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"Deitamos na rede e, ao sentir seu corpo colado em mim, percebi o quanto eu preciso de você na minha vida e o quanto eu faria tudo por você."
H e i t o r
Heitor: Toma, pega aqui..- eu estendi o copo de café pra ela que pegou da minha mão e sorriu de canto enquanto o outro lá segurava as bolas enchendo numa máquina tendo a ajuda dela.
Maldita hora que aquele celular tocou. Tive que inventar uma desculpa e sair no meio daquela situação em que a gente estava porque simplesmente não tinha como continuar nada depois daquilo, por mais que eu quisesse, minha mente foi pra outro lugar.
Quando eu voltei o bonitinho já tava lá de novo. Ela tava feliz, arrumando tudo com todo carinho do mundo, e nem passava na minha cabeça falar pra ela o que tinha acontecido. Não pra ela! Não queria nem que ela se quer percebesse o quanto eu tava perturbado com aquilo.
Heitor: Vai ajeitar as paradas na mesa, deixa que eu termino isso.- eu falei pegando o saco de bolas da mão dela que me olhou desconfiada, com certeza duvidando da minha capacidade. Olhei feio pra ela é a chutei fraco por baixo da mesa, tirando minha moral na frente do moleque, tava maluca.
Maria Luísa: Desde quando tu sabe mexer com bola ?.- falou e eu revirei os olhos vendo ela se afastar arrumando umas paradas na mesa. Pelo menos eu consegui ficar ali. Sei que não ia apagar o que tinha acontecido no dia anterior mais só de tá ali já tava bom demais pra mim. Não sabia o que tava acontecendo, e ficar longe dela nos próximos dias seria complicado..
Heitor: Desde quando tu ainda tava nas fraldas engraçadona.- eu fingi rir e dei o dedo do meio pra ela. A olhei de longe por alguns segundos dando um nó na bola cheia na minha mão e os olhos dela chegavam brilhar arrumando cada doce naquela mesa e arrumando os arranjos de flores. Dava pra ver que ela gostava daquilo, daquele mundo. Não fazia ideia se fazia parte dos planos dela um dia viver tudo isso, esse foi um assunto que nunca aconteceu, na verdade falar sobre um futuro que a gente não sabia se ia existir era um empasse que existia e talvez sempre fosse existir. Por alguns segundos eu pensei nisso, ela era exatamente a pessoa que talvez um dia eu sonhei ter do lado.
Maria Luísa: As vezes eu esqueço das tuas décadas, desculpa, mexer com bola é o mínimo pra tu saber.- ela mandou um beijo de volta pra mim toda debochadinha e eu engoli a saliva mostrando o dedo de novo
Lipe: Amizade maneirona a de vocês..- eu ouvi a risada do outro me fazendo olhar pra pra fuça dele que riu tossindo um pouco enquanto eu o encarava. Queria nem assunto, chegou se abrindo de mais.
Maria Luísa: Cuidado que as vezes ele morde Lipe.- ouvi a voz dela baixo fingindo sussurrar