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H e i t o r
U M A S E M A N A D E P O I S
Ronan: Todo mundo vai achar no mínimo estranho você não ter ido se "despedir" dela.- ele fez aspas com a mão enquanto eu olhava de novo no relógio
Heitor: Pra todos os efeitos acabou, deixamos claro pra todo mundo que não íamos tentar nada por causa da distância.- ele me encarou levantando as mãos e eu olhei no relógio de novo.- Não tenho como pensar nisso agora, tá todo mundo muito mexido com isso, a última pessoa que eles vão dar falta, é de mim.
Ronan: Senta a bunda ai Heitor, ja to nervoso te vendo andar de um lado pro outro olhando toda hora pro relógio.
Heitor: Eulices pega a gente que horas aqui no aeroporto ?.- eu perguntei completamente perdido. Não lembrava de mais nada, só queria ver ela entrando por aquele estacionamento pra poder respirar aliviado.
Ronan: 20:15 a gente sai daqui.- ele falou e eu só balancei a cabeça sentindo o celular vibrar.- Que foi ?
Heitor: Ela tá aqui.- eu soltei a respiração pesada e fui em direção aonde estava estacionado o carro junto com o Ronan.
Eu passei uma semana dormindo e acordando pensando naquele dia. Planejando e calculando tudo. Pedindo pra que nada desse errado. Não dava pra explicar a sensação e o alívio que eu senti quando os olhos dela cruzaram com os meus e ela largou aquelas malas no chão correndo na minha direção.
Heitor: Que saudade..- eu dei um giro com ela no meu colo sentindo o cheiro do seu cabelo sem conseguir abrir os olhos pro alguns segundos. Só queria sentir que ela realmente tava ali, que não tinha desistido e que a correria daqueles dias longe pra preparar tudo tinham valido a pena.
Se a gente ficasse muito junto as pessoas poderiam achar estranho. Não sei, foi uma teoria. De qualquer forma achamos melhor cada um ficar no seu canto nesses dias. Mas eu não posso negar que tava maluco pra ver aquela branquela.
Maria Luísa: Eu tava com muita saudade de você..- ela falou baixo no meu ouvido me apertando mais e pelo tom da voz dela eu sabia o quando ela tava mexida. Mentir não era algo que ela fazia, nem eu estava feliz com aquilo. Mas era necessário.
Heitor: Calma, eu tô aqui.- eu abracei ela mais apertado vendo ela tentar controlar a respiração enquanto se afastava um pouco. Ela sorriu ao ver o Ronan e eu olhei pro rosto dela enquanto ela foi o abraçar. Sua boca tava pálida, o rosto um pouco também.- Tá passando mal ?.- perguntei pegando as malas dela e colocando dentro do carro
Ronan: Pelo amor de Deus em, vai dar ruim agora não.- ele riu abraçando ela apertado e ela retribuiu
Maria Luísa: muito nervoso..- ela sorriu sem jeito.- Só preciso disso.- ela pegou a mochila dela que eu estava segurando e foi abrindo procurando o sachê e assim que achou ela tomou o líquido do saquinho me fazendo respirar aliviado.