•17•

2.4K 110 0
                                        

Ana Luísa

Eu e a Vic fomos até o shopping com o carro do BH, e logo quando chegamos fomos direto almoçar, já que tivemos que adiar o horário que iríamos pois tive que conversar com o MK.

Inclusive, percebi o quanto esse garoto é maluco! Imagina você pagar um salário pra alguém que ainda nem te forneceu serviços.

Vic: Como foi a conversa? Deu tudo certo? – assenti com a cabeça enquanto terminava de mastigar. – O BH disse que conversou com ele ontem sobre isso.

Ana: Ele me pediu desculpas e disse que se era entre nós dois, não tinha porque contar para os outros – ela concordou.

Vic: Até agora não acredito que você recusou o pagamento, acho que eu sou muito pilantra suja mermo.

Dei risada e nos levantamos, e foi nesse exato momento que meu celular caiu e espatifou todo no chão.

Ana: Nem fudendo – agachei pra pegar ele e ver se funcionava, mas não dava nem sinal.

Vic: Ô vida de pobre lascado, não pode terminar de pagar uma dívida que começa outra.

Eu tava com tanta raiva que nem consegui dar risada dela, que merda! Isso é praga daquele nojento por não aceitar o dinheiro dele.

Vic: Vamos passar em alguma loja pra ver o valor amiga, nem que seja um mais baratinho só pra você não ficar sem.

Ana: Mermo que for 500 reais amiga! Minha mãe usou o limite do cartão de crédito pra repor as coisas do salão – bati minha mão na testa com raiva de mim mesma – Só avisa ela por favor que meu celular quebrou, e se caso quiser falar comigo é pra ela te ligar.

A Vic apenas concordou e fomos andar pelas lojas do shopping, acabamos comprando algumas coisinhas com o dinheiro que o BH deu, mas eu nem gastei muito né, o dinheiro era pra ela, não pra mim.

Vic: Sua mãe acabou de mandar uma mensagem perguntando se vamos demorar, porque ela quer conversar com você – olhei surpresa pra Vic e ela deu de ombros.

Desde ontem minha mãe mal tinha trocado uma palavra sequer com a gente. E quando descemos também não tinha café na mesa, o que era costume dela fazer todos os dias, e ela também não estava em casa.

Ana: Você quer passar em mais algum lugar? – ela negou – então vamos porque eu tô curiosa.

Descemos até o estacionando e fomos direto pra casa, quando chegamos minha mãe tava na sala com duas malas e algumas caixas.

Ana: Uai gente, que isso? – olhei pra ela sem entender nada e ela abriu um sorriso maior que tudo.

Luzia: Tô me mudando pra São Paulo! – se levantou batendo palma e eu olhei pra Victoria que tava com a boca aberta. – A Vânia vai mudar o salão dela pra lá, e como vai ser em um local muito movimentado, ela precisa de alguém de confiança pra ajudar ela. E eu aceitei.

Eu estava literalmente parada no lugar, como se não conseguisse me mexer. Minha boca tava batendo no chão, assim como a da Vic que vacilou por um momento e olhou pra mim, esperando uma reação.

Ana: Mãe, você tá doida?! E o seu salão? – me sentei no sofá, antes que minhas pernas fraquejassem e eu caísse igual fruta podre.

Luzia: O espaço é nosso amor! Eu posso alugar, ou então vocês podem abrir algo pra vocês. A casa já tá quitada, você só tem que se preocupar em pagar as contas fixas e lá eu vou ganhar muito dinheiro Analu. A mamãe vai te mandar dinheiro todo mês pra te ajudar. – sentou do meu lado passando a mão pelos meus braços.

Ana: Mas mãe, eu não sei viver com você longe – senti meus olhos cheio de lágrimas – Você sempre teve aqui comigo em todos os momentos.

Ela sorriu pra mim, com os olhos manejados também, e me abraçou me confortando. Olhei pra Vic que estava estática num cantinho na parede e chamei ela pra participar do nosso abraço, como sempre foi.

Luzia: Vocês duas são tudo pra mim, ouviram? Vocês vão dar um jeito. A Vic finalmente pode vir morar aqui e vocês vão ser literalmente inseparáveis – riu entre as lágrimas que desciam no seu rosto. – E vai ser uma oportunidade única pra mim. O lucro de tudo que eu fizer vai ser meu, e ela vai arcar com todas as contas do salão. Só vou ajudar na casa que vamos ficar. E vocês sempre vão poder ir me visitar. Sempre!

Vic: Quando você vai? – perguntou limpando o rosto das lágrimas.

Luzia: Amanhã cedo – soltou nós duas. – o que querem fazer na nossa última noite juntinhas?

Ana: Pode ser pizza com sorvete? – ri me recompondo? pois se ela estava feliz, eu estava três vezes mais.

Luzia: Vou ligar pra eles entregarem, agora vão tomar um banho e colocar um pijama, vou colocar os colchões aqui pra dormirmos juntinhas.

E aquela noite nós ficamos nós três, curtindo nossa companhia, e a saudade já apertava meu peito em ver minha mãe rindo com o filme de comédia que colocamos. Ela era tudo na minha vida, e a minha meta sempre foi ver ela se dando bem na vida. Mesmo que seja longe de mim.

Loucura de Amor [MORRO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora