Eco de Sangue.

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🔥♠ A Aposta ♠🔥

Capítulo 32

Claire Markov

— Onde está o bebê?

A voz de Aleksei ecoa pelo quarto como um tiro. Meu corpo inteiro treme. Estou deitada na cama, fraca, suja de sangue seco, o ventre ainda latejando de dor. Meus braços estão vazios… e isso dói mais do que qualquer parto.

— Claire — ele se aproxima — onde está o meu filho?

Engulo em seco. Minha garganta arde. Minhas mãos apertam os lençóis.

— Não está comigo…

Os olhos dele escurecem. Não é surpresa, é fúria contida.

— O que você quer dizer com isso? — a voz sai baixa, perigosa.

Viro o rosto, lágrimas escorrendo silenciosas.

— Alguém… alguém levou o bebê.

O silêncio que se segue é mortal.

Aleksei fica imóvel por alguns segundos. Depois, ri. Um riso curto, frio, sem humor algum.

— Você acha que pode brincar comigo nesse estado? — ele se inclina sobre mim, segura meu queixo com força — Eu perguntei ONDE está o bebê.

— Eu não sei! — grito, desesperada — Eu acordei… ele não estava aqui. Eu senti… eu senti ela nascer, ouvi o choro… e depois… depois tudo ficou vazio!

Meu choro explode. Não consigo mais segurar.

O ar muda.

Os olhos de Aleksei perdem qualquer traço de humanidade.

Ele se afasta bruscamente da cama e começa a andar pelo quarto como um predador enjaulado. Passa a mão pelo cabelo, respira fundo, mas a raiva transborda.

— NINGUÉM entra ou sai dessa propriedade sem a minha ordem — rosna — NINGUÉM.

A porta se abre com força. Homens entram.

— Tragam Rose. AGORA.

Meu coração dispara.

— Não… — tento levantar — não foi ela… por favor…

Aleksei nem olha para mim.

— Cala a boca.

Rose entra pálida, assustada.

— Senhor Markov, eu…

— Onde está a criança? — ele pergunta, seco.

— Eu… eu não sei… eu juro…

Ele se aproxima dela lentamente.

— Você estava encarregada da minha esposa.

— Sim… eu… eu só saí por alguns minutos…

O som do tapa ecoa no quarto. Rose cai no chão.

Eu grito.

— PARA! — tento me levantar, mas a dor me faz cair de volta — FOI MINHA CULPA! EU ESTAVA CONFUSA, EU…

Aleksei aponta a arma para Rose.

— Se ele sumiu, alguém vai pagar.

— NÃO! — grito com todas as forças que me restam — MATA A MIM! MAS NÃO TOCA NELA!

Ele me encara.

Por um segundo… apenas um… vejo algo diferente em seus olhos. Não é piedade. É conflito.

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⏰ Última atualização: Dec 15, 2025 ⏰

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