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"Há algo em você que me faz querer enfrentar os demônios mais sombrios, apenas para estar ao seu lado."

H e i t o r

Maria Luísa: Heitor..- eu ouvi a voz dela baixinho no meu ouvido de novo e segurei seu braço fazendo ela deitar em cima de mim.- acorda coisa linda.- ela beijou a curva do meu pescoço me fazendo sorrir ainda de olhos fechados.
Se não fosse a razão, com certeza eu não ia sair dali..

Heitor: Vou ficar só pra tu continuar me chamando de lindo assim.- eu impliquei e ela beliscou minha costela me fazendo abrir o olho sem nenhuma vontade.- você é muito bruta, da pra brincar não.- eu fiz cara de dor mais na real não tinha machucado. Era só pra ver aquela carinho de remorço que ela fazia

Maria Luísa: Vou chamar de Lindo não, vou chamar de troço e encontrar um apelido bem bonito pra você, fica me chamando de feia, de branquela, bonitinha, você só acaba comigo.- falou fazendo aquele drama e eu abracei ela pela cintura grudando seu corpo no meu

Heitor: Bom dia pra tu também.- eu beijei a boca dela olhando no seu olho e ela finalmente parou de falar olhando pra mim.- Tu sabe que eu chamo pra te irritar, e branquela na real virou carinho contigo, fica puta não..- Eu beijei o pescoço dela que tentou continuar na pose mais logo riu

No fundo ela sabia que eu não chamava ela de branquela mais só pra implicar, no começo até era, mas agora era quase um apelido carinhoso se pode dizer assim. Não conseguia olhar pra ela e pensar em outra coisa, é como eu via ela pra mim. Tudo bem que até o nome daquela coisa era lindo, mais era chato chamar de Maria Luísa que nem todo mundo. Malu, Branquela era algo meu e dela. E eu me amarrava na cara que ela fazia quando eu chama assim, era quase automático, eu quase não chamava mais ela pelo nome.

A gente se implicou mais um pouco e o dia já estava amanhecendo. Meu corpo tava todo dolorido, precisava dormir por no mínimo mais umas três horinhas antes de ir resolver as coisas que eu tinha pra resolver.

Ela me arrumou uma escova de dente e eu entrei pro banheiro. Quando eu saí ela já tinha trocado de roupa também.
Não tinha muito o que fazer, eu não ia sair pela janela, só tava mesmo torcendo pra não encontrar ninguém ali.

Tava maior silêncio, a casa ainda meio escura.
Ela tava andando na minha frente mais quando eu vi que não tinha provavelmente ninguém ali eu puxei ela fazendo seu corpo esbarrar no meu e continuei andando abraçado por trás dela com o braço na sua barriga enquanto cheirava o perfume do cabelo dela.

Me afastei um pouco pegando o capacete que tava no mesmo lugar onde eu tinha deixado e puxei ela pra mim de novo dando um beijo agora no pescoço.

Ela virou de frente, se encaixando na minha frente e colocou a mão no meu pescoço fazendo um carinho ali. Eu me aproximei dela me abaixando um pouco e segurei no seu queixo encarando sua boca. Pedi passagem e devagar minha língua percorreu toda língua dela enquanto eu apertava devagar sua nuca.
Eu não cansaria nunca de beijar aquela boca e sentir aquele toque dela em mim..

A gente já tava se afastando, trocando alguns beijos quando eu ouvi aquele barulho quase de tosse me fazendo travar completamente.
Ela se afastou rápido virando primeiro que eu e vi ela respirar aliviada quando ouviu a voz do Henrique, nem acreditei quando virei e vi que era ele, meu coração quase saiu pela boca, achei que tinha congelado ali.

Henrique: Abusado você né, que merda..- ele falou cruzando o braço e olhou pra mim.- Primeira vez que veio já se enfiou pra dormir escondido aqui, meu Deus..- eu ouvi a risada fraca dela me fazendo passar a mao no rosto

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora