031.

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( 031. não estamos mais sozinhos )

' JACKSON HILL'S POV '

UM BERÇO. PROCURÁVAMOS POR UM BERÇO.

Acho que essa era a última coisa que eu poderia imaginar estar à procura. Mas, Carl Grimes era um carinha que se preocupava com a irmã - disso eu entendia bem. Eu via Marjorie andar lado a lado com o garoto de chapéu, alguns centímetros à frente.

Ele nos guiava para uma loja de bebês.

- Eu acho que eles vão namorar - Michonne solta. A Mulher andava ao meu lado, descontraída, mastigando uma barra de chocolate.

- Pode ir esquecendo - nego. - Nem brinque com essas coisas - finjo um arrepio, fazendo a mulher rir. - Só de imaginar o que o pobre coitado do Carl pode sofrer nas mãos da minha irmã...

- Você é péssimo - Mich me oferece o chocolate. Aceito de bom grado, dando uma mordida generosa.

- Vamos roubar a comida de Morgan também?

- Eu li "bem-vindo" no tapete do assoalho - deu de ombros.

Morgan era o cara que tinha tentado nos matar, a propósito. Que, coincidentemente, também era o mesmo cara que ajudou Rick Grimes quando ele saiu do coma - longa história, que o Xerife tentou resumir para nós. Só sei que: Rick sentia que devia algo à aquele homem.

Eu sentia era um pouquinho de raiva.

Qual é? O cara ia dar um tiro na minha testa.

Entretanto, depois que levamos o corpo desacordado de Morgan para dentro da casa do mesmo, eu pude notar que ele não estava bem. Sua mente estava entrando em combustão e isso ficava evidente em todos os lugares que ele tocava; ele era o autor de todas as armadilhas e rabiscos.

- Isso não parece uma loja de bebês - digo, vendo o garoto colocar a mão sobre a maçaneta dourada da porta do velho bar.

- Quero pegar algo para Judith antes - ele explica.

Franzi meu cenho, confuso.

- É importante - Marjorie completa, notando minha cara de paisagem.

Suspiro ao me dar por vencido, passando a mão sobre a poeira do vidro que dava para o lado de dentro. Vejo a quantidade de errantes no bar e estremeço, pensando em mil maneiras de tudo dar terrivelmente errado.

- Importante? - rebato, incerto. Carl balança a cabeça positivamente. - Você não vai entrar lá - defino, apontando para Margy, que abre a boca para rebater.

- Fechado - Carl concorda de imediato, ganhando um olhar rabugento de minha irmã.

Deixo uma Marjorie Hill irritada do lado de fora, sentada em uma das cadeiras de ferro ali distribuídas, bem em frente à porta onde entro com Carl e Michonne atrás.

Michonne tinha tido a brilhante idéia de jogar
um rato (que havíamos achado dentro de uma gaiola enquanto andávamos pelas ruas - cortesia de Morgan e suas maluquices) para os mortos-vivos, como uma distração. Ganharíamos tempo para fazer sei lá o que Carl Grimes achava ser tão importante para a irmã.

Foi tudo rápido.

Em menos de dois minutos andando na ponta dos pés, tentando fazer o maior silêncio do mundo, Carl retorna com um quadro pequeno nas mãos. Os errantes continuavam atrás do rato, que se remexia dentro da gaiola trancada.

Vi a foto estampada no quadro reluzir e então soube o que era tão importante para o garoto Grimes: a mãe. Na foto, ele estava posicionado entre um Rick Grimes sorrindo e uma mulher de feição gentil.

₀₁ 𝐂𝐇𝐀𝐎𝐒. ! ༉ 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗮𝗹𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗲𝗮𝗱 ⎷Onde histórias criam vida. Descubra agora