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Ana Luísa

Empurrei a porta com força, conseguindo ouvir meu coração batendo, minhas mãos tremiam e com certeza minha pressão estava nas alturas. Eu sabia que se caso Victoria estivesse grávida, ela iria cuidar. Mas será que teria que ser por agora? Ainda não vivemos tudo que tínhamos planejado juntas.

Ana: Vic? – silêncio total – Abre a porta, por favor.

Ouvi a porta sendo destrancada, mas ela continuou fechada, me dando impulso pra abrir e encarar minha amiga sentada no vaso, com a cabeça entre as mãos. Em cima da pia o teste virado de cabeça pra baixo, escondendo o resultado. Peguei mais que depressa, encarando ali um "não grávida".

Vic: Amém meu pai. Amém! – só naquele momento soltei a respiração que eu nem percebi que tinha prendido e Victoria fazia o sinal da cruz no corpo, finalizando sua oração. – Fiquei num cagaço agora Ana Luísa.

Estreitei meus olhos e coloquei minha mão na cintura olhando pra ela.

Ana: É bom pra tu aprender a ter juízo. 22 anos garota, no auge da vida. – Ela se levantou e nos abraçamos enquanto ela dava pulinhos animadas e eu revirei meus olhos sorrindo.

Vic: Eu vou até beber pra comemorar. – passou por mim e foi a direção a escada, enquanto eu negava com a cabeça ainda incrédula seguindo ela. – Desculpa atrapalhar sua noite de romance, como foi?

Ana: Muito boa. – me sentei na mesa enquanto ela tirava duas garrafinhas de ice e me entregava uma. – Ele me chamou pra sair hoje à noite.

Vic: Vocês vão pra onde? – dei de ombros e ela franziu a sobrancelha.

Ana: Ele não me disse – dei um gole na bebida – mas provável de eu não dormir em casa de novo.

Vic: Ou ele vem dormir aqui, e aí a gente almoça todos juntos amanhã.

Ana: É, pode ser também. Conseguiu se entender com o BH? Afinal, quase que ele vira pai hoje. – ela me deu um tapa no braço enquanto eu tentava esconder um sorriso.

Vic: Ele me tira do sério! Custa ele me avisar onde ele tá, ou avisar se tá bem ou pelo menos atender uma ligação minha? – olhou pro celular, na mesma hora que chegou uma mensagem dele. – Não tenho motivos pra desconfiar dele, mas é quase impossível fingir que tá tudo bem enquanto eu sei que tem um monte de puta envolta deles toda hora.

Ana: Mas a culpa não é dele né Vic. Os outros meninos são solteiros, o que ele vai poder fazer em relação a isso?

Vic: Ele eu não sei, mas espero que você comece a namorar o MK logo pra ele tirar todas elas de lá. – deu de ombros olhando pra mim.

Ana: Como se eu fosse ligar pra esse tipo de coisa. – Virei o rosto tentando não olhar pra Victoria, mas ela me encara com um sorriso convincente no rosto. – O que é?

Vic: Você é uma das pessoas mais ciumentas que eu conheço, e o MK é um pau mandado da porra. O primeiro surto que você der, ele vai dar tiro pro alto pra elas saírem correndo de lá no mesmo instante. – dei o dedo do meio pra ela e finalizei minha bebida. – Ele gosta de você.

Ana: Claro que gosta, somos amigos.

Vic: Você sabe que não é só assim Ana Luísa. – revirou os olhos. – ele contou pro BH.

Loucura de Amor [MORRO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora