𝟑𝟖

531 23 0
                                        

𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙

𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.



A passarela ainda ecoava nos meus pés. O som dos saltos, os flashes, os aplausos — tudo ainda vibrava dentro de mim. Era o fim de uma era. O desfile da Balmain tinha sido mais do que um trabalho. Foi o auge de um ciclo que eu jamais esqueceria. Foram meses intensos, e agora ali estava eu, no último dia em Paris.

Chico estava ali, no backstage, me esperando com um buquê de flores brancas que já começavam a murchar, mas eu achei a coisa mais linda do mundo. Ele usava uma camisa social preta com as mangas dobradas e o cabelo bagunçado de propósito. Ele me olhou como se estivesse vendo a mulher mais bonita do planeta. Talvez estivesse.

— Você tá uma visão, Maya — disse, segurando minha mão. — Mas isso você já sabe, né?
— Um pouquinho — sorri. — Mas ouvir de você ainda é meu elogio favorito.

Ele me puxou pra um abraço, longo e silencioso. Dava pra ouvir o coração dele batendo forte. Era como se ele soubesse que algo estava prestes a mudar. E ele sabia.
— Vem comigo? — perguntou, com aquele olhar pidão que ele sempre fazia quando queria me convencer de alguma coisa.
— Agora? Pra onde?
— Surpresa.

Entramos num carro e seguimos pelas ruas iluminadas de Paris. Eu encostei a cabeça no vidro da janela e me permiti sentir tudo: o frio, o cansaço, a excitação, o amor. O cheiro da cidade, o reflexo das luzes nos meus pensamentos. Quando percebi, estávamos parando em frente à Torre Eiffel.

— Voltamos aqui? — perguntei, sorrindo surpresa.
— É onde tudo começou — ele disse. — Então achei justo que fosse também onde tudo mudasse de novo.

Subimos até o último nível aberto ao público. A cidade estava iluminada como se comemorasse algo junto com a gente. Paris parecia em festa, mesmo que só fôssemos nós dois no meio de tanta beleza.

— Lembra quando a gente veio aqui pela primeira vez? — ele perguntou, encostado no vidro, me puxando pela cintura.
— Como esquecer? Você me pediu em namoro e depois derrubou metade do champanhe no meu vestido.
— Detalhes técnicos — ele riu.

Ficamos em silêncio por um tempo. A vista era absurda. Mas era ele que prendia meu olhar. Chico parecia nervoso. Mexia nas mãos, ajeitava a manga da camisa, respirava fundo. Eu já desconfiava, mas não queria estragar o momento.

— Maya — ele começou, me encarando —, esses meses longe de você foram os mais difíceis da minha vida. Cada viagem, cada volta pro Brasil, cada despedida no aeroporto... Doía. Mas eu ia de novo e de novo porque te ver por dois dias já valia mais do que não te ver nunca.

Meu coração começou a acelerar.

— Te ver desfilar hoje… Eu fiquei ali parado pensando: “Cara, olha o tamanho dessa mulher. Olha o que ela conquistou.” E eu me senti pequeno, mas não de um jeito ruim. Me senti sortudo. Por ser o cara que você escolheu amar.

— Chico… — murmurei, mas ele fez um gesto sutil pra continuar.

— Eu pensei muito em como descrever o que a gente tem. E achei uma palavra em italiano… Infrangibile.

— E o que isso significa? — perguntei, com um nó na garganta.

— Inquebrável. É isso que a gente é. Mesmo longe, mesmo com medo, mesmo com dúvida. A gente não quebra.

Ele se ajoelhou. A joia do anel refletiu as luzes da torre. Meus olhos se encheram d’água.
— Maya Queiroz… Quer casar comigo?

Sorri. Nem pensei, nem hesitei. Meu coração já sabia a resposta muito antes da pergunta.
— É claro que eu quero.

Na cidade das luzes, no topo do mundo, eu disse sim para o meu amor inquebrável.

Na cidade das luzes, no topo do mundo, eu disse sim para o meu amor inquebrável

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Eu iria fala que oficialmente acabou, porém decidi fazer um mídia pra vocês.

Peço por gentileza que voltem e vejam se vocês leram o capítulo 34, acabei postando atrasado, sinto muito.

𝐈𝐍𝐅𝐑𝐀𝐍𝐆𝐈𝐋𝐈𝐁𝐄- 𝐂𝐇𝐈𝐂𝐎 𝐌𝐎𝐄𝐃𝐀𝐒Histórias para pegar e não largar. Descubra agora