Capítulo 30

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Enrico Niccolo

03 de abril

Zoe está deitada no meio de mim e de meu pai, e todos nós estamos comendo as rosquinhas que eu comprei, enquanto assistimos “O Ataque”, o filme que meu pai escolheu.

Já assisti esse filme tantas vezes, que decorei todas as suas falas. Pelo simples fato: meu pai é viciado, ele me viciou também e está tentando viciar a Zoe.

Mesmo que o seu gosto para filmes seja péssimo, esse filme é um dos melhores que já assisti. E como ele sabe disso, para não ter erro, ele quase sempre escolhe esse filme para assistirmos.

Depois que o presidente James, a Carol, a Emily e o John entram no avião, o filme acaba.

Começamos a assistir o filme somente às seis da tarde, pois decidimos fazer pizza antes disso. E como o filme tem um pouco mais de duas horas, ele só terminou agora, oito horas e quinze minutos.

- Figlia, por favor, coloque seu pijama e escove seus dentes, enquanto eu e o seu irmão arrumamos essas coisas. - Ele aponta para os pratos e copos sujos, em cima da cama. - E depois volte aqui para nós dar boa noite.

- Está bem, babbo. - Ela diz, e sai do quarto.

Eu e meu pai começamos a pegar os copos, pratos e colocamos nas três bandejas de prata, que antes continham os pratos com vários pedaços de pizzas, e os copos, que continham suco.

Meu pai pega duas bandejas, uma em cada mão, e eu pego a terceira e última que ficou em cima da cama.

Levamos todas as bandejas para a cozinha, no primeiro andar. Eu e meu pai colocamos elas em cima da mesa, e eu tiro a louça delas, colocando tudo na pia.

- Vou lavar a louça e você limpa as bandejas, pode ser?

- Achei que você iria colocar na lava louças.

- Já fiz isso mais cedo. Agora quero lavar com as minhas próprias mãos.

- Então vamos lá.

Eu pego a esponja e o detergente, enquanto meu pau vai até a lavanderia. Provavelmente para pegar uma esponja nova, um paninho e um detergente.

Começo a lavar a louça, e meu pai aparece do meu lado, colocando detergente na esponja, para limpar as bandejas, de qualquer coisa, que as tenha sujado.

Quando eu termino de lavar a louça, meu pai enxagua as bandejas, que ele tinha ensaboado.

No armário abaixo da pia, pego um pano de prato, e eu começo a secar a louça, recém lavada, no escorredor. Meu pai faz o mesmo com as bandejas.

Zoe aparece na cozinha, com o seu pijama de ursinhos e seu cabelo preso, em um rabo de cavalo.

Ela até eu, e abraça a minha cintura.

- Rico, hoje você vai dormir aqui?

- Vou, sore.

- Eba! Então vamos comer panquecas no café da cama?

Antes que eu possa responder, meu pai afirma:

- Sim. Iremos comer panquecas do Rico!

- Acho que não tenho escolha.

- Não tem mesmo. - Meu pai afirma, e ri, junto com a Zoe.

Zoe para de rir e boceja.

- Vou dormir.

- Vamos subir com você. - Meu pai diz.

Ela assente com a cabeça, e vamos para o segundo andar. Quando chegamos na frente do quarto da Zoe, entramos nele, com ela.

Mia SoleOnde histórias criam vida. Descubra agora