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M a r i a  L u í s a

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M a r i a L u í s a

Terminei de preencher alguns documentos e assinar outros contratos, imprimi tudo colocando um uma pasta e desliguei o computador, me espreguiçando na cadeira.

O dia tinha sido intenso. Acho que poderia dizer que finalmente eu estava me familiarizando com aquele ambiente. Todos foram super queridos e  receptivos desde o meu primeiro dia, mas agora acho que finalmente estava conquistando me lugarzinho, fazendo a diferença no dia a dia de trabalho e resolvendo meus problemas sozinha.

Acabei passando um pouco da hora porque queria finalizar tudo que precisava fazer antes de ir embora sem deixar uma tonelada de coisas acumuladas para o dia seguinte, com isso acabei viajando completamente na hora.

Nesses momentos um carro tava me fazendo uma falta. Estava trabalhando longe, voltar de Uber ou condução todo dia para Itaoca estava sendo bem cansativo. Na verdade o que estava sendo mais cansativo nisso tudo era a distância.

Sai do banco e o tempo estava completamente fechado, a rua pouco movimentada apenas um bar aberto e dois garotos no ponto do moto táxi. Normalmente ali era bem agitado, e como eu sempre estava com alguém nunca via problema, mas naquele momento, ali sozinha fiquei um pouco insegura. Eu sabia que se fosse qualquer outra pessoa não se sentiria assim, mas ficar sozinha em alguns momentos se tornava um gatilho pra mim. Eu tentava o máximo possível não lembrar daquela noite. Mas as vezes as lembranças voltavam como uma avalanche, eu não conseguia conter elas.

F L A S H B A CK

Mariá Luísa: Matheus não tem graça, abre a porta..- eu bati de novo ouvindo alguns sussurros do outro lado.- MATHEUS ABREEEE.- eu soquei mais forte sentindo meu coração acelerar

Lincon: O Matheus não tá aqui..- eu ouvi a voz dele do outro lado me fazendo respirar aliviada por alguns segundos e ouvi a chave na porta fazendo aquela tensão diminuir. Meu corpo estava suando, tremendo inteiro. Ele sabia que eu tinha fobia de lugares fechados, e eu achei a brincadeira de péssimo gosto. Se fosse qualquer outra pessoa eu entenderia, mas ele era meu namorado, não fazia nem sentido pra mim.

Mariá Luísa: Cadê o Matheus ?.- eu olhei no olho dele que estava vermelho igual uma bola de fogo e o cheiro de álcool no seu corpo estava insuportável.- Lincoln me deixa passar.- Tentei sair mais ele me embarreirou ficando na minha frente e fechou a porta atrás de si me fazendo dar um passo pra trás.- Que isso, me deixa sair.- senti meu olho encher d'água com a forma que ele me olhou e eu só conseguia pensar cadê o Matheus. Ele estava aqui a meio segundo atrás

Lincon: Seria até pecado deixar você sair assim daqui..- ele se aproximou de mim colocando a mão na minha nuca e eu na mesma hora tentei empurrar, mas ele segurou no meu pulso apertando ali me deixando paralisada

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora