❛ ( 036. fechado ) ❜
' JACKSON HILL'S POV '
- VOCÊ NÃO PRECISA FICAR - GLENN DIZ, ME ENCARANDO no corredor silencioso. Esperávamos pelo o Governador; sabíamos que ele já estava a caminho e que a única entrada seria pelos porões. O silêncio enquanto aguardávamos pelo o ataque era quase ensurdecedor.
- Eu não vou embora - afirmo. - O que? - brinco, vendo o rapaz parecer agitado. - Está preocupado comigo, japa? - ele revira os olhos, uma careta engraçada se formando em seu rosto.
- Coreano - corrige o que eu já sabia. Só estava tentando irritá-lo ou distraí-lo: os dois davam no mesmo. - Claro que estou preocupado, você é bem desmiolado - ele rebate a provocação, me fazendo rir. - E é meu amigo também.
Eu não tinha uma amigo fazia muito tempo.
Não depois de perder Paul e ter que conviver com a sua ausência gritante em minha vida - eu sempre iria sentir falta de Paul Durand. Ele foi o meu melhor amigo desde que me entendo por gente e conviver com o fato dele simplesmente estar morto, era torturante.
Mesmo depois de ter passado tanto tempo.
Ouvir Glenn Rhee me chamar de amigo foi música para meus ouvidos calejados - e pro coração. Eu nunca admitiria isso em voz alta, soaria clichê e muito brega. Deixava a parte sentimental para as garotas liderem; eram melhores nisso do que eu.
- Estou cansado de tentar convencer todo mundo de que vai ficar tudo bem - admito. - Principalmente à mim mesmo. Nem eu sei se acredito mesmo nisso.
Glenn assente.
- Eu sei. Eu também não.
Nossa atenção é voltada aos sons de passos que ecoaram pelas paredes de repente. A figura de Rick Grimes surge entre uma das passagens, acenando para que voltássemos para trás. Ele ergue uma bomba de gás para cima, mostrando qual seria seu próximo ato.
O homem joga o objeto no chão ao mesmo tempo que vemos o primeiro grupo desconhecido virar a entrada. Os sons de gritos e tiros cortam o ar, miro sem rumo, atirando na silhueta que mirava em nós primeiro. Corremos juntos até a saída que dava para o lado de fora, sendo seguidos pelos sons altos e vozes desconexas.
Não vi ninguém que eu pude reconhecer.
Aparentemente, o covarde só tinha mandado os moradores mais inexperientes para botarem a cara à tapa. Infelizmente, não podíamos fazer nada a não ser atirar em todos - pela nossa própria defesa.
Já do lado de fora, a luta para conseguir desviar das balas que voavam pelos ares era a maior de todas. De longe, vejo Carol Peletier em uma luta corporal com um homem do dobro de seu tamanho. Ao mesmo tempo, Maggie gritava para que eu corresse até a torre, onde conseguiria me manter longe de todos os tiros.
Olho para Maggie e depois para Carol.
Corro até a Peletier, que tinha a mão com a pistola presa contra uma parede. Não penso duas vezes antes de acertar o homem com a parte inferior da arma em sua nuca. Ele solta a mulher, voltando toda sua irá em minha direção.
- Não quero matar você - digo, vendo-o avançar mais uma vez até mim. Fui sincero; não queria ter que tirar a vida de ninguém naquele instante, muito menos de pessoas que só estavam ali por obrigação ou por acreditar que o Governador era uma pessoa boa de fato.
- Que pena - ele da de ombros. - Porque eu quero matar você.
- Já que é assim, então beleza - aceno para que Carol corra até a torre. Ela recua por breves segundos antes de finalmente se direcionar para longe, atirando para os lados e desviando das balas perdidas.
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₀₁ 𝐂𝐇𝐀𝐎𝐒. ! ༉ 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗮𝗹𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗲𝗮𝗱 ⎷
Fanfiction𓈒 ࣪ ࣭ 🖇 . ˙ ˙ ⋆ ࣪ 𝐂𝐀𝐎𝐒 ˒˒ ↳ the walking dead fanfiction. Marjorie Hill viu com seus próprios olhos o mundo que conhecia se tornando um inferno, quando os mortos resolveram voltar a andar pela a terra - sedentos...
