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Ana Luísa

Meus dias estavam sendo baseados em muito trabalho e dor de cabeça. Nunca que eu ia imaginar que os meninos do MK iriam me dar tanto b.o assim.

Eu tinha acabado de sair de uma audiência frustrada, pois pediram uma segunda. Minha cabeça tava latejando de tão estressada que eu tava. Peguei o uber e fui pra casa, tentando ligar pro MK pra dar notícias, mas não tive sucesso. Bufei e continuei a viagem, e assim que cheguei em casa, só taquei as coisas no sofá e fui direto pro banho.

Quando desci, BH e Victoria estavam entrando em casa, com algumas sacolas.

Vic: Oi! A gente trouxe pão pro café da tarde. – me mostrou sorrindo, mas quando percebeu minha cara, logo se desfez. – O que foi?

Ana: Esses meninos tão acabando comigo! – sentei no sofá e coloquei a cabeça entre as mãos. – Eu converso tanto com eles antes da audiência, e quando chega na hora eles fazem tudo ao contrário.

BH: Não deu certo o rolê de hoje? – Disse mordendo um pão e se jogando no sofá, e eu neguei com a cabeça.

Ana: Foi marcada uma segunda audiência. Vou ter que falar com o MK sobre isso, eles não agem de acordo o combinado, vai ficar difícil eu conseguir tirar eles de lá desse jeito.

Vic: Sabe do que você tá precisando amiga? – sentou do meu lado, com um olhar de preocupada, mas o BH já continha um sorriso pirracento no rosto. – de dar, dar bem gostoso.

BH gargalhou alto, se contorcendo, enquanto a Victoria tentava segurar a risada olhando pra mim. Tentei segurar meu sorriso, mas falhei e dei um tapa nela, negando com a cabeça.

Ana: Para de ser pervertida garota!

Vic: Eu tô mentindo? – se virou pra trás pra encarar o BH que negou ainda sorrindo.

Ana: Vocês são dois safados que andam se comendo o tempo todo, não tenho culpa. – dei de ombros.

BH: Ai! sabe quem anda estressado pra caralho também? – ele não deu nem a chance de responder. – meu irmão Kaue. Porra, o cara tá pilhado.

Vic: Nossa amor! Sabe quem daria certinho com ele? Minha amiga Ana. – ela começou a falar de mim fingindo que eu não estava ali, enquanto eu olhava incrédula pra ela. – Eles super combinam, mas fazem um cu doce do cão.

BH: Amor a gente tem que começar a dar uma de cupido. Marcar de sair e largar os dois sozinhos pra ver se a parada desenrola. Eles são devagar demais. – ela concordou com ele, e eu apenas me levantei dando o dedo pra eles, indo em direção a cozinha.

Ana: Preciso mesmo é de um baile, tem nenhum por esses dias não? – me sentei pra comer, pois tentar defender bandido da uma fome do cão.

BH: MK tava organizando um pra hoje, mas vocês são mortas então eu nem aviso mais. – deu de ombros.

Ana: Então vamos hoje, amanhã é sábado, não trabalho mesmo. Que horas?

Vic: Não importa a hora, nós vamos chegar 22h30. – sentou do meu lado. – Coisa boa chega no final.

BH: Caô né? Final de que filha? – olhou pra ela com cara de deboche. – 22h30 o povo tá começando a chegar.

Ela deu de ombros e começou a comer junto comigo, e ficamos nos preparando para o baile. Chamamos a Melissa, que disse que iria fingir pros pais que ia dormir aqui em casa com a gente mas na verdade ia embora com o Neguinho. Ficamos marolando e jogando conversa fora, até o BH ter que ir resolver algumas coisas referente ao baile e eu a Victoria decidirmos nos arrumar.

Como eu já tinha tomado banho quando cheguei, fui direto fazer o meu cabelo e minha maquiagem, pra conseguir adiantar o lado da Victoria, que com certeza ia fazer a gente sair de casa o mais tarde possível, e eu não tava nessa vibe. Comecei a enrolar meus cabelos com babyliss deixando leves ondulações e fiz minha maquiagem de sempre, e enquanto isso, ela mal tinha saído do banho.

Vic: Você podia mesmo ficar com o MK hoje. – dei um pulo da cadeira, pois ela surgiu do nada atrás de mim. – Não é como se fosse um puta esforço pra você.

Ana: Claro que é! Gosto de me fazer de difícil. – ela revirou os olhos enquanto se trocava. – E outra, ele não veio atrás de mim, não conversamos desde o dia da praia.

Vic: Mas isso já vai fazer duas semanas. – me olhou confusa e eu concordei. – Não falaram nem sobre trabalho?

Ana: Ele não me atende! Em nenhuma das vezes que liguei. – fiz um bico. – Tive que perguntar pro BH e pro Neguinho porque não encontrava ele nem na boca.

Vic: Estranho. Mas o Breno Henrique disse que eles estavam muito ocupados durante esses dias. Parece que eles tiveram que adiantar aquela tal missão tão importante. – fez careta. – Não quero nem imaginar o que seja pra não surtar.

Ana: Ele não contou ainda pra você do que se trata? – me virei pra ela, enquanto ela negava com a cabeça. – Por que todo esse mistério?

Vic: Não sei – deu de ombros. – talvez seja uma coisa que eles não podem contar agora, ou não querem. Mas eu tô curiosa.

Me virei novamente pra frente da penteadeira, tentando localizar na minha cabeça alguma coisa que pode remeter a essa tal missão, mas não consigo pensar em nada. Mas de uma coisa eu sei, Kaue vai ter que me contar o que é. Se não for pela amizade, vai ser pelos negócios.

Loucura de Amor [MORRO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora