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M a r i a  L u í s a

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M a r i a L u í s a

Olhei em volta na lancha e automaticamente meus olhos pararam nos dele. Ele não disse nada, só me chamou com a cabeça e com o olhar.
Eu puxei a toalha que eu tinha deixado ali no canto me enrolando na mesma e tirei o excesso de água do cabelo. O sol já tinha ido embora e eu estava batendo o queixo com frio.

Eu cheguei devagar nele, passando pelo Avelar e pela Alina, e pelo Henrique que segurava a Analu dormindo no colo. Eles me olharam atravessar e eu me encaixei no meio da perna dele, que tava sentado na parte mais alta.
Senti quando seus braços tocaram minha pele, e eu olhei pra ele por cima do ombro vendo ele levar a cerveja até a boca.

Heitor: Vai por uma roupa, tá gelada.. Ainda com esse rabo de fora aí ..- ele falou perto do meu ouvido e eu me abracei com meus próprios braços ficando de frente pra ele.- Tá de sacanagem né ?.- ele falou abrindo os braços e eu toda tonta olhei por cima do ombro pra trás. O Avelar tava bem atrás de mim e eu de biquíni com a bunda quase na cara do garoto. Fiquei toda sem graça, e o Heitor fechou a cara pra mim, como se eu tivesse feio algo propositalmente. Todo mundo no meio do mar, ele queria o que ?

Maria Luísa: Você não vai me falar o que você falou com meu pai ?.- ele continuou me encarando

Heitor: E tu vai continuar dando uma de maluca pra nego ficar babando em você ?.- ele falou olhando no meu olho. Confesso que deu um gostinho bom ver que de alguma forma ele se incomodou. Eu segurei a vontade de rir e passei a mão no queixo dele e depois em cima da tatuagem no seu rosto. Ele pegou no meu cabelo devagar e colocou pra trás do ombro continuando com a mão na minha nuca. Um simples toque e eu sentia aquele arrepio que ia do pé até o último fio de cabelo. Uma corrente elétrica que percorria devagarinho por todo corpo.
O tempo inteiro ele ficava perto, mas com um certo receio eu percebia de como agir ou não comigo no meio de todo mundo.
Eu o entendia bem, pra mim também era algo novo. Nunca tive uma pessoa com quem eu quisesse ficar assim, ainda mais perto da minha família sabendo que todo mundo veria e poderia pensar algo. A gente já tinha passado o dia assim, eu estava sentindo falta do toque daquele idiota. Ele segurou no meu rosto, olhou no meu olho, olhou devagar para os lados, e olhou pra mim de novo me fazendo rir.- Me dá um beijo ?.- ele falou com calma fazendo aquele cafuné gostoso no meu cabelo

Maria Luísa: Eu tava com saudade..- eu sussurrei baixinho sentindo o calor da sua respiração perto da minha enquanto sentia seus dedos nos meus cabelos

Heitor: Não sabia se você queria que eu ficasse mais perto ou não, todo mundo aqui...- ele segurou devagar na minha nuca apertando ali e me puxou mais pra perto encostando meu corpo no dele me fazendo encarar sua boca.

Era tão bom o jeito que ele me pegava.
Melhor ainda o jeito que meu corpo pequeno se encaixava no seu. Não dava vontade de sair dali..

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora