043.

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( 043. sangue )

' PANDORA PELETIER'S POV '



EU GOSTARIA DE TER A CAPACIDADE DE CONTROLE. Controlar tudo ao meu redor, para que saia exatamente da forma como deve. Da forma como deveria ser, mas ninguém nunca se importa o suficiente para fazer ser.

Olivia me preocupava.

E ela mentia.

Passei o dia todo martelando na minha mente o quão estranha ela estava. Gripe? Um caralho. Havia algo acontecendo com ela e, infelizmente, eu sabia exatamente o que era. Não iria dizer nada, até que ela falasse e se abrisse da maneira que devia ser - e ah, como eu gostaria de controlar isso, nesse exato momento.

- Livie? - chamo, vendo a mais velha caminhar despreocupada pelo o pátio vazio, e quase escuro pela noite e a falta de iluminação. A Thompson sorri de longe, acenando ao caminhar até mim.

Sentada nos degraus da escada de ferro, eu me sentia sem sono. Sophia roncava, Melissa e Charlotte riam - se achando silenciosas -, Elisa andava por aí com Charlie, enquanto Marjorie estava sei lá onde. Eu não era do tipo que dormia cedo, principalmente quando algum grupo estava em ronda.

Sabia que Olivia também não dormia cedo - pelo o menos, não quando Matteo não estava.

- Hey, Dora - a garota sorri, sentado-se ao meu lado. - Está sem sono? - assinto, reparando mais uma vez em seu cachecol. Notando meu olhar baixo, ela sorri sem graça, forçando uma tosse rouca. - Também estou.

- Olive... - sussurro.

- Não - ela pede, deixando de me olhar.

- Ele...? - Olivia volta a levantar tão depressa que me assusto. De maneira áspera, ela gesticula com as mãos no ar, balançando a cabeça em negação. Me coloco de pé também, sem saber muito como prosseguir. - Olivia.

- Não fale nada - ela pede, a voz só não tão alta porque sabia que poderia acordar os outros. Seu semblante sempre angelical, parecia totalmente carregado agora. - Ele é um bom homem, um bom namorado - brada. Sinto um nó se formar em minha garganta, dando um passo para trás pela a rispidez da confirmação de minhas suspeitas. - Ele me ama! Porque é que vocês não entendem? Porque é que ficam no meu pé?

"Vocês?".

Quem mais sabia disso?

E ninguém fez nada ainda?

- Isso não é amor, Olivia - rebato a mulher, tentando me aproximar novamente. - Acredite em mim, Olivia, eu sei bem a diferença de "amor" e "posse" - é a minha vez de gesticular, exaltada.

- Ele me ama! - ela grita.

Seus olhos pingam em lágrimas salgadas e duras.

Olhando ao redor, ela se sente envergonhada pela a explosão, procurando saber se mais alguém havia visto. A Thompson seca o rosto com as mãos trêmulas e não consigo tirar meus olhos de seu corpo tão defensivo.

Fecho as mãos em punhos - me via em seu medo.

O som de passos e vozes agitadas então quebraram o silêncio. Sasha e Tyreese passam entre Olivia e eu, a garota fingindo normalidade ao forçar um sorriso. Continuo parada, encarando a encenação de Olivia Thompson, que franze o cenho ao ver Matteo Avery se aproximar com arrogância.

- O que houve, meu amor? - ela tenta tocar o rosto machucado do homem, que faz uma careta irritada ao afastar a mão delicada de Olivia com força.

- Pergunte ao seu amigo - só então eu me toco que ele realmente estava muito, muito machucado. Desvio finalmente minha atenção para o lábio sangrento de Avery.

₀₁ 𝐂𝐇𝐀𝐎𝐒. ! ༉ 𝘁𝗵𝗲 𝘄𝗮𝗹𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗱𝗲𝗮𝗱 ⎷Onde histórias criam vida. Descubra agora