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M a r i a L u í s a
Nina: Quem vê essa neném, nem imagina quantos cabelos brancos ela me dá..- ela sorriu quando eu apareci na porta do quarto deles e eu fiz aquela careta de sempre vendo os dois rirem.
Maria Luísa: A Alina ainda tá aqui ?.- perguntei porque ela não tinha visto minhas últimas mensagens. Eles me deixaram em casa depois de me encontrarem na portaria e eu vi que o clima entre ela e o Henrique não tinha ficado nada bom. Eu não tive tempo de falar nada com ela, e com o Henrique eu nem queria mesmo. Não achei legal o que ele fez, eu sabia que tinha sido de propósito pra atingir o Heitor. Eu não fazia ideia dessa história de chá revelação, a Alina falou que queria conversar comigo mas a gente ainda não tinha tido tempo, e ele sabia bem disso. Então não tinha explicação ele falar aquilo pra mim. Eu entrei por uma porta, tomei um banho rápido e sai pelo outra, precisava correr pro banco pra uma reunião e não ia conseguir parar aquela hora pra resolver o problema dos dois. Mesmo assim, eu passei o dia inteiro com aquilo na cabeça. Preocupada e com o coração apertado. Imaginava que as coisas pudessem ser difíceis, mas estava sendo mais do que eu pensava. Ninguém sabia como lidar com aquilo. Todo mundo com suas próprias verdades e o resto que se exploda. Eu infelizmente nunca fui assim. Talvez seja um problema, mas eu não consigo fazer algo que eu sei que vai machucar o outro propositalmente. Já o Henrique, quando quer sabe fazer isso muito bem, e a Alina tinha um grande desafio pela frente. Eu só não sabia se ela ia ter paciência caso ele continuasse a fazer isso.
Eu pensei nele, o tempo todo, muito mais do que eu gostaria. Perdi as contas de quantas vezes entre uma pausa e outra eu abri o whatsapp e fiquei encarando nossas últimas mensagens, enquanto digitava e apagava algumas vezes. Vi a forma que ele saiu, ele tentou fingir que aquilo não tinha o afetado, mas ai eu lembrei da conversa que a gente teve. Do que ele falou sobre toda essa situação, e isso me deixava ainda pior. O Henrique pegou justo no ponto que ele estava se martirizando e mesmo não sendo comigo, eu senti, senti muito. Fiquei pensando um milhão de coisas, mas não consegui mandar mensagem. Talvez ele pensasse que eu estivesse me intrometendo, ou pior, talvez ele achasse que eu estava querendo cruzar a linha que eu sabia que ele insistia em manter. E eu também sabia que não era por mal.
Digamos que essa linha era para o bem de todos.
Nina: Ela tinha ido em casa, mas já chegou a um tempo. Tá trancada com o Henrique. Acho que aconteceu alguma coisa, ela não parecia muito bem..- minha mãe falou me tirando do transe e eu concordei sentando na poltrona que tinha ali.
Meu Pai me olhou com um olhar quase mortal, eu imaginei que ele quisesse falar algo. Exatamente por isso eu estava ali. Não ia mais ficar fugindo e quis eu mesmo ir até ele. Talvez eu me arrependesse disso, mas eu não queria ser a pessoa que ia piorar tudo.