𝟑𝟕

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𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙

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𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙

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Eu reli aquela mensagem umas dez vezes. O coração apertado, a garganta embargada, o dedo tremendo sobre a tela. Eu não sabia o que responder. Não tinha uma frase, uma palavra, nada que coubesse o que eu sentia naquele momento. Só sabia que precisava ver ele. Agora.

Ainda de pijama de seda rosa, a touca de cetim protegendo meus fios loiros e com minhas pantufas de coelho nos pés, eu peguei a chave do carro e saí. Nem me olhei no espelho. Nem pensei duas vezes.

O caminho até a casa do Chico foi quase todo em silêncio, só o som do rádio preenchia o vazio do carro e o barulho do meu coração batendo alto. Assim que estacionei, minha coragem vacilou por um segundo. E se ele tivesse mandado aquilo se despedindo? E se, na real, ele não quisesse mais?

Mas a vontade de ver ele… era maior que o medo.

Toquei a campainha. Uma, duas vezes.

A porta abriu rápido. Ele estava com o cabelo todo bagunçado, de bermuda e camisa velha, cara de quem ainda tava acordado só pra me esperar.

Ele olhou pra mim, dos pés à cabeça, e soltou uma risada.

— Você veio de pantufa, Maya? — ele falou, meio rindo, meio confuso.

Eu não respondi. Só entrei. Como se aquela fosse minha casa também. E talvez fosse mesmo.

Ele fechou a porta atrás de mim, devagar, me olhando como quem queria entender o que estava acontecendo. Mas não deu tempo.

Eu o beijei.

Um beijo urgente, quente, carregado de tudo o que eu não consegui escrever naquela hora. De todos os medos, desejos, certezas e dúvidas. Era o beijo de quem escolhe. De quem ama.

A gente se separou um pouco, e eu encostei minha testa na dele, tentando achar palavras.

— Chico… eu te amo. E eu não quero te deixar. — falei baixinho.

Ele me olhou, os olhos marejando.

— Eu preciso aceitar esse trabalho, é um sonho. Mas… se a gente quiser, mesmo de longe, a gente consegue. A gente dá um jeito. Eu não tô pronta pra te perder. Não agora.

Ele ficou em silêncio por um tempo. Só me puxou pra mais perto e me abraçou forte.

Ali, no meio da sala, de pantufa de coelho e com o coração na mão, eu tive certeza: o amor, de verdade, atravessa qualquer distância.

—Fim

—Fim

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S

im, gente… acabou.
A história da Maya e do Chico chegou ao fim – e que jornada linda foi essa. Eu só tenho a agradecer a todo mundo que acompanhou cada capítulo, cada reviravolta, cada provocação e cada declaração. Vocês fizeram essa história ser ainda mais especial com cada comentário, cada surto, cada risada e cada "não acredito que eles fizeram isso!".

Escrever essa fanfic foi uma experiência nova e incrivelmente divertida pra mim. Me joguei de cabeça nesse universo, e foi uma delícia dar vida a esses personagens, criar cenas, falas, sentimentos… Foi tudo feito com muito carinho.

Mas calma! Ainda tem o capítulo 38, um bônus pra vocês que ficaram até aqui. Uma última cena, um último mimo, porque esses dois merecem (e vocês também).

Nos vemos na próxima fanfic.
Com amor,
Lari

𝐈𝐍𝐅𝐑𝐀𝐍𝐆𝐈𝐋𝐈𝐁𝐄- 𝐂𝐇𝐈𝐂𝐎 𝐌𝐎𝐄𝐃𝐀𝐒Histórias para pegar e não largar. Descubra agora