MK
Tava estressado pra caralho, papo de que tinha fumado uns 20 beck e brisa não batia. Porra, não conseguia suportar. Eu senti a boca macia dela na minha, o gosto dela, o quanto ela tava excitada, pra simplesmente ela dar uma de maluca e sair pra fora do carro? Não fode.
Tava em casa já, quando o BH brotou roubando o mínimo da brisa que eu tinha.
BH: Qual foi irmão, o que rolou? – sentou do meu lado, estávamos na laje do meu barraco enquanto eu olhava pra favela toda. Ele acendeu um balão e passou pra mim.
MK: Tu é do caralho né mané? Só coloca problema na minha vida – dei uma tragada longa e soltei a fumaça devagar, devolvendo pra ele. – Não adianta ficar na coleira, tem que colocar uma doida no meu caminho.
BH: Vai me dizer que tá afim da loira? – Deu uma risada irônica, olhando pra frente. – Caô viu? É b.o igual a minha.
Passei a mão no rosto, estressado com aquele assunto. – O papo é que ela paga de doida. Ta achando que quero casar e formar família, não fode.
O celular dele vibrou, ele deu uma olhada e logo desligou a tela, bufando.
BH: Victoria acabou com a minha vida, disse que Ana Luísa tava chorando quando chegou em casa. Ainda botou a culpa em mim – dei uma gargalhada enquanto ele negava com a cabeça. – Mulher é bicho estranho mermo, vou entender nunca.
MK: Relaxa frango, tu tem culpa de nada não.
BH: Mas tu se passou também né? Foi grossão com a mandada.
Fiquei quieto na minha, porque sabia que era verdade. Bagulho era entre eu e ela, não precisava ser exposto por terceiros. Ficamos conversando até umas 3h e subi pro meu quarto pra ir deitar.
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Acordei num pulo, assustado e todo suado de novo. Era assim todo dia, aquele maldito sonho se repetia todas as noites, eu não conseguia dormir em paz. Quando eu dormia era muito pouco, coisa de 3 horas no máximo.
Olhei no relógio e eram 6h40, decidi ir pro banheiro tomar um banho e esperar encontrar a mandada pra pedir desculpas.
Desci pra boca, mas antes passei na padaria e comprei pão pra deixar lá pros cara conseguir comer também, e fiquei resolvendo umas pendências até a hora da loira chegar.
XT: Ae patrão, a loira tá pedindo pra subir – concordei com a cabeça enquanto terminava de fazer uma contagem, e logo ela apareceu olhando pelo escritório todo.
Ana: Oi – disse sem olhar pra mim, e eu ergui meus olhos até o rosto dela. – O que você queria?
MK: Senta aí pô – ela ficou meio contragosto, mas aceitou sentar, esperando eu começar a falar, mas decidi ficar quieto pra ver até onde a paciência dela ia.
Acho que ficamos uns 5 minutos em silêncio, até que ela bufou já irritada.
Ana: Você me chamou pra ficar olhando pra minha cara? – sorri de lado.
MK: Tá estressada loira? Sei de uma coisa que faz desestressar rapidinho. – ela revirou os olhos. – Tu é mente poluída pra caralho – ofereci um beck pra ela, que ficou toda vermelha e negou. – Antes de tudo, queria te pedir desculpas por ontem, bagulho era nosso e eu acabei falando.
Ana: Tá tudo bem, aceito suas desculpas – olhou pra baixo, como se estivesse com vergonha – Tenho que te pedir desculpas também, não deveria ter fugido daquela forma. Mas eu não mudo o que eu falei pra você.
Assenti com a cabeça e acendi o cigarro, já tava todo tenso.
MK: Chamei tu aqui porque preciso do número da sua conta, vou depositar o valor da prova lá e mandar o salário do mês.
Ana: Tá doido? Eu nem to trabalhando, não posso nem atuar como advogada ainda. Não vou aceitar não, querer pagar a prova ok, mas não quero que você mande nada além disso.
Apoiei a cabeça do meu braço, ô garota difícil viado.
MK: Ana Luísa, independente eu já te contratei. Não tô perguntando se tu já pode fazer ou não.
Ana: E eu estou falando que não vou aceitar! – empinou o nariz – Se cair um centavo a mais do valor da prova eu vou te devolver. – Ela se levantou e só agora percebi que ela estava arrumada, ela pegou um papel e caneta e anotou a conta bancária. – A primeira fase da prova é dia 19 de novembro.
Olhei pro calendário do meu lado, estávamos no começo de setembro.
MK: Dinheiro vai pingar na tua conta hoje ainda, relaxa. – ela concordou com a cabeça – To perdoado então pô?
Ela sorriu de lado, e assentiu com a cabeça. – Amigos novamente?
MK: Pode crê – ela pegou a bolsa e ia saindo – Como teu amigo, tá indo pra onde com essa roupa curta desse jeito?
Ela gargalhou e soltou um "dorme MK" saindo da salinha. Sorri também olhando pela porta que ela tinha acabado de sair. Mandada fudida da porra.
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Loucura de Amor [MORRO]
Non-Fiction"Faz uma loucura por mim Fala que ninguém te pega igual o teu nego Coloco tanta grife no teu corpo Sou tão carinhoso e tão longe de apego (...) Faz uma loucura por mim Assiste o jogo do meu time mesmo sem cê torcer por ele Divulga nosso lance em t...
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