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H e n r i q u e

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H e n r i q u e

Alina: Oi, desculpa eu tava com paciente e não consegui atender o celular. Ta tudo bem ?.- ouvi a respiração lenta dela do outro lado da linha

Saudade, é que eu tô morrendo de saudade de você e queria muito ouvir sua voz. Foi o que eu queria mas não consegui falar.

Henrique: Não tem problema, eu tô bem. Como você tá ?.- perguntei já imaginando que ela não ia falar a verdade.

Alina: Ta tudo bem..- ela falou e eu fechei o olho ouvindo sua respiração do outro lado de novo.- Você precisa de alguma coisa ?

De você, tudo que eu tô precisando é você!
Eu umedeci a boca com as palavras ecoando dentro de mim.

Henrique: Eu ainda tenho autorização pra pegar a Analu na escola ?.- Passei a mão no cabelo e que receio eu senti do que ela ia dizer.. confesso que não tava preparado pra resposta dependendo do que fosse.

Alina: Porque tá perguntando isso Henrique ?.- ela falou baixo e algo apertou dentro do meu peito. Que merda ser o único responsável por tudo isso, pelo abismo criado entre nós.

Henrique: É que eu tô indo pra casa, queria passar lá e pegar ela pra ficar comigo..- acho que naquela altura o medo ecoava na minha voz.- Posso ?

Alina: Você sabe que sim Henrique..- Como era bom ouvir ela chamando meu nome..

Henrique: Tô indo lá, avisa a Isabel por favor.- coloquei o celular no viva voz terminando de guardar o quimono dentro da bolsa.

Alina: qualquer coisa me liga por favor, preciso voltar pro trabalho

Henrique: Alina..- falei sem pensar muito, um pouco mais rapido e ela não respondeu, mas ficou do outro lado.- Obrigada

Alina: Tchau Henrique.- ela falou baixo antes de desligar e eu prendi os olhos sentindo aquele sentimento horrível tomar tudo dentro de mim.

Coloquei minhas coisas no porta mala e o caminho até a escola foi bem rápido.
Poucas vezes na vida eu tinha experimentado de algo que me fazia simplesmente esquecer de tudo. O sorriso da pequena era exatamente esse lugar. Quando ela deu aquele sorriso correndo na minha direção na frente da escola foi como se eu tivesse me desligado de tudo. Como se o ar tivesse voltado para o meu pulmão.

Analu: Riiiqueeee.- ela pulou no meu colo soltando a mochila no chão e mesmo não fazendo muito tempo eu estava com muita saudade dela.

Como estava sendo difícil me manter perto dela com toda aquela situação com a Alina, mesmo assim eu não conseguia ficar longe.
Não sei o que seria na real se um dia alguma coisa me tirasse da vida dela, e a culpa só aumentava por saber que eu mesmo quase fiz isso.

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