🔥♠ A Aposta ♠🔥
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Capitulo 32
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Gabriella del monte negro
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Chove lá fora. A água escorre pelas frestas das paredes de cimento, e o cheiro é de pólvora, mofo e sangue antigo. Um ventilador barulhento gira no teto baixo. Numa sala improvisada, cheia de caixas de munição, rifles desmontados e coletes à prova de balas, eu estou ajoelhada no chão, limpando uma pistola com precisão cirúrgica. Meus olhos estão fixos, frios, calculistas. Eu visto preto dos pés à cabeça. Ao fundo, mapas da mansão de Aleksei colados na parede com fita isolante. A tensão é quase palpável
Derrepente ouço o som de passos apressados ergo o olhar, alertada pelo som. A porta range ao ser aberta abruptamente. Isaac entra, com expressão desconfiada.*
–Você vai sair assim, sem avisar ninguém?
Respondo friamente (sem desviar o olhar das armas):
–Não sabia que precisava da sua permissão.
ISAAC aproximasse, irritado):
–Não é sobre permissão. É sobre senso. Você está prestes a invadir a mansão do Aleksei, isso não é brincadeira, você irá estragar nossos planos!
–Justamente por não ser uma brincadeira, estou me preparando. Cada detalhe conta.
–E você acha que vai conseguir sair de lá viva?
–Eu não acho amor, eu tenho certeza
–Você vai sair de lá numa caixa de presente sem seus orgãos e seus olhos.
–Se não tem nada construtivo a dizer, pode sair. Tenho trabalho a fazer.
–voce não pensa, sua estupida!
Usa a inteligencia, você está cega de ódio!
Dá vontade de meter uma bala nas bolas desse filho da puta! Mas preciso me concentrar, continuo verificando minha arma
–O ódio me mantém viva. E vai nos dar a vantagem que precisamos contra Aleksei.
–E o que exatamente você espera conseguir com isso?
–O filho dele. Vamos tirá-lo de lá. Será nosso trunfo na hora certa.
–Você vai sequestrar uma criança?
–Não é sequestro se a mãe entrega voluntariamente.
–E você acha que a Claire vai simplesmente entregar o filho?
–Ela está vulnerável. Com as palavras certas ela achará que está salvando o filho, agora desapareçe da minha frente antes que eu te meta um tiro
Vejo isac sair irritado!
Mas o problema é dele, tenho uma criança por sequestrar
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Aleksei Markov
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Olho para meu filho Mikhail Markov II embrulhado como um pequeno
pacote no moisés, somente sua pequena face à mostra, suas bochechas
avermelhadas pelo esforço de sucção da chupeta. Ele é perfeito, já se mostra
forte desde seu nascimento há uma semana. O príncipe da Bratva, que podia
ter morrido pela loucura da mãe dele.
Fecho o punho, a Claire realmente sabe me desestruturar, sou um homem
frio, cruel, mas ela me faz pegar fogo, não só de raiva, mas de desejo, tesão.
Se não fosse o fato de estar em recuperação e pelo estado emocional dela, a
puniria e de maneira somente para meu prazer.
Claire, desde que o bebê nasceu, mudou de comportamento radicalmente, de
mãe super protetora, para uma que não quer nem segurar o filho. Ela
simplesmente o ignora, não o quer amamentar e muito menos cuidar dele. A
parteira, por enquanto está provendo tudo que ele precisa, mas isso mudará, a
Claire é a mãe e terá que aceitar seu filho.
Mandei um médico avaliá-la, segundo ele, esse comportamento pode ser
depressão pós-parto e isso é uma condição temporária, no entanto, já se
passou uma semana e ela só piora. Não sou um homem conhecido pela
paciência e muito menos por ser compreensivo, essa condição dela já está me
irritando.
Viro-me para a cama onde ela está dormindo, seu rosto pálido combina
perfeitamente com seu estado, se está dormindo ou acordada não faz
diferença, é sempre essa expressão sem vida e se cor. Quero ver até quando
durará isso, se ela continuar assim, terei que tomar minhas próprias medidas.
Se a criança fosse uma menina, justificava seu estado, pois a essa altura não
estaria em seus braços, mas é um menino, saudável e precisa da mãe.
Apesar de sua condição, continuo a desejando, não vejo a hora de tê-lá de
novo em meus braços. Respeitarei o período de seu resguardo, porém, não
esperarei nem um dia a mais do tempo necessário. Não sou homem de me
derramar fora de uma mulher, essa semana recorri a isso, não quero comer
outra, poderia procurar uma prostituta, somente para me aliviar, no entanto,
prefiro esperá-la, só ela me satisfaz e mais ninguém.
Porra! Eu confessei que a amo, e é isso, ela é minha vida, meu amor. Isso
fode tudo, fode a porra da minha cabeça, fode a porra do meu autocontrole,
agora tenho alguém para me preocupar, alguém que eu arriscaria a vida para
salvar. Não posso demostrar vulnerabilidade para com os meus inimigos,
nem com os membros da Bartva, no entanto, não posso negar que ela se
tornou minha parte vulnerável.
