❛ ( 025. cruel ) ❜
' PANDORA PELETIER'S '
- QUAL É O SEU PROBLEMA?
Pra mim tinha dado. Eu estava exausta de ter que lidar com toda a raiva acumulada de Sophia. Ela definitivamente não era mais a garota que estava dentro do carro da última vez que a vi. Mas eu também não era. Meu pai já passou tempo demais me fazendo sentir como se eu não valesse nada e não deixaria ninguém mais fazer isso comigo.
Eu sabia quem eu era.
Sabia o quanto valia e o que merecia.
- Anda, Sophia, agora você pode falar - insisto. - Não queria calar a boca lá fora e agora está agindo como se nada tivesse acontecido? Estou falando sério, me diga qual é o seu problema!
- Está do lado dela!? - minha gemêa rebate, o tom de voz tão alto quanto o meu. - Foi ela quem veio toda agressiva pra cima de mim e você grita é comigo? Controle sua amiguinha antes de querer me culpar.
- E que tal você controlar sua língua, em vez disso? - finjo pensar no assunto, vendo Sophia revirar os olhos. - Não aja como se você não estivesse sendo uma cuzona com todos, fazem dias! - gesticulo, nervosa. - Você quer que eu vá embora, é isso?
- Ah, claro - a loira ri em escárnio. - Claro que quero. É o que você faz de melhor não, é? Ir embora - aspéra, ela tomba acabeça para o lado, me encarando como se tivesse jogado a pior coisa do mundo na minha cara.
Porém, eu só teria me afetado, se ela estivesse certa.
- Você é burra ou se faz, maninha? - sinto vontade de continuar o que Melissa começou e socar o nariz fofo de minha irmã. - Qual a parte de eu não ter ido embora que você não entendeu? - grito a plenos pulmões, sem me importar com quem poderia ouvir. Já tinha virado piada toda essa situação, então que eu fizesse bem o meu papel de palhaça. - Se quer culpar alguém, Sophia, se culpe! Culpe o seu pai e seja lá mais quem decidiu ir embora e me deixar.
- Eu? - Sophia aponta para o próprio peito, indignada. - Você acha mesmo que eu poderia ir contra qualquer coisa que o papai dizia? Então você não me conhece mesmo, Pandora.
- Quem não me conhece é você, se acha mesmo que eu iria embora para qualquer lugar do mundo sem você - respondo, alarmada e ofendida. - Depois de tudo que passamos... sabe, Sophia, é realmente você quem nunca me conheceu - uma lágrima solitária escorre por minhas bochechas. - Não me conhece mesmo, porque se não saberia que eu nunca te culparia por não enfrentar o Ed. Que nunca pensei mal de você, um segundo sequer desde que ficamos longe. Você definitivamente não sabe quem eu sou e, sabe o pior de tudo? Eu não faço a miníma ideia de quem é você.
Desisto de tentar argumentar, porque eu sabia que ela não diria mais nada - não tinha coragem. Sophia foi machucada o suficiente nessa vida e eu não seria mais um peso para ela se preocupar. Eu amava a minha irmã, mas já não sabia mais se ela me amava... e, naquele momento eu soube que não havia dor maior que meu coração pudesse sentir.
Vejo mamãe surgir pela a porta aberta da sala.
- Querida - chama, esticando uma das mãos para me tocar.
Em contrapartida, ergue a minha no ar, me afastando ao pedir espaço.
(+)
- Eu estaria sendo muito cruel se dissesse que as coisas eram mais facéis quando achei que ela estava... morta? - minha voz falha e eu me odeio. Me odeio por estar tão frágil e abalada. Por pensar algo tão ruim sobre a minha própria irmã.
Vejo meu amigo sorrir amarelo ao se aproximar, sentando-se do meu lado, na grama verde e piniquenta. O sol ainda estava escaldande no céu, me fazendo suar, fora as lagrímas que deixavam o meu nariz vermelho e entupido. Do lado de fora da prisão, eu fugia dos olhares de pena e perguntas sem respostas. Mas Jackson me encontrava todas as vezes que eu tentava fugir de mim mesma - o que eram muitas vezes mesmo.
- Sinto muito por tudo que está passando com a sua irmã, loirinha - o Hill soou empático e quis chorar ainda mais. - Eu tenho certeza que você não acha mesmo que era melhor com a ideia dela morta, até porque você é certinha demais pra isso - bate seu ombro no meu, me tirando um risada nasalada em meio ao choro. - As coisas vão ficar bem, Dora. Não chore, okay?
Aceno, chorando. Ele suspira ao me puxar para um abraço ladino. Apoio a cabeça no ombro de Jackson, sentindo as lágrimas rolarem sem controle algum. Me odiei ainda mais quando funguei e cocei os olhos, totalmente constrangida pelo o meu estado deplorável.
- Você acha mesmo que as coisas vão ficar bem? - pergunto em minha voz embargada.
- Elas sempre ficam - assegura ele. - E mesmo se não ficarem, a gente dá um jeito, como sempre fizemos - assinto e escuto ele soltar outro suspiro lamentoso. - Apenas pare de chorar, isso parte o meu coração.
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₀₁ 𝐂𝐇𝐀𝐎𝐒. ! ༉ 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗮𝗹𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗲𝗮𝗱 ⎷
Fanfiction𓈒 ࣪ ࣭ 🖇 . ˙ ˙ ⋆ ࣪ 𝐂𝐀𝐎𝐒 ˒˒ ↳ the walking dead fanfiction. Marjorie Hill viu com seus próprios olhos o mundo que conhecia se tornando um inferno, quando os mortos resolveram voltar a andar pela a terra - sedentos...
