18 • 𝐀campadentro

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POV: Amélia Morales

Arrumei minhas malas ansiosamente para o acampadentro. Cheguei na escola e todos nós entramos correndo, animados. Antes de começarmos a diversão, a diretora queria falar algo. A professora Suzana estava ao seu lado.

— Bem-vindo, quinto ano. — ela disse.

Ficamos surpresos e provavelmente estávamos pensando a mesma coisa: "Cadê a professora Helena?"

— Diretora Olívia, quem tem que ficar com a gente no acampadentro é a nossa professora, não é? — perguntou Valéria, quebrando o silêncio.

— É, a Valéria tem razão. — Daniel concordou.

— Cadê a professora? — perguntou Cirilo.

— Está aqui! — a professora Suzana respondeu, referindo-se a si mesma.

O quê? Cadê a Helena? Iniciamos um burburinho, mas a diretoria interrompeu.

— Melhor eu explicar logo. No próximo semestre, o quinto ano ficará sob a supervisão da professora Suzana. — anunciou a Gordolívia e começamos a reclamar — Vocês não têm nada a dizer à professora de vocês?

— Bem-vinda, professora Suzana. — falamos em uníssono, mas desanimados.

— Farei de tudo para que tenhamos um ótimo semestre, crianças. — disse Suzana.

— Será bem difícil. — Valéria murmurou.

— O que você disse, Valéria? — a diretora perguntou.

— Que será bem difícil, — repetiu — porque a professora Helena foi a melhor professora de nossas vidas.

A Suzana cochicou algo para a diretora, que em seguida chamou a Valéria para ficar ao seu lado.

— Se você ser um pio enquanto eu estiver ditando as regras, você será suspensa.

A diretora desenrolou um papel quilométrico e começou a ditar um monte de regras. E quando digo "um monte" é bem exagerado.

Nem sei quanto tempo se passou, acho que ela estava na regra 106, mas eu e meus amigos sentamos nos bancos e a maioria estava sonolento, incluindo eu. Cocei os olhos e bocejei várias vezes.

— Pode dormir, Amélia. — Mário puxou minha cabeça para seu ombro — Também estou quase.

A gorda disse mais algumas regras e finalmente terminou.

— Não se preocupem, gente. As regras estão aqui para serem quebradas. — disse Paulo, sorrindo.

Esse aí vai aprontar, certeza.

— Crianças. — a diretora limpou a garganta — Podem ir para a sala de aula e montar as barracas. Divirtam-se!

Fomos correndo para a sala, que estava vazia, e voltamos a ficar animados. Maria Joaquina trouxe uma barraca enorme que ocupava uma parte muito grande da sala. É muita folga. Valéria estava brigando com a Majô.

— Não liga, Valéria. Vamos montar nossas barracas. — puxei sua mão e ficamos conversando enquanto montamos tudo.

— Esse acampadentro está virando um "acampatenso"! — Valéria reclamou.

𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪Histórias para pegar e não largar. Descubra agora