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𝐌𝐀𝐘𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐈𝐑𝐎𝐙
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Eu reli aquela mensagem umas dez vezes. O coração apertado, a garganta embargada, o dedo tremendo sobre a tela. Eu não sabia o que responder. Não tinha uma frase, uma palavra, nada que coubesse o que eu sentia naquele momento. Só sabia que precisava ver ele. Agora.
Ainda de pijama de seda rosa, a touca de cetim protegendo meus fios loiros e com minhas pantufas de coelho nos pés, eu peguei a chave do carro e saí. Nem me olhei no espelho. Nem pensei duas vezes.
O caminho até a casa do Chico foi quase todo em silêncio, só o som do rádio preenchia o vazio do carro e o barulho do meu coração batendo alto. Assim que estacionei, minha coragem vacilou por um segundo. E se ele tivesse mandado aquilo se despedindo? E se, na real, ele não quisesse mais?
Mas a vontade de ver ele… era maior que o medo.
Toquei a campainha. Uma, duas vezes.
A porta abriu rápido. Ele estava com o cabelo todo bagunçado, de bermuda e camisa velha, cara de quem ainda tava acordado só pra me esperar.
Ele olhou pra mim, dos pés à cabeça, e soltou uma risada.
— Você veio de pantufa, Maya? — ele falou, meio rindo, meio confuso.
Eu não respondi. Só entrei. Como se aquela fosse minha casa também. E talvez fosse mesmo.
Ele fechou a porta atrás de mim, devagar, me olhando como quem queria entender o que estava acontecendo. Mas não deu tempo.
Eu o beijei.
Um beijo urgente, quente, carregado de tudo o que eu não consegui escrever naquela hora. De todos os medos, desejos, certezas e dúvidas. Era o beijo de quem escolhe. De quem ama.
A gente se separou um pouco, e eu encostei minha testa na dele, tentando achar palavras.
— Chico… eu te amo. E eu não quero te deixar. — falei baixinho.
Ele me olhou, os olhos marejando.
— Eu preciso aceitar esse trabalho, é um sonho. Mas… se a gente quiser, mesmo de longe, a gente consegue. A gente dá um jeito. Eu não tô pronta pra te perder. Não agora.
Ele ficou em silêncio por um tempo. Só me puxou pra mais perto e me abraçou forte.
Ali, no meio da sala, de pantufa de coelho e com o coração na mão, eu tive certeza: o amor, de verdade, atravessa qualquer distância.
—Fim
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S
im, gente… acabou. A história da Maya e do Chico chegou ao fim – e que jornada linda foi essa. Eu só tenho a agradecer a todo mundo que acompanhou cada capítulo, cada reviravolta, cada provocação e cada declaração. Vocês fizeram essa história ser ainda mais especial com cada comentário, cada surto, cada risada e cada "não acredito que eles fizeram isso!".
Escrever essa fanfic foi uma experiência nova e incrivelmente divertida pra mim. Me joguei de cabeça nesse universo, e foi uma delícia dar vida a esses personagens, criar cenas, falas, sentimentos… Foi tudo feito com muito carinho.
Mas calma! Ainda tem o capítulo 38, um bônus pra vocês que ficaram até aqui. Uma última cena, um último mimo, porque esses dois merecem (e vocês também).