MK
15 de Maio, 22:58
A parada não tava legal.
Eu não sei se dei muito ouvido as baboseiras da Ana Luísa, mas algo dentro de mim gritava pra gente abortar essa missão. Não queria colocar meus irmãos em emboscada, mas o BH que era a cabeça do grupo e disse que tava mec, então o que eu podia fazer?
Conseguimos invadir três carros fortes, nos preocupando em pegar qualquer tipo de comunicação que o pessoal que estava ali tivesse, pra não ter como dar ruim. Sempre tivemos muito cuidado em questão as nossas identidades, então estávamos todos com luvas e mascaras.
A rua estava deserta e um dos nossos reforços já tinha voltado ao morro com o carro abarrotado de notas de diversos valores. O calor tava insuportável, difícil de respirar e ficávamos cada vez mais ofegantes.
Neguinho: Foda-se essa merda, porra – Tirou a peça que ocupava seu rosto, me fazendo ficar em alerta, olhando ao redor com medo de que alguém esteja vendo. BH deu um tapa em sua cabeça, puto. – Qual foi, filhão? Tem ninguém aqui não, não sou burro.
BH: Tu tem que entender que eles esperam só um pezinho nosso, não fode com tudo Diogo, porra! – Exasperou bravo, batendo no material do veículo ao nosso lado enquanto esperávamos pelo segundo carro que íamos colocar o dinheiro. – Essa porra ta acabando comigo mano, não to confortável em deixar a Victoria lá sem saber de nada.
Neguinho: E tu acha que eu to como, caralho? – bateu os braços desesperados ao lado do corpo. – Deixei minha mulher e meu filho lá também. Tamo tudo pilhado, irmão. E cadê essa porra desses carros que não chegam logo? Quero minha casa.
MK: Parou os dois, qual foi? Todo nós deixamos elas ali, sozinhas. É só vocês focarem que isso logo acaba.
Os dois ficaram em silêncio, acatando o que eu tinha dito. BH logo tirou sua máscara também, revelando rosto suado, se abanando.
BH: Tem como dar um chamado nos parceiro ai? Tão numa demora do caralho, mané.
Eu fui o último a tirar o pano do rosto, chamando no radinho, ouvindo que o próximo carro estava pra virar a rua. Descarregamos o dinheiro do carro forte, colocando em um dos nossos carros que iriam seguir para a Rocinha, e apenas o último iria pra casinha com a gente, não iria dar tempo de chegarmos em casa hoje. Com certeza alguém já havia feito uma denúncia.
O terceiro carro chegou pouco tempo depois, e já pedi reforço para contenção em volta da casinha, pois não poderíamos dar um mole desse. Faltava apenas o último bloco de notas quando percebemos que Neguinho ainda não havia saído lá de dentro ainda.
Neguinho: Ajuda aqui caralho! – Olhei em direção ao BH que deu de ombros e subiu novamente no veículo, e eu apenas fui junto porque não iria deixar os parceiros pra trás. – Tá pesado pra porra, acho que ficou preso em alguma coisa.
Tentamos puxar de tudo qualquer jeito, mas o bagullho não saia. Olhamos em volta e foi quando eu percebi uma pequena luz vermelha que eu não tinha visto nos outros carros.
MK: Perai, perai, que porra é aquela? – Os dois olharam na mesma direção, e BH chegou mais perto pra tentar identificar o que era, enquanto Neguinho pouco se importou e conseguiu arrancar o pacote que estava preso.
BH: Foda-se essa merda, vambora. – me deu um tapinha e nós três subimos em um dos nossos carros indo em direção a casinha.
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Loucura de Amor [MORRO]
Non-Fiction"Faz uma loucura por mim Fala que ninguém te pega igual o teu nego Coloco tanta grife no teu corpo Sou tão carinhoso e tão longe de apego (...) Faz uma loucura por mim Assiste o jogo do meu time mesmo sem cê torcer por ele Divulga nosso lance em t...
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