033.

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( 033. acordo )

' JACKSON HILL'S POV '

MICHONNE QUASE NÃO ME DEIXOU VIR COM RICK.

Segundo ela: o Governador me mataria.

Bom, que ele tentasse. Eu estava doido para fazer o mesmo, então estaríamos quites. Já no local onde o tal "acordo" tentaria ser feito, não encontramos ninguém. Nenhum carro, nenhuma movimentação.

Nada.

- Não ter ninguém aqui é ainda mais perigoso do que se tivesse um batalhão inteiro - digo, desconfiado.

A mão sempre em cima da arma parada em meu coldre era minha posição fazia quase meia hora. Eu andava de um lado para o outro, impaciente. Hershel estava parado, apoiado no capô do carro e Daryl parecia tão aflito quanto eu. Eu e o Dixon não tínhamos tido a oportunidade de conversar muito, então ainda éramos como dois estranhos.

- Ali - Daryl diz.

Um carro se aproxima. Dele, sai Andrea e mais dois homens - capangas do Governador, quais eu já tive o desprazer de conhecer. A loira desceu do automóvel de maneira rápida, mas pude notar que tentava fingir algum costume.

- Porque o seu namorado já está lá dentro? - pergunto, me referindo ao fato de ele já estar lá dentro quando chegamos aqui.

Ela parece confusa.

- Ele já está lá?

Assinto e ela bufa, correndo até a porta que dava para o galpão onde Rick Grimes e o Governador conversavam. Ficando apenas nós três e os outros dois bobões que haviam acabado de chegar, eu pensava no quão inútil aquilo tudo parecia.

O Governador não era o tipo de cara que fazia acordos. Isso estava mais para um aviso: ele queria avisar quem era ele. O que ele podia fazer; o que iria fazer. Era claro. Mas Rick Grimes também não era burro - tinha os motivos dele para aceitar estarmos ali.

Ele queria sondar o terreno.

Sondar o Governador.

- Eu acho que devíamos entrar lá - Daryl quebra o silêncio repentino.

- Não - um dos capangas (o mais bunda mole do mundo) nega. Milton parou de escrever no bloco de notas que usava desde que tinha saído do carro, encarando Daryl em seguida. - O Governador acha melhor se ele e Rick conversarem sozinhos.

O Dixon ergue uma das sobrancelhas ao analisar o homem da cabeça aos pés.

- E quem é você?

- Milton. Milton Mamet - se apresenta, formal.

- Que ótimo, ele trouxe o mordomo - resmunga.

Solto uma risada sincera.

Esse era o termo perfeito para descrever Milton.

- Sou o conselheiro dele.

- Isso não ajudou, se foi sua tentativa de defesa - provoco, sorrindo de lado ao ver o homem revirar os olhos. - E creio que esteja fazendo seu papel muito mal, se estamos nessa posição. Não acha, conselheiro?

- Não tenho que dar satisfação aos capangas - rebate, soando desgostoso. Rio da hipocrisia.

Milton Mamet querendo tirar onda com a minha cara.

- Olha, se vamos ficar apontando armas uns para os outros o dia todo - o outro mordomo diz, tentando soar despreocupado. - Você podia calar a boca, né, garotinho? - deu um passo em minha direção.

₀₁ 𝐂𝐇𝐀𝐎𝐒. ! ༉ 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗮𝗹𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗲𝗮𝗱 ⎷Onde histórias criam vida. Descubra agora