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𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙
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Ela caminhou pelas ruas charmosas, com um cappuccino em uma mão e o celular na outra. O look do dia era um conjunto casual, mas sofisticado: um trench coat bege, jeans skinny, uma blusa branca leve e botas de cano curto. O cabelo estava preso em um coque baixo, com alguns fios soltos para um ar despretensioso.
Maya parou diante da Torre Eiffel e sorriu sozinha. Puxou o celular e começou a tirar algumas fotos—da torre, das ruas, das vitrines encantadoras. Pediu para uma turista tirar uma foto sua e, satisfeita com o resultado, postou nos stories: Un petit moment à Paris ✨.
Depois de um tempo, sentou-se em um banco à beira do Sena, apreciando o movimento da cidade. Algumas mensagens chegavam no celular, mas uma em especial chamou sua atenção:
Chico Moedas te ligou por vídeo.
Ela arqueou a sobrancelha e atendeu, ajeitando o cabelo antes.
— Alô?
O rosto de Chico apareceu na tela, com aquele sorriso despreocupado de sempre.
— Madame Queiroz, c’est toi? — ele brincou, forçando um sotaque francês terrível.
Maya riu, balançando a cabeça.
— Que vergonha, Chico! Nunca mais tenta falar francês na minha frente.
— Ah, tá bom, dona fluente! Como foi o job?
Ela suspirou, encostando-se no banco.
— Perfeito. As fotos ficaram incríveis, a equipe foi maravilhosa... e agora tô aqui, curtindo Paris um pouquinho.
— Chique, hein? Tá sozinha?
— Tô, mas tô de boa. Só eu, um cappuccino e a cidade mais linda do mundo.
— Pensei que a cidade mais linda do mundo fosse o Rio de Janeiro... — ele disse, fingindo indignação.
— Depende do dia.
Eles riram juntos. O papo seguiu leve, com Maya contando sobre a sessão de fotos e Chico falando da correria do dia dele. Em algum momento, ele soltou:
— E você já tá com saudade de mim ou ainda não?
Maya estreitou os olhos, segurando um sorriso.
— Tô com saudade de Paris mesmo.
— Entendi... — Chico fez cara de drama. — Coração gelado esse seu, hein?
Maya riu e, sem perceber, virou o celular para mostrar um pouco da paisagem ao redor.
— Mas é sério, Chico. Você ia amar esse lugar.
Ele observou a tela por alguns segundos e depois sorriu.
— Sei que ia. Mas sabe o que eu ia amar mais?
— O quê?
— Te ver voltando logo.
Maya ficou em silêncio por um instante, mordendo o lábio. Mas, antes que Chico pudesse aproveitar o momento, ela apenas piscou e disse:
— Ah, lindinho... a saudade é um luxo que eu não tenho tempo pra sentir.
E com isso, se despediu, encerrando a chamada. Mas, enquanto guardava o celular na bolsa e voltava a andar pelas ruas de Paris, não pôde evitar um sorrisinho no canto dos lábios.