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MK

Uma coisa que me deixa puto é não responder mensagem. Porra, a gente manda na maior humildade pra mandada pra não ser nem respondido.

BH: Victoria também não atende o telefone, aí é foda! – jogou o celular no banco e passou as mãos na cabeça.

Eu estava dirigindo o carro dele, e o Neguinho estava no banco de trás fumando, tranquilo.

BH: Ai irmão, não fode também né caralho, tu não tá nem preocupado? – olhou pra trás e eu negava com a cabeça dando risada.

Neguinho: Vou me preocupar pra que mané? – soltou a fumaça. – As mina não ia faltar com respeito.

MK: O problema não é elas, são os outros. – BH bateu na testa dele. – E outra, não é nem essa a questão, tu tá ligado. – olhei pelo retrovisor, encontrando seus olhos.

Neguinho deu de ombros, e BH se afundou no banco do carro.

Neguinho: Ninguém sabe nossa cara irmão, elas tão tranquilas.

BH: É contar com a sorte demais, tu não acha?

Ficamos calados o restante do caminho, uma vez ou outra a gente tentava contato com elas, mas sem sucesso. Quando chegamos à praia já consegui localizar meu carro, indicando que elas ainda estavam por ali.

BH: Elas sempre ficam no posto perto do mar. – Ele olhou em volta tentando localizar, e logo sua expressão mudou. – Tá de brincadeira.

Tentei seguir a direção do seu olhar, e logo encontrei elas com um bando de homem em volta. Meu sangue começou a ficar quente, e já saí em direção com a mão na cintura pra puxar a arma.

BH: Não fode MK! Porra, despercebido caralho. – alcançou e bateu na minha cabeça.

Neguinho: Vamo chegar na calma, irmão. – bateu nas minhas costas indo em direção a barraca.

Senti de longe o cheiro de cerveja e cigarro, e os caras falavam arrastando, demonstrando o quão bebados estavam.

Melissa foi a primeira a nos ver, arregalando os olhos. Ela tentava cobrir o corpo com os braços, mas tinha um candango pendurado no pescoço dela. Victoria e Ana Luísa estavam de costas pra nós, mas conseguia ver as duas se tremendo.

BH: Que que tá pegando aqui? – entrou no meio da barraca, chamando os olhares pra ele. Ouvi um suspiro de alívio vindo da loira que virou o corpo tentando me procurar.

Xx1: Ai irmão ta suave! – se levantou ficando de frente ao BH, com uma distância mínima já que a barraca era pequena. – Nos tá conversando numa boa aqui com as meninas.

Neguinho: Irmão o caralho, mané. – Se intrometeu na conversa, e eu continuei olhando pra não dar merda. – Tão cheirando o que aqui com as nossas mulher? – cruzou os braços intimidando.

Xx2: Pera lá! Em nenhum momento as bonitinhas disseram que tinham namorados. – se justificou, mas o braço continuava ao redor da Melissa, que tentava se esquivar.

Neguinho pegou no braço dele, torcendo, o fazendo urrar de dor.

Mel: Diogo... – olhou pra ele preocupada.

Loucura de Amor [MORRO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora