Capítulo 7: O Refúgio do Caçador

7.3K 285 113
                                        


O caminho pela floresta era tortuoso, e a noite parecia ter se tornado ainda mais densa ao redor de Alara e Tharok. O coração dela ainda martelava no peito, a respiração entrecortada enquanto eles se moviam em silêncio entre as árvores, guiados apenas pela mão firme de Tharok que segurava a dela.

Cada vez que ele a puxava para mais perto, Alara sentia o calor do corpo dele irradiar, reacendendo aquela chama que, desde o primeiro toque, nunca mais havia se apagado. Não havia palavras entre eles agora, apenas a tensão que parecia crescer a cada passo. O destino: uma pequena morada escondida nas profundezas da floresta, onde o desconhecido os aguardava.

Finalmente, eles chegaram a uma clareira, onde uma cabana rústica e isolada se erguia. A estrutura era simples, feita de madeira e pedra, com uma pequena chaminé de onde uma fumaça fina subia, contrastando com o ar gelado da noite. Ali, no refúgio de Tharok, parecia que o mundo exterior desaparecia por completo — apenas o calor crescente e a promessa de algo mais intenso permaneciam.

Tharok empurrou a porta de madeira e entrou, puxando Alara consigo. O interior era acolhedor, iluminado apenas por uma lareira que crepitava, lançando sombras dançantes nas paredes. O calor do fogo preencheu o espaço de imediato, mas não era apenas a chama da lareira que dominava o ambiente — era a chama entre eles que continuava a arder, cada vez mais intensa.

Alara olhou ao redor, sentindo o coração acelerar mais uma vez. O espaço era pequeno, íntimo, e em qualquer outra situação, ela poderia ter se sentido desconfortável. Mas ali, com Tharok, o desconforto havia sido substituído por uma necessidade visceral que ela mal conseguia controlar. O desejo de saber mais, de sentir mais, queimava dentro dela como uma tempestade prestes a eclodir.

Tharok a soltou, seus olhos a devorando em silêncio. Ele deu um passo para perto, a tensão entre eles tão densa que parecia impossível de ignorar. "Aqui, ninguém vai nos interromper", ele murmurou, a voz grave e baixa, cheia de promessas.

Alara deu um passo para trás, sentindo o calor da lareira às suas costas, mas o frio do ar ao seu redor. A sensação era conflitante, como ela própria se sentia. Mas ao mesmo tempo, cada fibra de seu ser gritava por mais, por algo que ia além do físico, algo que era impossível de descrever.

Tharok avançou, seu olhar fixo nos olhos dela. Ele levantou a mão, tocando seu rosto de maneira tão suave que parecia incongruente com a intensidade que ele exalava. "Eu deveria te manter longe... deveria te proteger de mim mesmo." A voz dele era um murmúrio rouco, mas o toque em sua pele dizia o contrário — dizia que ele não podia se afastar.

"Mas você não vai", Alara sussurrou de volta, sua respiração ofegante. Ela sabia que ele estava lutando contra algo dentro de si, algo que o consumia da mesma forma que o fogo dentro dela crescia. E, naquele momento, ela não queria que ele resistisse. Ela queria que ele cedesse.

Tharok não respondeu com palavras. Ao invés disso, seus olhos escureceram com um desejo mais profundo, e ele a puxou para perto de uma vez, colando seus corpos no calor da lareira. As mãos dele estavam firmes ao redor dela, enquanto seu toque descia pela cintura de Alara, fazendo-a arder ainda mais.

O calor da lareira parecia mínimo comparado ao calor entre os dois. Tharok inclinou-se, sua respiração pesada contra o pescoço de Alara. O toque de seus lábios, mesmo leve, fazia ondas de eletricidade percorrerem seu corpo. Cada centímetro de sua pele parecia ansiar por mais, por tudo o que ele pudesse oferecer.

"Você sabe o que está pedindo?" Tharok perguntou, sua voz rouca enquanto seus dedos deslizavam pelo corpo de Alara, como se traçassem mapas invisíveis em sua pele. "Porque eu não sou gentil, Alara."

"Eu não quero gentileza." A resposta dela foi quase um gemido, um reflexo do fogo que queimava dentro dela.

O olhar de Tharok se intensificou, e naquele instante, algo pareceu se romper. A hesitação dele desapareceu, e o controle que ele lutava para manter finalmente foi abandonado. Ele a beijou com uma intensidade que roubou o fôlego dela, uma tempestade de desejo que os envolveu completamente.

 Halloween obsession Onde histórias criam vida. Descubra agora