continuação

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Na noite silenciosa após a vitória, Clara e Leo permaneceram na clareira, o olhar fixo nas estrelas, ambos respirando o alívio e a liberdade finalmente conquistada. Mas agora, sem a batalha constante para distraí-los, sentiam algo mais — uma atração que havia crescido lentamente, escondida entre as lutas e os rituais.

Leo se aproximou, suas mãos quentes encontrando as dela. “Sabe, Clara, eu já me imaginei muitas vezes ao seu lado. No meio de toda essa escuridão, você foi a luz que me guiou, e… talvez, a única coisa que me fez querer lutar até o fim.”

Clara sentiu o coração disparar, mas havia uma suavidade no olhar dele que a fez suspirar e relaxar. “Eu sentia o mesmo, Leo. Você sempre foi minha fortaleza, e estar ao seu lado me dava uma coragem que eu não sabia ter.”

Ele sorriu, os olhos brilhando de admiração enquanto segurava o rosto dela, como se não acreditasse que, finalmente, podia ter aquele momento. E, devagar, ele a puxou para um beijo, suave e profundo, que trouxe todo o sentimento que ambos guardaram durante as batalhas. Naquele instante, as marcas do passado e as cicatrizes emocionais sumiram; eram apenas eles, entregues a algo verdadeiro e muito mais forte do que as forças que haviam enfrentado.

Quando se afastaram, Clara se deitou ao lado dele na relva da clareira, a cabeça apoiada em seu peito. Sentiam os corações em sintonia, os dois suspirando o alívio de finalmente estarem juntos, sem mais perigos para impedir.

Sofia, observando à distância, sorriu, feliz por ver os amigos juntos e em paz. Ela se aproximou, sentando-se ao lado deles, rindo suavemente ao vê-los de mãos dadas.

“Vocês demoraram,” ela provocou, arrancando risos e olhares cúmplices dos dois.

Clara apertou a mão de Leo. “Sofia, você sabe que tem um lugar guardado nos nossos corações. Somos uma família, não importa o que o futuro traga.”

Com o grupo unido e novos laços formados, sabiam que estavam prontos para o que viesse — mas agora, juntos e apaixonados, enfrentariam tudo com ainda mais força. E, sob as estrelas que testemunharam suas promessas, Clara e Leo sabiam que aquele amor era a verdadeira vitória sobre as trevas.
Na calma daquela noite estrelada, enquanto a batalha contra a Ordem da Noite Eterna se tornava uma memória distante, Clara e Leo se perderam em um momento só deles. O mundo ao redor parecia desaparecer, deixando-os no centro de uma conexão intensa que ambos haviam negado até aquele instante.

Leo segurou a mão de Clara com firmeza, os dedos entrelaçados com os dela como se temesse perdê-la. Ele a olhava com uma intensidade que Clara nunca tinha visto antes, e, por um breve instante, parecia que ele estava hesitando, buscando as palavras certas.

“Clara… eu não sei como dizer isso, mas cada vez que lutávamos, eu só conseguia pensar em proteger você. Não como uma amiga ou uma aliada, mas porque você é tudo pra mim. A razão de eu estar aqui. Talvez eu devesse ter dito isso antes…”

As palavras de Leo eram um sussurro cheio de sinceridade e doçura, e Clara sentiu uma emoção quente a envolvendo, uma sensação de segurança que apenas ele a fazia sentir. Ela passou os dedos pelo rosto dele, acariciando-o devagar, como se tentasse guardar cada detalhe daquele momento para sempre.

“Leo,” ela sussurrou de volta, “Você me deu uma força que eu nunca soube que tinha. Mesmo nas noites mais escuras, você foi a luz que eu seguia. E agora, sem sombras, sei que é com você que quero estar, onde quer que a vida nos leve.”

Sem mais palavras, Leo a puxou para perto, seus braços envolvendo Clara com uma proteção silenciosa e segura. Ele a beijou, dessa vez sem pressa, um beijo que falava de promessas silenciosas e da cumplicidade que haviam construído. Sentiam que nada, nem as sombras que enfrentaram, poderia desfazer o laço que os unia.

Quando o beijo terminou, Clara encostou a cabeça no peito dele, ouvindo as batidas fortes de seu coração e sorrindo, sentindo-se completa. Eles ficaram assim, abraçados sob o céu, como se o tempo tivesse parado para eles.

Sofia, à distância, olhava com carinho, entendendo que aquele amor era a última peça que faltava para que a paz fosse completa. Ao se aproximar, brincou com um sorriso nos lábios. “Finalmente assumiram o que todo mundo já sabia.” Clara e Leo riram, e a amizade entre os três se solidificou ainda mais, cheia de amor e união.

Clara apertou a mão de Leo, selando uma promessa silenciosa de que, enquanto tivessem um ao outro, estariam prontos para qualquer batalha, qualquer desafio. E assim, entre sorrisos, beijos e abraços, eles souberam que a verdadeira magia não estava apenas nas vitórias contra as trevas, mas no amor que agora compartilhavam.

Aquele era apenas o começo de uma nova jornada, mas, desta vez, unidos como parceiros e amantes, prontos para enfrentar o mundo juntos.

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