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"Havia fome naqueles olhos, cintilavam nas preces da alma, implorando pra ser preenchido por algo indecifrável, muitas vezes era isso que tornava as coisas incompreendidas, o anseio sem saber como saciar."
M a r i a L u í s a
Maria Luísa: Mas tranquila agora ?.- eu virei o aparelho pra ela.- Eu juro que tô me sentindo bem, o pior já passou.- umedeci meus lábios ainda sentindo uma sensação estranha
Alina: Deixa a gente te levar no hospital, todo mundo vai ficar mais tranquilo..- ela falou também e eu neguei. Eu entedendia a preocupação de todo mundo mas eu não queria ir pra lugar nenhum, na verdade eu só queria fechar os olhos e fingir que nada daquilo aconteceu.
Perder a minha própria consciência foi horrível, uma sensação que eu nunca conseguiria descrever. Me deu gatilho, naquele mesmo momento que eu vi que não estava conseguindo pensar eu me lembrei do dia que eu o e Henrique fomos sequestrados da última vez. Foi aquela mesma sensação depois deles colocarem um pano na minha boca. Eu fazia força pra ficar acordada mais não conseguia ver mais nada, nem ter ciência do que poderia estar acontecendo e isso também me levou para aquela noite na faculdade. Foi como se aquela mesma avalanche me encontrasse de novo.
Por alguns minutos eu achei que fosse acontecer tudo de novo, e eu fiquei apavorada com a possibilidade disso acontecer. Eu ainda não conseguia lembrar o que tinha acontecido antes, como o conrado entrou ali. Foi como se eu tivesse esquecido como eu cheguei ao ponto dele virar aquela água na minha boca. Eu olhei no olho dele, ele disse que ia me tirar dali e ia me ajudar, eu lembro de ter pedido pra chamar o Heitor. Eu fiquei com medo, mas ele disse que ele mesmo ia me tirar enquanto virava o líquido da garrafa e eu acreditei.
Agora eu consigo entender que na verdade tinha sido ele. O banheiro estava trancado e não tinha mas ninguém lá com a gente. Eu só não conseguia entender o porque daquilo tudo.. Eu sempre tratei ele bem, desde o primeiro dia que agente se conheceu. Depois eu passei a encontrar ele em outros lugares. Era como se ele soubesse quando eu ia estar no supermercado e aparecesse lá. Eu nunca tinha me ligado ou maldado isso. Ele era Lindo, parecia um cara incrível.. Agora tudo fazia sentido. E eu estava me sentindo a pior pessoa do mundo por não ter percebido. Mas ainda, por ter deixado ele chegar tão perto de mim e da minha família. Era como se algo tivesse me corroendo por dentro. Era uma culpa misturada com vergonha que eu não conseguia explicar.
Maria Luísa: Amanhã é o meu aniversário, eu só não quero passar o dia dentro de um hospital ou dentro de uma delegacia.. A gente sabe como funciona os protocolos Alina, eles vão perguntar e eu vou ter que dizer tudo que aconteceu, não quero ter que passar por isso..- eu falei baixo e finalmente consegui direcionar o os olhos pro Heitor.