POV: Amélia Morales
Arrumei minhas malas ansiosamente para o acampadentro. Cheguei na escola e todos nós entramos correndo, animados. Antes de começarmos a diversão, a diretora queria falar algo. A professora Suzana estava ao seu lado.
— Bem-vindo, quinto ano. — ela disse.
Ficamos surpresos e provavelmente estávamos pensando a mesma coisa: "Cadê a professora Helena?"
— Diretora Olívia, quem tem que ficar com a gente no acampadentro é a nossa professora, não é? — perguntou Valéria, quebrando o silêncio.
— É, a Valéria tem razão. — Daniel concordou.
— Cadê a professora? — perguntou Cirilo.
— Está aqui! — a professora Suzana respondeu, referindo-se a si mesma.
O quê? Cadê a Helena? Iniciamos um burburinho, mas a diretoria interrompeu.
— Melhor eu explicar logo. No próximo semestre, o quinto ano ficará sob a supervisão da professora Suzana. — anunciou a Gordolívia e começamos a reclamar — Vocês não têm nada a dizer à professora de vocês?
— Bem-vinda, professora Suzana. — falamos em uníssono, mas desanimados.
— Farei de tudo para que tenhamos um ótimo semestre, crianças. — disse Suzana.
— Será bem difícil. — Valéria murmurou.
— O que você disse, Valéria? — a diretora perguntou.
— Que será bem difícil, — repetiu — porque a professora Helena foi a melhor professora de nossas vidas.
A Suzana cochicou algo para a diretora, que em seguida chamou a Valéria para ficar ao seu lado.
— Se você ser um pio enquanto eu estiver ditando as regras, você será suspensa.
A diretora desenrolou um papel quilométrico e começou a ditar um monte de regras. E quando digo "um monte" é bem exagerado.
Nem sei quanto tempo se passou, acho que ela estava na regra 106, mas eu e meus amigos sentamos nos bancos e a maioria estava sonolento, incluindo eu. Cocei os olhos e bocejei várias vezes.
— Pode dormir, Amélia. — Mário puxou minha cabeça para seu ombro — Também estou quase.
A gorda disse mais algumas regras e finalmente terminou.
— Não se preocupem, gente. As regras estão aqui para serem quebradas. — disse Paulo, sorrindo.
Esse aí vai aprontar, certeza.
— Crianças. — a diretora limpou a garganta — Podem ir para a sala de aula e montar as barracas. Divirtam-se!
Fomos correndo para a sala, que estava vazia, e voltamos a ficar animados. Maria Joaquina trouxe uma barraca enorme que ocupava uma parte muito grande da sala. É muita folga. Valéria estava brigando com a Majô.
— Não liga, Valéria. Vamos montar nossas barracas. — puxei sua mão e ficamos conversando enquanto montamos tudo.
— Esse acampadentro está virando um "acampatenso"! — Valéria reclamou.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝐘𝗈𝗎 𝐡𝖾𝖺𝗅𝖾𝖽 𝐦𝖾 . . . | 𝓜𝓪𝓻𝓲𝓸 𝓐𝔂𝓪𝓵𝓪
Romance𝐇𝗂𝗌𝗍𝗈́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖺𝗆𝗈𝗋 entre 𝖽𝗎𝖺𝗌 𝖼𝗋𝗂𝖺𝗇𝖼̧𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗉𝗈𝗌𝗌𝗎𝖾𝗆 𝖺 𝗆𝖾𝗌𝗆𝖺 𝖽𝗈𝗋, 𝗆𝖺𝗌 𝗅𝗂𝖽𝖺𝗆 𝖼𝗈𝗆 𝖾𝗅𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗇𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌 𝖽𝗂𝖿𝖾𝗋𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝐀𝗆𝖾́𝗅𝗂𝖺, 𝗌𝖾𝗆 𝗉𝖾𝗋𝖼𝖾𝖻𝖾𝗋, 𝗋𝖾𝖺𝖼𝖾𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝖺𝗆...
