Ana Luísa
O baile estava lotado, como de costume. Tinha gente pra todo lado, algumas meninas já tentando fazer a boa da noite e a coisa que eu mais conseguia enxergar era a fumaça subindo de todos os cantos. Assim que botamos o pé lá, já veio um vapor guiando a gente pra subir no camarote, o que já tinha virado costume nosso, até porque BH não iria deixar a mulher dele dando trela por aí.
Assim que chegamos lá em cima, já encontramos com Melissa e Neguinho sentados em um dos sofás espalhados, ela no colo dele enquanto os dois conversavam e davam risadas, no seu próprio mundinho. Soltei um sorriso sem querer, percebendo o quanto os dois combinavam.
Rodei meus olhos por todo o lugar, mas ainda não tinha sinal nenhum do Kaue, e eu não queria ser a chata que iria atrás dele, afinal, fazem duas semanas que ele não dá o ar da graça. Mesmo que eu queira muito ficar com ele.
Vic: Você vai querer alguma coisa agora amiga? – Segurou meu braço, e só naquele momento percebi que ela ainda conversava com o vapor, pedindo pra ele trazer algumas coisas pra ela. Concordei pedindo uma ice de limão, e logo o carinha desceu indo atrás das nossas coisas.
Ana: Eu tenho uma dó desse pessoal que trabalha no baile Vic. – fiz um biquinho ressentida. – Eles ficam ao nosso dispor a noite inteira, não conseguem nem se divertir.
Vic: Tu que pensa amiga! – soltou uma gargalhada alta se apoiando em mim. – Olha pra ele lá embaixo e me fala se ele não curte o baile.
Quando me escorei no batente. vi o mesmo menino dançando e tentando dar ideia em uma garota, e eu comecei a dar risada achando a cena engraçada, mas logo meus olhares foram direcionados a outro lugar. MK passou por ali como um tiro, tentando o mais rápido possível subir pro camarote, mas assim que ele levantou sua cabeça e seu olhar deu de encontro com o meu, parecia que o mundo rodava em câmera lenta. As pessoas a nossa volta? Um borrão, e eu só conseguia focar nele.
Kaue sempre foi vaidoso, e isso é fato, mas hoje em específico, ele parecia muito mais arrumado. Usava uma calça preta, diferente das outras vezes que sempre via ele de bermuda jeans, uma camiseta branca cobriam seus músculos. Um cordão de prata bem discreto pousava sobre o seu peitoral, trazendo um brilho para a roupa. Simplesmente lindo.
Vic: Ana? Tá me ouvindo? – Victoria me puxou de volta a realidade, e ali eu soltei o ar que nem tinha reparado que tinha prendido. Pisquei umas duas vezes antes de olhar pro seu rosto, dando de cara com a minha amiga com um sorriso no rosto. – Não me diga...
Ana: Calada! Não fale, não pense e nem cogite nessa palavra. – alerto com os olhos arregalados, e ela apenas passou um zíper imaginário pela boca, enquanto se virava pra encontrar com o namorado, que havia subido a pouco tempo junto com o amigo.
Vic: Tava aonde seu cachorro safado? – bateu em seu peito, enquanto BH dava risada tentando abraçar e beijar a mesma. – Tô de olho em tu Breno Henrique, tu fica ligado!
BH: Qual foi maluca? Vai ficar pagando de doida? – olhou serinho pra ela, enquanto eu só dava risada da cena que os dois criaram. Passei os olhos por MK e ele já olhava pra mim, com as mãos pra trás e analisava todo meu corpo. Senti meu rosto esquentando, provavelmente já estava mais vermelha que um morango.
O vapor chegou com as nossas coisas, então eu apenas peguei a garrafinha agradecendo e abrindo em seguida, me virando novamente pra observar o pessoal lá debaixo.
MK: Doideira olhar as coisas daqui né? – se posicionou do meu lado, na sua mão já continha um copo que eu deduzo que seja whisky ou gin com energético, pela cor. – Da a visão que tu é apenas mais uma pessoa ao redor de milhares que existem.
Concordo com a cabeça, bebericando um pouco da bebida de limão, enquanto as pessoas passavam pra lá e pra cá, tomando coragem de iniciar uma conversa com o homem do meu lado.
Ana: Tu tava sumido... – olhei em sua direção. – Tentei de ligar umas 10 vezes só hoje.
MK: Um b.o atrás do outro, loira. – Passou a mão pela cabeça, arrumando o cabelo. – Mas eu vi tuas mensagens, só não consegui responder.
Ana: Pensei que tu tava me ignorando, depois do dia da praia... Bom, tu sabe. – cutuquei sua barriga com o cotovelo e ele soltou uma risada, negando com a cabeça.
MK: Nunca pô! Mas o que tu queria? – indagou curioso.
Ana: Ah, é que a audiência do Rodrigo hoje saiu dos conformes. – cocei minha testa, só lembrando de toda raiva que eu passei. – O foco é, eu peço pra eles fazerem uma coisa durante a visita, e na frente do juíz eles fazem tudo ao contrário! Vai ficar difícil eu conseguir fazer alguma coisa por eles. – ele concordou com a cabeça, enquanto seu olhar estava desfocado. – Queria ver se tu não conseguia fazer alguma coisa, sei lá, mandar um recado pra eles.
MK: Vou ver o que posso tá fazendo pá tu loira. – Olhou nos meus olhos, e eu desviei sentindo minhas bochechas começarem a esquentar. – Era só isso que tinha pra falar comigo, ou alguma coisa a mais?
Sorri sem jeito, erguendo a cabeça e dando mais um gole na garrafa. Kaue se aproximou de mim, colocando a mão na minha cintura.
Ana: Tava carente da tua atenção também, nem peço muito! – fiz um bico olhando pra ele que dava risada e eu revirei os olhos, sorrindo também. – Pra quem tava correndo atrás de mim até ontem tu tá muito sumidinho.
MK: Perdoa o cara pô – passou a mão na roupa desamassando – não foi por mal não loira. Só correria mermo, mas se quiser matar vontade pode dormir lá em casa comigo.
Ergui a sobrancelha, olhando pra ele que fazia cara de inocente.
Ana: Vai ter que convencer Kaue, não sou tão fácil assim. – passei meus braços por trás do seu pescoço, e afaguei sua cabeça. – Me pede com jeitinho.
Kaue sorriu, se aproximando do meu rosto, deixando eles com distância considerável, mas conseguia sentir sua respiração batendo sobre minha boca. Seu cheiro de perfume ficou mais forte, e era simplesmente delicioso.
MK: Doutora Ana Luísa – ri olhando em seus olhos. – me da a honra da sua companhia da noite de hoje para podermos manter carícias a amassos? – soltei uma gargalhada, fazendo algumas pessoas se virar em nossa direção, então coloquei a mão na boca envergonhada enquanto MK sorria olhando pra mim.
Ana: Aceito, mas só se você cuidar direitinho de mim. – mordi o lábio, atraindo sua atenção.
MK: Vou cuidar bem direitinho, diaba! – me deu um selinho se desvencilhando de mim, para podermos conversar com os nossos amigos.
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Loucura de Amor [MORRO]
Literatura Faktu"Faz uma loucura por mim Fala que ninguém te pega igual o teu nego Coloco tanta grife no teu corpo Sou tão carinhoso e tão longe de apego (...) Faz uma loucura por mim Assiste o jogo do meu time mesmo sem cê torcer por ele Divulga nosso lance em t...
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