos dar liçãozinha de moral, vaza, gorducho. — disse Paulo.
— É, já levamos o maior esporro da professora. — completei.
— Vocês mereciam uma suspensão. No mínimo. — disse o cabeludo do Davi.
— Mancada terem mexido com a menina que acabou de chegar, ela nunca fez nada para vocês. — disse Daniel.
Que saco, já entendemos que vacilamos feio dessa vez. Até nossos amigos ficam pegando no pé.
— Vocês não vão para casa? — perguntou Adriano.
— Vou enrolar o máximo possível. — respondi.
— Também, não estou afim de mais sermão. — concordou Paulo.
— Vamos logo, Paulo, nossa mãe está esperando no carro! — Marcelina veio até nós e puxou seu irmão.
Escutei Paulo resmungando e fiquei olhando pro nada, pensando no que ia fazer. Falsificar assinatura, não cola mais. Faltar ou cabular aula também não, uma hora a professora vai entrar em contato com meu pai.
— Mário? — Amélia me tirou dos meus pensamentos — O que a professora passou para vocês?
Dei uns tapinhas no banco, indicando para Amélia sentar ao meu lado. Antes de responder, dei um abraço muito apertado nela.
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Romance𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
