𝐔ltimo capítulo!
POV: Amélia Morales
Cheguei em casa, almocei, fiz tudo que sempre faço e assisti televisão enquanto esperava o Mário chegar. Decidi que iria falar algumas coisas para abrir seu olhos de vez e ver se ele muda seu comportamento.
POV: Mário Ayala
Quando eu e Paulo chegamos no clubinho, os meninos estavam muito bravos. Na verdade, estavam mais decepcionados. Já suspeitávamos o motivo dessa reunião, mas quando notamos que o Cirilo não estava presente, confirmamos tudo.
— Atenção, patrulheiros! — Daniel exclamou — Pelas atitudes e conduta reprovável dos nossos companheiros Paulo e Mário, decidimos dar um castigo. Na verdade, não é um castigo em si, e sim uma...
— Chega de papo furado, Daniel! — Jaime o interrompeu — Vocês estão expulsos, falou?
— Não, vocês não podem fazer isso! — Paulo respondeu.
— Só porque fizemos uma brincadeira com o Cirilo e com a Valéria? — completei.
— Brincadeira? Vocês sabem mais do que ninguém que essas "brincadeiras" — Davi fez aspas com as mãos — estão cheias de más intenções.
Realmente, eu e Paulo temos consciência que exageramos, mas isso não é motivo para expulsão. Depois que fizemos um drama e demos uma insistida, todos eles formaram uma rodinha — sem eu e o Paulo, claro — para decidir outra punição.
— Chegamos a outra conclusão. — anunciou Adriano após se separarem.
— Terão que limpar a casa abandonada por um mês inteiro, duas vezes por semana. — anunciou Daniel.
— Eu não concordei, tá bom? — Koki levantou a mão em rendição.
— Um mês? — exclamei junto com Paulo.
Saímos do clubinho e fui para casa da Amélia, como havíamos combinado. Espero que ela tenha um pouco de piedade do pai do nosso filho e me console ao invés de repreender.
Bati á porta, mas esqueci que tem campainha e a toquei.
— Oi! — ela me abraçou e entramos na casa.
Pelo abraço e jeito que ela disse "oi", parece estar de boa.
— Quase fui expulso da Patrulha.
— Já era de se esperar. — Amélia respondeu e se sentou no sofá — Pelo menos não foi definitivamente.
Tentei enrolar com uma conversa fiada para não chegarmos no mesmo assunto tratado na casa abandonada, mas não funcionou.
— Antes de tudo, saiba que não vou te julgar, nem nada do tipo. — ela pegou nas minhas mãos e me olhou com carinho. Parecia um anjinho — Queria começar perguntando o porquê de você ser tão áspero com as pessoas e se divertir com o sofrimento delas.
— Sofrimento? Não é assim, só ficam frustrados com as pegadinhas.
— Uma brincadeira ou outra, é de boa, até eu dou risada de algumas. Mas dessa vez, com o Cirilo, Valéria e Davi não foram pegadinhas. — eu estava prestes a responder, mas parece que Amélia ia falar mais alguma coisa — Deixa eu tentar adivinhar: você desconta a mágoa, que se transformou em raiva, de ter perdido sua mãe e de ser mal tratado em casa nas outras pessoas, não é?
Na hora que escutei isso, levei um tranco e tudo clareou na minha cabeça. Se fosse outra pessoa falando, eu até ficaria bravo, mas Amélia também perdeu a mãe e... É difícil explicar.
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𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Romance𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
