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quem é vivo sempre aparece ne oiii 

nao esqueçam o favorito no capitulo e comentar o que estao achando <3 

impasse ta pertin de acabar

▽⚢✃▽

Gabriela estava com Liz e Ninna há boas horas aguardando a médica chamá-las para o atendimento. As duas garotas estavam com um resfriado muito persistente, e como em breve as duas mulheres iriam viajar para iniciar a temporada de seleção, elas preferiram uma condução médica de uma especialista que elas já haviam se consultado quando eram mais novas.

Sheilla estava no Rio de Janeiro em uma reunião com Zé Roberto, e claro que para a ponteira não era problema algum ficar sozinha com as garotas, como já havia acontecido em inúmeras outras situações. Sabia que Sheilla estava discutindo sua participação no próximo ciclo Olímpico, que não estava tão distante, e a ponteira sabia o quanto aquele momento era importante, inclusive para ela mesma. Ter ela e Sheilla dentro de quadra era quase uma confirmação de um ouro Olímpico.

E óbvio que Gabriela amava passar o máximo de tempo possível com as gêmeas, sempre fazia de tudo para fazê-las sentirem confortáveis, o que não exigia muito esforço, pois elas amavam a nova mãe. Ela se sentia a cada dia mais próxima das gêmeas, de uma forma que nunca havia experimentado na sua vida, seria aquilo o sentimento da maternidade? Não essa coisa romântica, extremamente violenta que arrebenta a vida das mulheres, mas esse amor complexo, em que ela sentia que poderia matar para proteger aquelas duas pequenas figuras.

Sheilla já havia avisado a atendente da médica sobre quem iria acompanhá-las, em uma questão de segurança envolvendo toda a burocracia do processo.

A médica, chamada Marina, saiu do consultório com uma outra família e olhou ao redor, buscando as próximas pacientes.

-Liz e Ninna! – Ela clamou. Ela era de uma especialidade pediátrica, então sempre havia certa conduta equivalente com a idade. – Nossa, olha o tamanho de vocês!

As duas garotas sorriam, encabuladas. Faziam bons anos que não viam a mulher, e era bem provável que nem mesmo se lembrassem da última vez que estiveram ali, e Marina certamente só deveria saber o nome das suas próximas pacientes por algum tipo de comunicado que sua atendente enviava por mensagem.

A mulher, artificialmente loira, com um jaleco que certamente não era muito aprovado pela biossegurança com suas lantejoulas e rendas que não deveriam protegê-la de muita coisa.

-Meninas! Onde está o pai de vocês? – A mulher perguntou, olhando ao redor, como se Gabriela não estivesse ali, curvando-se para onde elas estavam sentadas, apoiando as mãos no joelho. – Já fiquei sabendo que a mamãe não iria vir!

Gabriela sentiu seu estômago revirar, uma náusea cambaleante a acertou como um tapa na cara.

-Com certeza não está aqui – Ela conseguiu murmurar, entre dentes, olhando no fundo daqueles olhos ridiculamente azuis.

A médica olhou para elas com um olhar confuso. E Gabriel sentiu seu sangue ferver.

-Estranho — Gabriela logo falou, sem dar espaço algum para a mulher falar — Sheilla avisou que a segunda mãe das meninas iria acompanhá-las. Não existe nenhuma comunicação entre você e sua atendente?

A ponteira assistiu a médica, tipicamente conservadora, desmontar na sua frente quando ouviu aquilo. Ela sabia que aquele segunda mãe estava estourando naquela cabeça limitada repetidamente.

A ponteira não esperou a mulher sair do choque na sua frente. Ela não fazia questão que suas filhas observassem aquele circo de desrespeito.

-Meninas, peguem seus brinquedos — Gabriela anunciou, levantando-se. — Vamos para casa. Acredito que teremos que remarcar com outra médica para cuidar do dodói.

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⏰ Última atualização: May 22, 2025 ⏰

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