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"Em meio a todo esse caos interno, meu amor por você é a única coisa que resiste, a única que me dá paz

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"Em meio a todo esse caos interno, meu amor por você é a única coisa que resiste, a única que me dá paz. É como se fosse a última parte de mim que ainda faz sentido, a única certeza em meio a tudo que desmorona."

H e i t o r

O Henrique já tinha me mandado mensagem, eu só estava esperando o telefone tocar.
Acabei me distraindo resolvendo algumas coisas com o Ronan e não vi as primeiras ligações.
Minha mente tava em outro lugar, eu sabia a complexidade da situação.
Ainda que eu quisesse, não ia conseguir fazer nada enquanto não resolvesse isso com ela. Deixei os moleques lá resolvendo o negócio do hacker que tinha dado ruim e fui pra barra.

Pra falar a verdade eu não queria ir pra lá. Desde daquela gravação tava me sentindo esquisito toda vez que pensava ir pra li. Tava tentando achar outra casa, mas também era um coisa que não se resolvia do dia pra noite. Não tinha outro lugar pra ir, e parando pra pensar lá era o único lugar que a gente conseguiria ficar sozinho pra fazer e falar qualquer coisa.

Fiz literalmente 10 minutos na moto e assim que fui chegando perto vi ela sentada na calçada do lado de fora. Ela estava com a cabeça abaixada no meio do joelho e eu engoli a saliva assim que parei a moto vendo ela levantar a cabeça devagar pra mim. Preferia que não tivesse me olhado. Aquela não era uma imagem dela que eu queria ter. Mesmo sabendo o porque de ter feito tudo aquilo me senti mal quando vi o estado que ela tava. O rosto tava muito vermelho, inchado, e o olhar dela não era o mesmo. Independente da razão, eu nunca queria ter visto ela assim.

Senti o momento exato que o nó se formou na minha garganta impedindo a saliva de quase descer. Eu me aproximei vendo ela levantar do chão e ela desviou o olhar sem conseguir olhar pra mim.

Heitor: Porque você não entrou ?.- eu tentei brincar chutando fraco a perna dela e ela quase deu um pulo pra trás me olhando seria enquanto secava o rosto.

Maria Luísa: Não sei a senha da porta..- ela falou baixo e veio andando atrás de mim

Heitor: Eu achei que você soubesse, podia ter falado também..- eu umedeci a boca e dei espaço pra ela entrar primeiro.

Tava com uma mochila que parecia bem pesada, e ela já foi colocando em cima de uma cadeira que tinha ali e passou a mão no ombro fazendo cara de dor.

Heitor: Vamo lá em cima..- eu olhei pra ela vendo finalmente seus olhos fitarem os meus e tentei pegar na mão dela, mas ela logo tirou

Maria Luísa: A gente pode falar aqui..- ela deu um passo pra trás e virou indo até o sofá me fazendo soltar a respiração pesada

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora