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M a r i a L u í s a
Maria Luísa: Muito obrigada, desejo tudo em dobro para o Senhor.- eu sorri agradecendo ao senhor do uber que tinha sido uma das pessoas mais agradáveis que eu já conheci. Ele simplesmente conversou comigo o caminho todo. Geralmente eu não fazia muito essa linha, mas ele tinha algo diferente. Já era tão de idade, tratando as pessoas tão bem, antes de eu descer ele me desejou um milhão de coisas boas e eu saí do carro acenando pra ele enquanto via ele sair dali.
O sol estava de castigar qualquer um, latente, bem na cabeça. Eu até tentaria subir a rua andando, mas com aquela temperatura não tinha a menor condição. Minha mochila pesada, o rosto começando a suar, não tinha como.
Fui direto em direção aos meninos do moto táxi e eu já conhecia alguns que estavam ali. A maioria deles sempre estavam na mesma roda que o Heitor.
Maria Luísa: Oii, você pode me levar ?.- eu me aproximei de um deles que era o mesmo que me levava quase sempre e ele sorriu meio sem graça pra mim coçando a nuca.- Tá ocupado agora ?
Xx: Pô nem é isso não..- ele riu meio sem graça.- Recebi ordem para ligar pro Paiva quando tu chegasse aqui, que ele taria encarregado de levar tu mina..- ele falou e eu franzi a testa sem nem acreditar.
Maria Luísa: Pelo amor de Deus, não tem nem cabimento você fazer isso..- eu falei quase implorando ao mesmo vendo alguns deles me olharem em volta. Já tava morrendo de vergonha.- Você me leva sempre, não precisa ligar pra ninguém não
Xx: por mim eu te levava mesmo, me amarro em falar com você..- ele deu um sorriso de canto.- Mas teu homem não confia não..- ele deu uma outra risada e eu engoli a saliva querendo enfiar minha cara no chão. Não era possível uma coisa dessa, eu tava indo trabalhar ou o que ?.
Maria Luísa: Se você tá falando do Heitor, eu resolvo com ele depois. Eu só realmente preciso ir.- eu falei olhando pro relógio no pulso.- Tô atrasada, peguei um trânsito horrível. Por favor, faz isso pra mim
Xxx: Sobe aí, vou te levar lá.- ele falou subindo na moto mais ainda não parecia muito certo daquilo.- Por sua conta em risco em.- ele sorriu me olhando por cima do ombro enquanto eu subia na moto.
É claro que não ia dar nada pro garoto. Não tinha nem possibilidade disso acontecer. Não sei o que ele tava pensando quando fez isso, mas com certeza não ia funcionar assim.
Primeiro que ele tem que confiar é em mim, segundo que eles nunca me faltaram com o respeito. Não tinha nem lógica fazer uma coisa daquela. Não fazia nem o estilo do Heitor..
Maria Luísa: Obrigada, mesmo..- eu falei tirando a nota do bolso estendendo pra ele que pensou um pouco antes de pegar
Xxx: Tem do que agradecer não, bom trampo pra tu..- ele piscou pra mim e subiu na moto saindo dali