Capítulo 107

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Terror ☠️

A coroa tava martelando minha mente dizendo que era pra eu fazer o DNA e que o moleque não era meu filho, mas eu sabia que sim, eu tinha toda certeza que era.

Deolane sempre foi uma mulher do caralho, nunca abaixou a cabeça pra nada, sempre teve a competência de criar 3 filhos sozinha e nunca precisou da um golpe baixo pra sobreviver com nenhum.

Só ficava triste pelo fato de ter perdido dois anos da vida dele, queria ter acompanhado desde a barriga, mas infelizmente não foi assim.

Só quero recuperar o tempo perdido e quero que ele saiba que a partir de hoje eu vou estar aqui pra ele.

Sou apaixonado pela minhas duas princesas, amo mais que tudo, mas porra o moleque é meu primeiro filho homem.

Quero ser a maior inspiração da vida dele.

Deixei a coroa falando lá o tempo todo insistindo naquela parada sem cabimento e fui até a casa da Deolane.

Tinha a chave então entrei sem pedir, ela ainda estava com a roupa de dormir e os olhos fundos, não falei nada apenas subir atrás do moleque estava dormindo no quartinho dele.

Quando eu olhei pra ele dormindo, pequeno, tranquilo, como se nada desse mundo imundo pudesse alcançar, meu coração apertou de um jeito que nunca apertou nem em guerra nenhuma. O moleque era a cara da mãe dele mas  tinha meu jeito, meu silêncio, até meu olhar sério pra quem nasce aprendendo a se defender cedo demais.

Terror: Eu falhei contigo e com a tua mãe... — sussurrei baixo, mais pra mim do que pra ele. — Mas nunca mais, eu prometo que vou ta aqui até o fim da vida moleque.

Deolane me olhava da porta do quarto, Forte como sempre, mas com os olhos marejados. Ela não precisava dizer nada.

Aquela mulher segurou o mundo nas costas sozinha, enquanto eu tava ausente, perdido entre orgulho, erros e tempo desperdiçado.

Sair do quarto dele fechando a porta e chamei ela pra conversar em um lugar onde ninguém fosse atrapalhar então ela me levou pra o quarto dela e trancou a porta.

Terror: Eu passei a noite querendo te odiar, tá ligado? Tentando achar motivo pra virar as costas… mas toda vez que eu pensava no moleque, eu entendia.

Deolane: Entendia o quê, Kevin? Que eu menti pra você?

Terror: Que você protegeu ele. Do jeito que deu, do jeito que sabia. Eu não tava lá… e isso também é culpa minha.

Deolane: Eu tive medo. Medo de você entrar e sair da vida dele como entrou e saiu da minha. Medo de você machucar ele como você me machucou. Eu não podia arriscar.

Terror: Eu sei. Se isso tudo tá acontecendo maior parte da culpa é minha, se eu não tivesse agido feito moleque no começo do nosso relacionamento nossa vida tinha sido diferente, eu admito e reconheço minha culpa.

Deolane: Tá, mas é agora o que vai ser da gente? Do Arthur...

Terror:  É exatamente por isso que eu tô falando isso olhando no teu olho: eu te perdoo e te peço que me perdoe também por tudo, quero recomeçar e dessa vez sem mentiras, sem jogo duplo, sem traição. Quero ficar contigo e criar nosso menino.

Deolane:  Você tem certeza que é isso mesmo que você quer?

Terror:  É isso que eu quero. Sem mentira, sem traição, sem essas paradas tortas que sempre destruíram nós dois. Se for pra recomeçar, vai ser limpo… ou não vai ser.

Deolane: Eu não prometo perfeição. Prometo verdade, juro que dessa vez não vai ter mentiras.

Terror: Então já é mais do que a gente teve antes. Eu não quero ser visita. Quero ser presença. Pai. Homem. Companheiro… se você deixar, eu to disposto a fazer tudo diferente.

Eu o abracei e deitei ali no seu peito, tudo que eu tava precisando era disso, ter ele ali comigo e daquele apoio e colo que só ele sabia me dar.

Doutora Dos Vielas Onde histórias criam vida. Descubra agora