Eu queria quebrá-la, destruí-la, matá-la por me fazer sentir assim, contudo,
vendo seu corpo frágil, só penso em fode-la até morrer. Não consigo parar de
querê-la, mesmo diante de todas as coisas que fez.
Colocando meu olhar frio novamente, me dirijo à porta, a parteira está à
espera, ordeno.
— Amanhã, se ela não reagir, deixe o bebê chorar até ela pegá-lo.
— Sim senhor.
Com isso, desci as escadas e segui para meu escritório. A Bratva não para.
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No dia seguinte.
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Claire Markov
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— Senhora Markov, precisa tentar amamentar seu bebê, se não o fizer seu
leite secará.
Não digo nada, apenas olho para a frente, uma tristeza profunda se apoderou
de mim, minha mente parecia que estava entorpecida, sentia uma dor
constante e não era física, mas parecia física, mas ao mesmo tempo não.
Manter até um pensamento causava essa dor, muito pior manter uma
conversa, portanto, sempre que Rose conversava comigo, eu a ignorava. A
impressão que tenho é que sou prisioneira no meu próprio corpo.
As cores não fazem mais sentindo para mim, olho em volta com meu olhar
vago e só vejo cinza, eu sei que a luz do sol adentra o quarto através da
janela, mas aquela luz não tem mais beleza para mim, quero viver a
escuridão.
— Fecha a janela — falo para Rose.
— O sol é bom para a senhora.
— Eu disse para fechar a janela — repito rude.
Rose respirou fundo e olhou atentamente para mim.
— Preciso que segure o bebê para que eu possa fechar a janela.
Ela estendeu um embrulhinho na minha direção, desviei meus olhos da
parede e foquei naquele pacotinho. Havia um bebê, era pequeno, muito
pequeno, os cabelinhos pretos. Ele estava com os olhos abertos e mexia as
mãozinhas. Não sentia nada por ele, Rose diz que é meu, mas não o quero,
ele me trás tristeza, angústia, desespero. O quero longe de mim. Uma
sensação de repúdio atingiu meus sentidos.
— Tire-o de perto de mim.
— É seu bebê, ele já tem um nome Mikhail, não é lindo.
— Não o quero, afasta essa coisa de mim — gritei, lágrimas grossas minaram
meus olhos e caiam sem controle. O bebê resmungou e começou a chorar, o
som de seu pranto me deixava mais angustiada, tapei os ouvido e chorando
muito mandei.
— O faça parar, não quero ouvi-lo, afaste-o de mim.
Rose, muito triste, embalou o bebê nos braços, afastou-se até a janela e a
fechou, em seguida as curtidas taparam a luz do dia e o quarto ficou sombrio.
Daquela forma combinava perfeitamente com o estado que me encontrava.
Aquela criatura parou de chorar, afastei as mãos dos ouvidos e balancei meu
corpo para frente e para trás, até me acalmar.
Tudo a minha volta se tornou uma pesada perturbação mental, é como se meu
mundo estivesse ao contrário e tudo a minha volta estivesse errado, até a
presença daquele bebê. Eu queria amá-lo, aninhá-lo em meus braços e lhe
proteger, mas sinto que não posso, o vejo como uma ameaça. Eu só queria
ficar sozinha e não ver ninguém, ninguém.
Deitei e fechei os olhos, queria dormir e nunca mais acordar.
Não sei quanto tempo se passou, apenas senti que alguém me chamava
baixinho, não queria enfrentar a vida agora, mas insistem em me amolar.
— Senhora Markov, precisa tomar um banho e comer.
Ela me ajudou me levantar, me levou ao banheiro, despiu-me, ajudou a entrar
na banheira. Ela me banhou, eu apenas olhava para o nada, não sentia
emoção, a felicidade na fazia parte da minha vida. Assim que terminamos, ela
me fez sentar em uma poltrona no quarto.
— Vou tirar o leite.
Não falei nada, meus seios estavam enormes, muitas vezes o lençol
amanhecia molhado do líquido. Eu não sei para que ela insiste nisso, eu odeio
que me toquem e aquilo me causa dor.
Rose posicionou dois aparelhos de sucção, um em cada mamilo e ligou. A
máquina começou a sugar e eu senti dor.
— Não quero isso.
— Seu bebê precisa de leite.
— Isso dói e não me importo em nada com esse bebê.
Falei irritada e comecei a puxar aquilo de mim, uma voz grossa e estrondosa
aos meus ouvidos, ordenou.
— Saia.
Olhei em direção a ele, Rose levantou-se e saiu do quarto, aquele homem
aproximou-se e debruçou-se sobre mim.
— Acho que prefere que eu mesmo sugue os seus seios e tire o leite.
Ele tirou os acopladores e o leite esguichou, Aleksei sorriu de lado, pois
molhou a camisa dele. Eu não esbocei reação, só queria que ele saísse de
perto de mim e me deixasse em paz.
Aleksei levou as mãos em meus seios, massageando-os, aquilo doía, até mais
que os sugadores.
— Para, me deixa em paz.
