❛ ( 027. adrenalina ) ❜
' MELISSA DURAND'S POV '
A ADRENALINA É ENGRAÇADA. QUANDO ELA ESTÁ ATIVA, você faz coisas das quais nem imaginava ter forças para fazer.
- Você está bem? - Jackson chacoalhava a irmã pelos ombros.
- O sangue não é meu, Jackson, pare de me balançar - a garota se desvencilhou do toque do mais velho, irritada. Sua expressão mudou de repente quando ela teve que se virar depressa, vomitando aos pés de Pandora. - Me desculpa - pediu, limpando a boca com as costas das mãos. - Que nojo - enjoada, Marjorie fechou os olhos.
Ela não parecia estar se referindo ao próprio vômito - por mais nojento que fosse.
- Tudo bem - assegurou Dora, tentando sorrir. - Precisamos ir.
Desvio meu olhar até onde mais tiros ecovam.
Dessa vez, eram os nossos tiros - nosso grupo estava espalhado por entre a grama, tentando matar os errantes que os atacavam, sedentos por um pedaço de carne fresca. De longe, podíamos ver Glenn em seu carro, ajudando Hershel e Michonne a correr.
Saímos em desparada.
Precisávamos mata-los, antes que entrassem na prisão.
Atiramos sem parar. Eles eram muitos, mas eram lentos. Conforme andávamos, os sons grutais iam se cessando. Perdi quase todos os meus amigos de vista, focando apenas em matar os errantes. Foi quando eu pisei em um buraco, escondido pela a grama.
Cai em um baque surdo.
Minha arma rolou para longe.
O zumbi á minha frente se aproveitou do momento para tentar a sorte. Sobre o meu corpo jogado no chão, ele tentava abocanhar o meu braço. Com um deles, eu afastava a boca cheia de dentes podres para longe. Com a outra, eu tateava o chão, procurando por qualquer coisa que pudesse me ajudar.
Qualquer coisa.
Bingo.
Agarro com força a pedra média ao meu lado. Ela era pesada, mas minha raiva era mais. Movo o objeto até ele estar em contato com a cabeça do morto-vivo, acertando uma vez.
Duas vezes.
Três vezes.
Perdi as contas de quantas vezes meu braço teve que erguer aquela pedra pesada. Só sei que quando o crânio esmagado dele deixou o sangue podre escorrer por meu rosto, o joguei para longe. Permaneci deitada no chão, tentando normalizar a respiração e as batidas agéis do meu coração.
- Acho que vou vomitar também - resmungo.
(+)
' PANDORA PELETIER'S POV '
- NÃO VAMOS EMBORA - RICK DETERMINOU.
Já do lado de dentro da prisão, tentávamos raciocinar tudo que havia acabado de acontecer. Enquanto andávam agitados pelos pátios, procurando por mais armas e discutindo sobre o que fazer, do lado de fora os errantes aumentavam cada vez mais.
O som dos tiros haviam atraído mais deles.
Estavam por toda a parte.
- Beba - Beth estendeu um copo de aguá para Marjorie, que sorriu grata. Ela não falava nada desde que voltamos para dentro e seu olhar vazio me deixava preocupada. - Ajudará com o estômago de vocês - entregou outro recipiente com o mesmo liquído transparente, dessa vez, para Melissa.
A Durand estava de pé, limpando o rosto sujo com um pano seco.
- Molhe isso, Melissa, vai acabar machucando - digo, pegando o pano úmido que estava usando para limpar o rosto de Marjorie, coberto pelo o sangue de Axel. - Não seja teimosa.
- Não podemos ficar aqui - Hershel insistia.
- E se houver outro atirador? - Maggie completou.
- Não vamos fugir - Glenn frizou, nervoso.
- É, é melhor ficarmos aqui e vivermos como ratos - Merle rebateu. Pois é, Merle estava de volta. Ele e Daryl apareceram durante o ataque e até que o escroto ajudou um pouco. Mas agora ele estava preso em uma das celas trancadas, porque não confiávamos nada nele. Só que a cela não era o sufiente para calar a boca grande de Merle Dixon. - Devíamos ter saído daqui horas atrás. Á essa altura, ele já deve ter colocado os capangas dele para nos vigiar e a cada estrada dessa região.
- Não temos medo daquele canalha - Daryl responde com desdém.
- Pois deviam ter - o Dixon mais velho volta a falar. Na verdade, ele nunca parava de falar. - O caminhão derrubando a cerca foi só ele tocando a campainha, irmão. Podemos ter muros grossos para nos esconder, mas ele tem armas e mais pessoas. A vantagem é dele, já era.
- Será que ele não tem botão de desligar? - Jack encarou Rick, sem paciência alguma. Ele mirava Merle desde que havía entrado aqui e tenho certeza que se pudesse, arrancava a língua do Dixon com seu machado.
Glenn não estava diferente.
- Levem ele para outro lugar - pediu Maggie.
- Não - Daryl desceu as escadas em que estava sentado. - Ele tem razão.
- A culpa é sua! - a Greene mais velha gritou, avançando irritada até Merle, do outro lado dos ferros que o prendiam. - Seu babaca sem noção! E eu ainda tenho que ficar olhando pra essa sua cara de...
- Ei - Glenn puxou a namorada pelo o braço, de maneira delicada.
A mulher respirou fundo.
- E vamos fazer o que? - Hershel voltou a questionar, a voz grosseira em direção á Rick.
O Grimes, por sua vez, permaneceu calado, virou as costas e se preparou para sumir. De novo. Jackson saiu de forma abrupta de perto da irmã, os passos firmes atrás do homem silencioso. Guardei o pano sujo em um canto qualquer, sentando-me ao lado de Marjorie, que já estava atenta á postura do Hill.
- Chega dessa merda, você não vai fugir de novo - Jackson exclamou, fazendo todos se calarem. Rick Grimes parou, ainda de costas para o garoto. - Já disse e repito: não é só você que tem uma família, Rick. Essas garotas aqui são a minha e aqueles ali - apontou para Maggie e Beth Greene, uma de cada lado de Glenn. - São a do Hershel. Aqueles ali - dessa vez, ele gesticulou para frente, onde Carl balançava Judith nos braços - são os seus. Coloque a cabeça no lugar, Xerife.
O Grimes assentiu devagar, sumindo corredor adentro.
- Nossa - Melissa quebrou o silêncio. - Você é abusado, né?
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₀₁ 𝐂𝐇𝐀𝐎𝐒. ! ༉ 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗮𝗹𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗲𝗮𝗱 ⎷
Fanfiction𓈒 ࣪ ࣭ 🖇 . ˙ ˙ ⋆ ࣪ 𝐂𝐀𝐎𝐒 ˒˒ ↳ the walking dead fanfiction. Marjorie Hill viu com seus próprios olhos o mundo que conhecia se tornando um inferno, quando os mortos resolveram voltar a andar pela a terra - sedentos...
