Ana Luísa
Depois de muita bebida, danças e risadas, as 05h00 o salão estava fechando, então fomos obrigados a irmos para casa.
Vic: EU NÃO VOU EMBORA, EU NÃO VOU EMBORA! – Ela cantava usando um óculos de sol (que sinceramente, não sei da onde ela tinha tirado), pendurada no ombro do BH, já que ela tinha se recusado a ir andando, pois segundo ela, ela só sairia arrastada.
Eu segurava meu salto nos dedos, dando risada da situação da minha amiga, ao meu lado estava o MK. Nós tínhamos trocado poucas palavras durante a festa, mas o clima não estava ruim, na verdade estava bem agradável.
BH: Ai cunha – me virei pra ele – tu se importa de ir com o MK? Uma das minhas irmãs tá na cidade, chamou a gente passar o domingo com ela, e eu sei que se a Victoria for pra casa contigo vocês vão acordar só 16h.
Eu dei uma risada, concordando com ele, e logo me despedi entrando dentro do carro. MK demorou uns 2 minutos a mais, provavelmente se despedindo do amigo e logo entrou no carro também, colocando uma música baixinha enquanto nos levava pra fora do salão.
Ficamos em silêncio por um tempo, até começar a tocar Loucura, e eu cantarolar um em tom quase inaudível.
"Quantas danadas que te copiaram
Mas nenhuma delas chegou aos teus pés
Só não reclama muito do que eu faço
Mesmo você sendo a camisa 10
Tenho mais dinheiro do que tu imagina
Poder e respeito e uma lenda viva
Meu lifestyle é tenso demais
Mas deixa que isso eu falo outro dia"
Eu olhava para a paisagem lá fora, mas sentia o olhar dele queimando sobre o meu corpo, e involuntariamente, senti meu rosto esquentando e meus braços arrepiando. Eu não podia negar o poder que o MK tinha sobre mim, e isso não era uma coisa boa.
MK: Tu tava linda hoje – eu me virei pra ele com um sorriso tímido – não tô falando por falar não pô, tava radiante Ana Luisa. Tava linda por dentro e por fora, tava feliz, tava solta. Tu nesse vestido, porra – ele passou a mão no rosto, como se quisesse afastar os pensamentos.
Eu apoiei minha cabeça no encosto do carro e fixei meu olhar nele, observei cada detalhe. As tatuagens do pescoço, algumas no rosto. A camisa de botões, que inclusive alguns já estavam abertos, e eu conseguia ver resquícios de desenhos que com certeza se expandiam até o fim do peitoral. A forma como ele segurava o volante, como se estivesse tenso em estar ao meu lado, e o batucar dos dedos, ritmando com o que eu estava cantando até poucos segundos atrás.
Eu não queria admitir, mas o MK também estava lindo, radiante, feliz.
Ana: Sonhei com isso a muito tempo – quebrei meu silêncio e virei pra frente, encarando a fila de carros que ia nos render alguns bons minutos parados no trânsito, mesmo sendo tão cedo em um domingo. – Eu não me permiti me divertir assim por muito tempo, e saber que acabou... Me tira um peso tão grande das minhas costas. Eu não podia desapontar minha mãe. Não podia desapontar a Victoria. Não podia desapontar a mini Ana Luísa que sonhou em dar uma condição maneira pra mulher que fazia de tudo por ela. – ele me olhava atento, examinando cada detalhe do meu rosto. – Você já teve um sonho, MK?
"Faz uma loucura por mim
Todos os mano que te dá ideia, para de seguir (foda-se)
Gosto de ser único, desculpa, é meu jeito
Mas foi você quem quis assim
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Loucura de Amor [MORRO]
Документальная проза"Faz uma loucura por mim Fala que ninguém te pega igual o teu nego Coloco tanta grife no teu corpo Sou tão carinhoso e tão longe de apego (...) Faz uma loucura por mim Assiste o jogo do meu time mesmo sem cê torcer por ele Divulga nosso lance em t...
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