Ele me ignorou e continuou massageando, ele aproximou-se do meu rosto e
cobriu meus lábios com os dele, virei o rosto para o lado, não quero seu
contato, não quero nada dele.
Com um sorriso, ele afastou-se, e seguiu para onde estava o bebê, ele o olhou
por alguns minutos e sentenciou.
— A parteira não voltará para o quarto hoje, o bebê está sob seus cuidados,
cuide dele.
Com isso, dirigiu-se à saída e deixou o quarto. Eu respirava pesado, aquela
angústia e medo apoderaram-se de mim. Levantei-me e deitei na cama.
Aquele choro não cessa. O que essa criança tem? Ele só grita e o som do
choro entra em meus ouvidos muito alto. Reviro-me na cama, tento tapar
meus ouvidos, mas ele continua chorando, irritada grito.
— Cala a boca.
Ele chora mais ainda, minhas lágrimas também descem sem controle, tudo
doía, eu só queria que ele parasse.
— Rose, faça-o calar a boca — gritei em pânico.
Ela não vinha, onde está? Por que ela não aparece?
— Rose — falo já sem forças.
Ele continua gritando, chora tanto que perde o fôlego, preciso fazê-lo parar.
Levanto-me e sigo até o pequeno berço portátil, me aproximo lentamente,
paro junto da grade e contemplo-o. Ele grita muito, seu rostinho está
vermelho e arranhado, ele se contorce e passa as mãozinhas no rosto. Tapo
meus ouvidos com as mãos e fecho os olhos.
— Fica quieto, para de chorar.
Ele não para. Abro os olhos e tiro as mãos dos ouvidos, estendo-as em sua
direção e passo em seu rostinho, o bebê para de chorar e começa a buscar
minhas mãos, ele abre a boquinha como se estivesse se afogando e soluça.
Tiro as mãos e o choro reinicia. Volta para buscá-lo, o tiro do berço e
suspendo, olho para ele que se contorce em minhas mãos, ele volta a chorar,
eu o trago para junto do meu corpo e ele parece querer algo, esfrega o
rostinho em mim. Por não conseguir o que quer volta a chorar. Entro em
pânico, grito.
— Cala a boca.
Nada, em desespero, ando até a porta que vai para a varanda, a abro e saio, é
noite e o vento frio me atinge. Ando até o parapeito da varanda, ele precisa
parar, só quero que pare.
O suspenso com as duas mãos além do parapeito. Vou jogá-lo
Saio para a varanda. O vento frio bate contra minha pele
— Por favor, para... eu não aguento mais...
— Ele sente tudo o que você sente — diz uma voz atrás de mim, calma e feminina.
Me viro, assustada. Há uma mulher ali. Uma figura vestida de preto, rosto parcialmente coberto por um capuz.
Não a conheço.
— Quem é você? Como entrou aqui?
Ela se aproxima devagar, como uma sombra que escorrega pelas rachaduras da alma.
— Alguém que já esteve no seu lugar. Alguém que entende.
— Entende o quê?
— O peso de ser mãe de um filho que só sofrerá.
Ela para a alguns passos de mim e olha o bebê com olhos vazios.
— Você quer salvá-lo ou vê-lo sofrer como você?
— Eu... eu só quero silêncio... quero que ele pare...
— Ele vai crescer cercado por homens armados. Por sangue. Por gritos.
— Não é culpa dele.
— Mas ele vai pagar o preço. Seu pai o ama... mas é um monstro. E monstros destroem tudo que amam.
— Eu não sei o que fazer.
— Dê ele a mim. Eu posso dar uma nova vida. Paz. Silêncio.
— Você... você vai cuidar dele?
— Como se fosse meu.
Ela estende os braços. Meus olhos enchem-se de lágrimas. Olho para meu filho. Tão pequeno. Tão inocente.
Eu sinto que não posso protegê-lo. Mas talvez... talvez ela possa.
— Não conte a ninguém que me viu — ela diz. — Eles não entenderiam.
— Eu só quero que ele viva. Longe daqui.
— Então me entregue. Agora. E será como se ele nunca tivesse existido.
Com mãos trêmulas, eu coloco Mikhail nos braços dela. Ela o acolhe com suavidade assustadora. O bebê... para de chorar. Ele simplesmente... dorme. Como se estivesse em paz.
— Obrigada — sussurro.
Ela sorri de leve.
— Você é mais forte do que pensa. Mas agora vai precisar ser ainda mais.
Ela desaparece nas sombras como se nunca tivesse estado ali. Eu fecho a porta da varanda. Me arrasto até a cama. Deito, o peito vazio, o corpo leve. Uma parte de mim sumiu.
Minutos depois, ouço passos.
Aleksei.
Rose.
O caos.
Mas eu... mantenho a mentira. Pela primeira vez, me sinto no controle.
— Onde está o bebê?! — Aleksei ruge, fora de si.
Eu o encaro com olhos vazios.
— Alguém o levou.
E deixo o mundo queimar com minha mentira.
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HorrorQual Atitude você tomaria Se fosse vendida ao Maior lider do trafico da história?
