Como é bom quando vocês estão aqui comigo, me ajudando, comentando, e participando compartilhando tudo o que estão achando da história. Isso me ajuda e me motiva de um jeito surreal. Obrigada gente de todo meu coração! Não seria a mesma coisa sem vocês.
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"queria tanto você que não conseguia pensar em mais nada."
H e i t o r
Ele foi andando na frente, a casa estava silenciosa, poucas luzes acesas e ele entrou numa porta que eu nem sabia que tinha ali, também não era de ficar reparando. Poucas vezes parei na sala, normalmente ia do quarto da Malu pra cozinha e olhe lá. O lugar era uma espécie de escritório. Alguns objetos peculiares, muitas fotos dele com a família espalhada por ali, alguns certificados, não sei explicar, mas era a cara do coronel aquele lugar.
Heitor: Foi mal aparecer aqui sem avisar..- eu falei sentindo alguns músculos contraírem totalmente desconfortável e ele apontou pra cadeira me observando sentar. Ele parecia saber que eu ficava sem graça perto dele, e parecia gostar disso. Eu sustentava na postura, mas tinha se tornado complicado, ele não era mais a pessoa que por anos foi pra mim.
Zé: Eu sei que você não apareceria aqui assim se não tivesse algum motivo.- ele falou sério olhando no meu olho e eu engoli a saliva sentindo o estômago revirar de novo. Era até difícil explicar uma merda daquela.- Não enrola, tá na tua cara que deu alguma merda..- eu engoli a saliva respirando fundo.- Fez alguma coisa ?.- ele arqueou a sobrancelha e eu olhei estranho logo negando com a cabeça
Heitor: Tá maluco, não!
Zé: Eu sei que você tem amor a sua vida.- ele deu um meio sorriso debochado e eu neguei. Não cansava de tentar me colocar terror o coroa. O sonho dele eu dar um vacilo com a branquela.
Heitor: Tive uma informação a alguns meses atrás sobre uma pessoa próxima ao Assunção..- Eu falei aquele nome e no mesmo instante a postura dele mudou, junto com o semblante e a cor da sua pele que ficou ainda mais branca. Ele levantou da cadeira, andou em volta, e pareceu meio atordoado.
Zé: Porque tu não me falou ?
Heitor: Ainda não tinha conseguido nada. Deu ruim em todas as vezes que eu pensei em chegar nele. Parecia que o moleque sabia que tinha gente atrás..- eu umedeci a boca lembrando da cara do filho da puta implorando pra não morrer e caralho, que sensação horrível. Meu coração acelerou de novo.- Peguei ele hoje..- ele voltou a me encarar travando o maxilar.- Ele é afilhado do Assunção, e tá fazendo uns favores pra ele por aqui. Tenho pra mim que foi ele que entrou no banco pra pegar a pulseira da Malu..- ele continuou me encarando. Eu sabia que o Henrique já tinha passado pra ele essa história.- Eu vim aqui porque não dá mais pra dar espaço pra eles.. Não pode existir a possibilidade dessa gente colocar a mão nela..- eu senti minha voz quase falhar