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H e i t o r

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H e i t o r

Heitor: Levanta não cara..- eu puxei ela pela cintura de novo fazendo seu corpo bater contra o meu e desci com os olhos devagar vendo o pedaço pequeno da calcinha de renda dela na bunda vermelha que tinha quase o desenho da minha mão.- Tá doendo ?.- eu ri fraco passando a mão ali em cima e ela negou

Maria Luísa: Deixa eu levantar..- ela falou meio manhosa e eu puxei ela ainda mais pra perto fechando o olho e sentindo o cheiro do perfume dela me invadir.

Heitor: Vai levantar pra que cara, tá bom aqui..- eu falei ajeitando o cabelo dela tirando do rosto e a abracei de novo prendendo ela ali. Eu sabia porque ela queria levantar.. uma hora dessa querendo meter marra pra cima de mim.

Ainda não entendeu que ela perdeu a postura comigo já tem um tempo..

Maria Luísa: Você falou que ia dormir sozinho..- ela falou meio que rindo e virou ficando de frente pra mim.- Tá me dando sono, amanhã eu tenho que levantar cedo pra pegar o bolo do chá.- fez uma careta engraçada e me deu um beijo tentando levantar de novo

Eu falava as paradas e me arrependia três segundos depois. Já tava virando quase que rotina.

Minha cabeça tava a milhão desde que o Gabriel ligou e disse que entraram no meu condomínio e tentaram arrombar lá em casa.
Ficar em paz como com tudo isso acontecendo ? Eu ia atrás de quem quer que fosse mas não ia ficar assim, não gosto nem de pensar se a Alina tá em casa com a Analu e um negócio desse acontece. A gente paga uma fortuna de condomínio pra isso..
Mesmo com tudo isso, quando eu tava com ela é como se por alguns segundos eu esquece completamente de tudo. Um sentimento, uma coisa dentro do peito que eu não sei explicar..

Eu olho para ela e é como se minha mente fosse pra outra dimensão olhando naqueles olhos.
A real é que eu realmente gostava de tá com ela. Da paz que eu sentia com ela deitada no meu peito, uma coisa difícil de explicar, mas eu queria estar ali, mesmo sabendo que a realidade era difícil ela era a única pessoa que em anos me fez querer ficar ali, pensar só no agora, esquecer de todo resto.

Uma pena a gente ter se trombado num momento como esse..

Ela passou a mão no meu cabelo passando a unha devagarinho, foi descendo o carinho pelo meu pescoço e eu umedeci a boca com língua sentindo a garganta secar.

Deu vontade de falar pra ela esquecer meu papo cheio de bebida e outras coisas na mente, mas eu precisava tirar aquela pressão de dentro de mim de alguma forma, com ela ali eu não ia conseguir. Fora que eu já tava ficando viciado de dormir cheirando aquele pescoço, e com certeza isso era um sinal de alerta, pra nós dois.
Vamos com calma..

MINHA CURAOnde histórias criam vida. Descubra agora