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"Talvez o nosso ponto de encontro seja aqui

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"Talvez o nosso ponto de encontro seja aqui. No ordinário dos dias. No calor excessivo das palavras. Na falta de saber o que fazer com elas. Nos cenários fabricados. Nas paranoias criadas. Nas preocupações manifestadas. Nas perguntas sem respostas. Nas vozes que ecoam por dentro. No falatório provocado. No eco preservado. Na vácuo entre um corpo e o outro. Na concordância não verbal de um tempo febril, que hora aquece e hora me causa calafrios."

H e i t o r

Não era possível que um negócio daquele estava acontecendo de novo num espaço tão curto de tempo. E de novo, justo ela, estava ali, numa situação que não podia ser pior.
Em outra circunstância talvez eu não tivesse ficado tão desorientado, mas ela estava ali, e isso mudava tudo.

Eu sabia que quando ir atrás do Bernardo depois das ameaças pra Alina eles iam vir atrás também, já tava ciente disso, mas confesso que não imaginei que ia ser tão rápido.

Eu precisava pensar rápido, mas não conseguia. Eu tentava colocar a cabeça pra pensar, qualquer coisa, qualquer solução, e não conseguia sabendo que ela estava ali comigo, e isso mudava tudo!

De novo ela caiu de gaita numa arapuca daquela e eu me senti bem estranho por isso. Talvez por tudo que envolvia, por ela ser filha de quem era, eu não sei. Mais aquilo piorou e muito a situação.
Ela estava pálida, a boca esbranquiçada. Não movia um músculo se quer enquanto eu olhava pra frente, desejando que aquela não fosse minha hora, e que principalmente ninguém tocasse num fio de cabelo da Malu.
Ela não tinha nada haver com tudo aquilo.

Heitor: Malu, escuta..- eu chamei mais ela continuou olhando pra frente.- Eu preciso que você.- eu ia continuar mais ela gritou agora olhando pra mim

Maria Luísa: Escuta o que Heitor, que merda!.- ela socou o carro e eu engoli a saliva seca, vendo os carros quase colando na gente. Ver o quanto ela estava apavorada só me deixou ainda pior- Não é possível, no que você tá metido pra ter gente assim atrás de você ?.- ela falou com a voz embargada e encostou no banco de novo respirando fundo. Ela ficou quieta por alguns segundos e respirava pausadamente.
Ela tava do mesmo jeito da outra vez que passou mal. Merda, que merda!- soquei o volante

Heitor: Me xinga, me bate, grita, faz o que tu quiser porque você tá completamente na razão, você não tinha que estar aqui e eles estão atrás apenas de mim. Só por favor.- eu engoli a saliva desejando com todas as minhas forças que ela me escutasse.- Mas depois, agora eu preciso que você pegue meu celular e ligue pro Gabriel. Agora Malu.- eu falei sério, sem desviar os olhos da estrada e ela talvez tenha entendido o quanto aquilo era sério pegando o celular e eu falei a senha

Maria Luísa: Tem um monte de Gabriel aqui Heitor..- ela falou com a mão trêmula .- Eles tão chegando perto..- a voz dela tava seca, de um jeito que eu nunca vida

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora